Capítulo 463: Capítulo 463: Há mais de vinte anos

Chegou justamente na época em que sua própria mãe governava. Uma garota de vinte e poucos anos? Pelas suposições de Sean, a Imperatriz Aila teria dado à luz o "Sean" original entre os vinte e poucos e quase trinta anos, mas ele agora também tinha vinte e poucos, o que equivaleria a cerca de cinquenta anos quando ela morreu. Ainda no poder, então a partida de Jagon ainda não deveria ter acontecido. Além disso, considerando que a impressão das pessoas sobre Jagon ainda não era muito forte... Dava para deduzir que Jagon estava no período da reforma da imperatriz, o país ainda em desenvolvimento, longe de ser o primeiro império do deserto. "Entendo, então deixa eu perguntar mais uma coisa. Vovô, que lugar é este aqui?" "O quê, você nem sabe onde fica isso e veio parar aqui?" Com uma cara de [Curiosidade!]. Enquanto Sean encarava o homem, um painel de atributos apareceu acima da cabeça dele: [Vitalidade, Humano] [Favorabilidade: Amigável] [Força de Combate: 220] [Sob um corpo envelhecido, há uma alma obstinada, de coração bondoso.] ??? Isso é... Era a primeira vez que Sean via uma exibição de atributos tão detalhada, com favorabilidade e força de combate, e a última parte seria a personalidade? Ou uma característica da pessoa? Por que tantos status apareceram de repente? Seria uma habilidade concedida por Yog-Sothoth? Onisciente e onipotente. Isso parecia combinar bem com a própria essência dele, ou talvez ele tivesse subido de nível! "Você não sabe mesmo onde fica isso, né?" O velho balançou a mão na frente de Sean, realmente o tratando como um tolo, e a expressão no rosto mudou para [Dúvida!] e [Pena!]... "Você sabe onde fica sua casa? Quer que eu te leve de volta?" Vendo Sean parado ali, imóvel por um instante, o vendedor ambulante disse com boa vontade. Provavelmente realmente o tomou por um idiota, mas o fato de se oferecer para levá-lo para casa mostrava que a descrição de "coração bondoso" no final do status dele estava correta, senão não teria chamado Sean na rua. Parece que ele realmente subiu de nível, ou então o poder de [Dominador do Tempo] ficou mais forte depois de encontrar Yog. "Estou bem, obrigado!" Disse uma simples palavra de agradecimento. Sob o olhar [Ainda mais desconfiado!] do vendedor, Sean se preparou para ir embora. "Você tem certeza de que está bem, rapaz? Aqui é a Vila Crepúsculo, passa muito comerciante. Se você não achar o caminho de casa, é perigoso." O velho ainda fez questão de alertar, e de quebra respondeu à pergunta que Sean tinha feito. Vila Crepúsculo. Então aqui era a Vila Crepúsculo... Aquele porto que ele tinha ouvido falar tantas vezes de Illya, localizado no sudeste de Edak, mesmo vinte e tantos anos depois ainda era um lugar distante de Jagon. Não admira que o velho tivesse feito aquele comentário desdenhoso. Sean se virou, olhou para ele, sorriu e acenou com a cabeça em agradecimento, e depois seguiu direto pela rua onde a caravana de camelos tinha ido... Atrás dele, o vendedor e outros comerciantes da barraca se aproximaram. "Esse cara não tem algum problema, né?" "Ah... com o governo do Grande Rei Sábio, quem não tem problema? Que pena." Suspirou. "Um rapaz tão bonito, mas é um idiota." Do outro lado, uma gorda senhora balançou a cabeça. E Sean, que não tinha ido longe, ouviu tudo. Maldito Yog. Me mandar para uma linha do tempo passada sem avisar para me preparar, e me jogar aqui sem saber de nada. Naquele momento, Sean organizou mentalmente a situação atual. Essa época devia ser uns vinte anos atrás em Edak... ou trinta, no geral dentro desses anos. E o lugar era a Vila Crepúsculo, ou seja, a região do porto de onde Illya sempre falava como sua terra natal. Além disso, o velho tinha dito que passava muito comerciante, então devia ser perto do porto. Quanto ao local, Sean já tinha uma ideia vaga, mas o alvo que precisava encontrar ainda era uma incógnita. Na descrição de Yog, o outro deus do caos já havia se infiltrado em vários períodos históricos, mas por que ele foi mandado justamente para cá? Seria fácil de achar? Sean olhou em volta, sem mapa e sem saber para onde ir. Só podia seguir os rastros da caravana de camelos... Caravanas comerciais, elas deviam ter passado por muitos lugares! Seguindo o conhecimento que aprendera com o cocheiro anos atrás, quando não se tem nenhuma informação, o melhor é seguir as caravanas até uma estalagem e perguntar por notícias. Informações do povo só se encontram com o povo. A rua era estreita, e os camelos não andavam rápido. Sean os seguiu por dois quarteirões até ouvir o som das ondas, estavam perto do porto! As estalagens ao redor aumentaram. Quando ele chegou, era meio-dia, e agora já estava seguindo até a tarde. Como o dia e a noite duravam apenas dez horas, em algumas horas o tempo mudaria. Depois de tantos anos neste mundo, Sean já estava acostumado com esse ritmo. Na verdade, não era rápido... Quando não se sabe as horas, nem se percebe a passagem do tempo. Para pessoas sem um cronômetro preciso, só podiam contar o tempo com ampulhetas ou gotejamento, coisas difíceis de carregar. Para os comuns, só olhando o céu. Já Sean via cada segundo passar, então quando não tinha o que fazer, sentia que o tempo não era suficiente. Seguindo a caravana, chegou a uma estalagem na rua perto do porto. Eles se hospedaram, mas parecia que ainda havia mercadorias para colocar nos barcos, então alguns foram carregar, enquanto os líderes que tinham gritado com ele antes escolheram comer na estalagem. "Quanto você acha que vamos ganhar nessa viagem?" "Não é pouco!" Sean ouviu a conversa dos dois. A caravana de camelos era mesmo uma companhia famosa na região, falando dessas coisas abertamente na mesa. Mesmo neste mundo, existe o ditado de não mostrar riqueza, mas pela experiência dele, quem fala assim só pode ser de dois tipos: ou é muito rico e quer se exibir para aumentar a fama, ou está fazendo de propósito para chamar atenção. O segundo caso parece mais coisa de detetive, e os status dos dois não mostravam alerta, então devia ser o primeiro. Olhando o status de um deles: [Vida, Humano] [Favorabilidade: Fria] [Força de Combate: 1600] [Desfruta de suas próprias conquistas, é seco e arrogante com os outros, mas tem senso de responsabilidade com as tarefas.] Era exatamente o homem de meia-idade que tinha gritado com ele antes. A frieza provavelmente era porque ainda estava chateado. Sean olhou para ele... Interessante. Agora que conseguia ver a personalidade das pessoas, parecia instintivamente fazer um julgamento amigável sobre alguém. Foi então que na entrada da estalagem entraram mais alguns da caravana, puxando uma corda... "Entra, seu pestinha." "O que foi?" Os dois que estavam comendo olharam para a porta. "Chefe, encontramos uma criança no barco. Ela estava escondida no porão tentando roubar e foi pega!"