A gangue pirata é completamente diferente de outras organizações com disciplina.
A organização dos magos tem regras rígidas sobre quem pode saber o quê, e assim por diante.
Já a maioria das informações nos grupos piratas é pública... pelo menos a maior parte é compartilhada entre todos, senão não daria para convencer tanta gente a trabalhar junta.
Esse conhecimento, Sean adquiriu quando espionou os dois líderes do Bando do Deserto Dourado.
"O quê? Não quer falar? Ou está com vergonha por ter sido pego?" Vendo que o outro não respondia imediatamente, Sean continuou.
"Seus irmãos de batalha devem estar desejando sua morte agora! Porque se você morrer, eles terão menos preocupações e ainda poderão dividir mais dinheiro... Vale a pena proteger alguém assim?" Sean provocou de propósito.
"Não me venha com esse papo furado."
Pá~
Antes que ele terminasse, Melsu莎 deu outro tapa no outro lado do rosto, e este parecia ainda mais forte.
Depois do tapa, até marcas de sangue apareceram!
"Eu falo, eu falo, tá bom!"
"Foi o nosso Capitão Rocks..." A voz já saía trêmula.
Sean olhou de relance para Melsu莎 ao lado. Parece que em Jaggon, resolver problemas na base da força bruta é o mais eficaz.
"O que houve com o capitão de vocês?"
"Ele tinha um acordo com o mago Beckman. Se ajudássemos o Círculo dos Magos a completar esta missão e conseguir os dois tributos, eles nos ajudariam a fundar um país." O pirata falou com uma voz quase inaudível.
O quê!
Fundar um país.
E alguém acredita nisso.
Que tipo de país seria fundado por piratas?
Sean já foi um nobre menor, um lorde governando uma cidade, e até príncipe.
Ele sabia o quão difícil era fundar um país... Mesmo governar uma região já consumia tanta energia, e isso só era possível porque o Império Basha兰 já era estável e rico.
E agora um bando de piratas diz que vai fundar um país?
Eles vão saquear?
Se até piratas podem fundar um país, outras organizações certamente não aceitariam, e no fim das contas, seria a mesma desordem. Além disso, piratas não têm reputação alguma, e os países vizinhos não confiariam neles.
Problemas internos e externos.
Nesse ambiente, ainda sonham em ser imperadores. Não sei o que se passa na cabeça dessa gente.
Será que eles realmente acreditam que o Círculo dos Magos, com um pouco de poder, pode dominar o mundo?
Sean, claro, não acreditava.
Mas, ao pensar nisso, Sean lembrou dos deuses antigos, especialmente do homem de amarelo que viu andando sobre o mar antes de chegar. Sem um poder maior para proteger, fundar um país é conversa fiada.
Mas se eles tivessem esse poder!!
"Quem é esse mago Beckman que você mencionou?" Sean continuou perguntando.
Em sua mente, ele começou a analisar o significado das palavras do outro. Para os piratas, fundar um país é piada, mas por que o Círculo dos Magos prometeria isso a eles?
Ou estavam enganando o líder deles, ou realmente tinham capacidade para mostrar.
Portanto, aquele mago era a chave...
"É um mago de nível muito alto entre nós, piratas."
"A magia que controlou a besta marinha ontem à noite também foi usada por ele."
Vendo o outro acenar com dificuldade.
Sean olhou para Lucille, que respondeu balançando a cabeça.
Lucille não conhecia essa pessoa.
Talvez o nome fosse disfarçado, como o dela, e ela mesma disse que não conhecia os outros magos da Luz Perpétua.
Comparado a outras organizações de magos, a herança da Luz Perpétua era bizarra: um mestre guiando seu aprendiz pelo mundo. Ninguém sabia quantos membros havia ou quem eram, mas eles eram obcecados em estudar magia antiga!
Essa obsessão era inexplicável!
"Então como ele fez a promessa para vocês? Vocês acreditam nessa desculpa de enganar criança?" Sean disse.
"Claro que não acreditávamos, mas ele usou uma magia muito poderosa para refinar uma arma especial, e aí acreditamos... Essa coisa libera uma energia imensa, e sem deixar vestígios de ataque, derruba as pessoas. Funciona com todos os de alto nível, como uma maldição da qual não se pode escapar."
Ao dizer isso, o rosto do pirata foi se iluminando com um sorriso.
Fazer um homem quase morto sorrir só pode ser por confiança absoluta, o que mostra que ele não estava mentindo.
"Hum, acho que vocês enlouqueceram. Acham que não perceberíamos uma maldiçãozinha dessas?" Mallow, atrás, zombou.
"Pode ir tentar para ver. O Círculo dos Magos quer usar várias forças para encontrar os deuses antigos e escravizar seus servos... Esse poder é algo que vocês não podem imaginar. Até o império mais forte do deserto teria que se curvar diante dele." Ele riu de forma distorcida.
Melsu莎 o nocauteou com um soco.
Uma pessoa de nível 16 atacando, ele estava praticamente morto.
Vendo a barra de vida dele quase no fim, nesse estado, ficar exposto ao sol por alguns dias faria a vida cair até acabar.
Mas já haviam extraído muitas informações úteis dele.
Realmente era o Círculo dos Magos por trás, e eles tinham um acordo com os piratas...
Querem fundar um país e escravizar os servos dos deuses antigos.
Por um instante, Sean lembrou dos homens-polvo e dos profundos que viu na Cidade Velha de Tacoma. Esses deviam ser os servos dos deuses antigos.
Fala mansa, mas falta poder.
Uma Pedra de Alquimia e Vinho da Imortalidade dariam conta?
Claro que não!
Mas Sean não conseguia imaginar que método eles teriam para sustentar essa ideia absurda.
Ao lado,
Vários oficiais esperavam suas ordens.
"Comandante Mallow, General Melsu莎... Continuem avançando para a ilha dos piratas. Desta vez, só capturando vivos o Rocks e o mago Beckman é que teremos resultados."
Ambos acenaram.
Originalmente, vieram para eliminar os piratas, mas com essa conversa, Mallow e os outros descobriram que havia muitos segredos por trás.
Piratas querendo fundar um país, é loucura!
........................ Claro, para todos, isso parecia loucura, mas Sean sentia que algo estava errado.
Aquela confiança era estranha!
Como ele podia ver as emoções das pessoas, a expressão daquele pirata não combinava com alguém que estava apenas falando besteira. Parecia algo real.
O Círculo dos Magos era poderoso, mas o que podiam fazer com tão pouca gente e poder?
E ainda querer tocar no poder dos deuses antigos, era quase delírio.
De onde vinha essa confiança?
Pensou por um bom tempo, mas não entendeu de onde vinha essa confiança...
Só podia continuar avançando, chegar ao covil dos piratas e interrogar mais.