Capítulo 44: Capítulo 44 A Loja da Família Scoville

Área de engenharia. Deve estar se referindo àquelas peças forjadas industrialmente, Sean lembrou de repente da pistola que Luke lhe dera antes. Na época, ele disse que foi comprada na cidade de Koga, provavelmente se referindo a este lugar! Desde que chegou a este mundo, Sean vinha perguntando sobre informações a respeito dele, mas a maioria das pessoas em Taylemian nunca saiu da vila, só Luke tinha um pouco mais de conhecimento. Embora ele só tivesse estado na região de Koga, a cidade dava a sensação de ser uma grande metrópole. Conseguir vir estudar em um lugar desses já era difícil para um morador comum de uma vila na montanha... Antes de sair, ele também imaginava como seria a cidade de Koga, mas quando a viu de verdade, ainda ficou impressionado. Uma cidade e uma vila na montanha tinham uma diferença tão grande! Olhando para a placa da loja "Área de Engenharia Zhoujin", as lojas deste lugar eram praticamente todas iguais, a maioria estava com as portas fechadas e era preciso empurrá-las para entrar. Scoville... Sco... Sean notou que realmente havia uma loja com esse nome, e o letreiro estava exposto, então era fácil de encontrar. Empurrou a porta, e um sino pendurado nela tilintou "ding-dong". "Olá, cliente!" Não viu ninguém, mas a voz já cumprimentava. Olhou ao redor da loja e, finalmente, viu um garoto surgir atrás de um balcão, parecia jovem, provavelmente da mesma idade da garota que vendia pêssegos há pouco. Neste país, pessoas da idade deles pareciam já começar a trabalhar. "O que o senhor precisa?", o garoto perguntou de novo, com uma expressão muito mais calorosa que a da garota anterior. Vendo o garoto se aproximar sorrindo, Sean de repente pensou em um problema. Será que essa família já tinha filhos? Se sim, usar o nome de Luke não adiantaria mais... Sean se aproximou e deu uma olhada nos objetos que o garoto tinha expostos no balcão. Eram tubos de metal e um tipo de pedra escura. Sean observou por alguns segundos, e na pedra apareceu a inscrição [Sílex]. Sílex é a mesma coisa que pedra de fogo, mas não era a liga metálica de pedra de fogo comum da vida anterior; o que via ali era mais natural. Então a loja Scoville era uma loja de armas de fogo. "Estas são amostras de sílex, o senhor pode dar uma olhada aqui... Aqui estão as pistolas prontas.", o garoto abriu outro balcão e tirou várias pistolas de comprimentos variados. "Olhe esta, pequena, fácil de carregar e muito potente!" Sean pegou a pistola que o garoto lhe entregou. [Pistola refinada, Munição: 0, Dano: 90~800] Realmente era muito melhor do que a que Luke lhe dera antes. Como precisava carregar o grimório e o cajado mágico, Sean não andava com aquela pistola, principalmente porque achava que o dano não era tão eficaz quanto a magia. Esta tinha 800 de dano máximo, praticamente matava alguém com um tiro; uma pessoa comum com 200 de vida provavelmente sangraria até morrer. Sean mexeu um pouco no gatilho. Era projetada com um mecanismo de mola que batia no sílex para gerar faíscas, e depois de colocar a pólvora e a bala, podia ser usada. Em termos de artesanato, era bem refinada. "Esta é a melhor pistola pequena da nossa loja. Se o senhor gostar, pode levar por apenas 300 moedas de ouro, e ainda damos uma caixa de balas de pólvora de brinde.", o garoto continuava vendendo. 300 moedas de ouro! A fruta da garota lá fora custava apenas um prata de prata, uma diferença absurda. "Não vim comprar nada.", Sean largou a pistola e disse diretamente. "Então... o senhor tem outro assunto?", o garoto olhou para Sean com curiosidade, reparando especialmente na cesta de frutas que ele segurava. "Vim procurar uma pessoa, uma garota, mais ou menos da minha idade ou um pouco mais nova." Luke não tinha dito o nome da garota, mas como ele era jovem, a garota de quem gostava também devia ser nova. Como em seus planos ele precisaria da ajuda delas mais tarde, Sean não pretendia esconder sua identidade, então foi direto ao ponto. Se a garota já fosse casada e tivesse filhos, ele teria que pensar em outra solução. "O que você quer com ela?", a voz do garoto ficou de repente fria. De uma atitude calorosa [Amigável] para [Fria] de repente! Sean percebeu: de fria a amigável, esses quatro níveis de afinidade podiam mudar instantaneamente. Há pouco ainda era amigável, e com algumas palavras a impressão já caía ao mínimo. Se chegasse a [Ódio], provavelmente pegaria a pistola e atiraria! Tirou da bolsa a caixa que Luke lhe dera e a colocou na frente do garoto. "Me chamo Sean·Vigel, venho da vila de Taylemian. Um amigo me pediu para procurá-la e entregar isto a ela." Perfeito. Se ela já fosse casada, Sean, em nome de Luke, devolveria a pena de ganso a ela. Assim, ela não precisaria mais ficar olhando para o objeto e sentindo saudades; melhor acabar de vez com isso. Com as condições de Luke, seria fácil para ele arrumar outra garota. "Você é daquela vila na floresta? Espere um pouco, vou chamar minha irmã!", o garoto respondeu surpreso ao ouvir Sean se identificar, e correu para um cômodo atrás. "Espere aí!" Nem arrumou as coisas no balcão... Então aquela garota era irmã dele! Logo Sean ouviu um barulho forte vindo do assoalho do sótão, e uma garota saiu correndo pela porta. Nem tinha arrumado o cabelo... "O senhor é o Barão Vigel?" Olhando para a garota de pele morena e corpo bonito, lábios um pouco grossos, mas no geral era bonita, especialmente os olhos, que eram muito vivos. "Sou eu.", respondeu Sean. "É realmente o Barão Vigel..." "É aquele Barão Vigel de quem andam falando ultimamente.", veio a voz do garoto atrás dela. "Cala a boca, Claude!" Com uma ordem, o silêncio se fez atrás. "Como o Barão Vigel veio parar aqui? Foi Luke quem o mandou? Ele... como ele tem passado todos esses anos?", a garota perguntou hesitante. Sean contou resumidamente toda a história, sem mencionar os magos, apenas dizendo que viera originalmente agradecer ao Conde Hamilton, mas que no caminho aconteceram outras coisas, então mudara de planos e viera dar uma olhada ali primeiro. "Ah, entendo. Mas o Barão Vigel fez bem em não ir à casa do conde.", a garota disse de repente. Como se tivesse lembrado de algo, mandou o irmão mais novo fechar a loja, dizendo que não abriria mais naquele dia, e convidou Sean para entrar no cômodo dos fundos da loja. "Você disse que fiz bem em não ir à casa do conde?", Sean perguntou, olhando para ela confuso. "Sim... esqueci de me apresentar. Me chamo Esmeralda. E este pestinha é meu irmão Claude. Há pouco eu disse que o Barão fez bem em não ir à casa do conde, porque ouvi dizer que ultimamente tanto o Visconde Isaac de Shawtown, quanto os senhores de Vale da Terra ou de Harkan City vieram para cá. Nunca tantos nobres do sul se reuniram em Koga de uma vez só, não sei o que vai acontecer." Esmeralda olhou para Sean. "Agora correm boatos de que o conde está escolhendo um herdeiro adequado. Como o último conde já foi há mais de sessenta anos, não sei se isso já aconteceu antes, mas com certeza agora todos os nobres do sul estão concentrados em Koga... E há rumores de que o conde parece estar doente, por isso está com tanta pressa para escolher um sucessor!"