Capítulo 428: Capítulo 428 Partida para a Batalha (Parte 2)

—Você realmente vai? Sean — perguntou o Rei Sol mais uma vez. — Sim, pedi ao meu tio para me deixar liderar a equipe... Talvez não precise de muitos homens, apenas um grupo da Guarda Celeste. Infantaria não se adapta ao combate naval, não faz sentido enviá-los, não precisa de alarde. Vou voar com a Guarda Celeste o mais rápido possível para o sul — continuou Sean. O Rei Sol ficou em silêncio por um momento. Sentia-se bastante dividido... Afinal, era filho de sua irmã, e desde que voltou, Sean raramente pedia algo, exceto naquela vez da fábrica. E, pelo que se via, a fábrica estava funcionando muito bem. Após a aparição repentina naquele incidente, Sean não monopolizou a construção de todos os canhões militares, chegando até a compartilhar as coisas. Diziam que recentemente ele também criou ferramentas de ferro e poções para uso civil. Para ele, essa generosidade era impressionante, lembrando a capacidade de sua irmã naquela época. Mas desta vez era uma expedição de combate, e ainda no mar. Não sabia se ele conseguiria cumprir... Olhando para a expressão confiante de Sean, o Rei Sol pensou em hesitar por um dia antes de responder, mas se não dissesse agora, depois da reunião no salão, inúmeras pessoas viriam falar sobre isso, e seus dois filhos certamente o pressionariam. Conhecia bem demais a capacidade de seus filhos; já o limite de Sean sempre o intrigava. Especialmente ontem, lembrava que ele era contra combater piratas, e em apenas uma noite mudou de ideia? Que coincidência! — Está bem, aceito. Mas você tem que voltar com a notícia da vitória, caso contrário, mesmo sendo príncipe, sofrerá as punições — disse o Rei Sol, decidindo finalmente. Muitos ministros queriam contestar, mas ele os recusou a todos. Para fazer algo, não se deve considerar muitas opiniões, senão a coisa nunca se resolve. — Vou lhe dar o comando temporário da Guarda Imperial. Você pode escolher o batalhão que quiser levar, mas considerando a defesa da capital e a vastidão do mar, no máximo pode levar um batalhão. — Entendido! Disse Sean. Finalmente, com sua confiança, conseguiu a oportunidade de liderar a expedição. Olhando para os rostos insatisfeitos de seus dois irmãos mais novos ao lado... Naquele momento, não tinha tempo para considerar os sentimentos deles; se não resolvesse isso direito, talvez outro evento desconhecido acontecesse. ……………… Marca Amarela. Provavelmente algo necessário para algum deus antigo ou entidade especial. Ontem, quando Lucille lhe contou sobre isso, Sean não pôde deixar de lembrar daquela vez na floresta fora de Oro, onde o alquimista Ulysses invocou aquela criatura, e também através de algum tipo de marca! Por coincidência, a história desta vez também envolvia alquimistas. Isso deixou Sean ainda mais inquieto... De volta ao palácio, hoje Mircale e Lucille não brigaram. As duas tinham forças quase equivalentes; embora em nível Lucille fosse um nível superior e dominasse magias mais estranhas e variadas, Mircale, como Bruxa dos Espinhos, tinha seus próprios meios de sobrevivência e estilo de luta. Se brigassem, não era certo que Lucille saísse ganhando, e além disso, uma era sua tutora e a outra sua subordinada, não precisavam brigar todos os dias. No escritório, Sean, um pouco cansado, entrou e viu Lucille lendo um livro, e Mircale sentada perto da janela. — E então, pequeno príncipe? — Lucille foi a primeira a perguntar ao ver Sean entrar. — Consegui. Garanti a oportunidade de participar do combate aos piratas, e me permitiram levar um batalhão. — Só um batalhão? — Lucille disse, insatisfeita. — Hum, o que você entende... A força de combate da Guarda Imperial é diferente de outros exércitos imperiais. Um batalhão equivale a três outros batalhões. Mircale, encostada na janela, também se manifestou. — Quem não entende é você. Sabe a extensão do mar? Num lugar desses, nem dragões voadores conseguem pousar, a menos que encontrem ilhas ou sigam navios. Um batalhão no mar é como um copo d'água derramado num lago, desaparece na hora. — Não tem jeito, a capital também precisa de proteção, e temos outros métodos. Visão Mental. Essa magia foi Lucille quem lhe ensinou. Usando isso, combinado com sua habilidade de explorar mapas, deveria ser fácil encontrar o alvo. — Tudo bem, qualquer número serve. Mas ainda não entendo, pequeno príncipe! Por que você está tão determinado a ir pessoalmente eliminar os piratas? Só por causa do que eu disse ontem? Em apenas uma noite, Lucille também percebeu a mudança no humor de Sean, especialmente em sua atitude mais firme em relação ao Círculo dos Feiticeiros! — É parte disso. — E o resto? Vendo Sean ir até a mesa, pegar um dos livros desarrumados e arrumá-lo. Entre eles, estava também seu grimório! — Você conhece a troca equivalente que sempre enfatizo? — Você disse que é a essência da alquimia — respondeu Lucille. — Isso mesmo, mas com a Pedra Filosofal, é possível ignorar esse processo, decompor e recompor, até obter formas materiais completamente diferentes... Mas tudo no mundo é equivalente. Quando você muda uma coisa, significa que outra é forçada a mudar. Não acredito que exista poder capaz de criar algo do nada. — Mas ontem você testou, não é? — Lucille, como uma feiticeira que adora estudar magias obscuras, deveria entender o que ele queria dizer. — Justamente por ter funcionado é que me preocupo. Isso mostra que a Pedra Filosofal pode, de certa forma, trocar com outras coisas. Então, será que qualquer coisa pode ser obtida assim? — disse Sean. — Qualquer coisa... — Você disse trocar com outras coisas, o que seriam essas outras? Lucille captou o detalhe na fala de Sean. Ele não disse claramente, mas já estava explicando! Se não se enganava, naquela vez nas montanhas profundas fora de Oro, o alquimista usou vários sacrifícios e um círculo mágico para invocar uma criatura que andava entre a realidade e o plano paralelo. Isso significava que existia uma grande entidade disposta a aceitar oferendas para criar essas coisas que violavam a lógica. Mas o que era essa entidade? Pelo que Sean sabia até agora, não deveria ser Yog-Sothoth, já que o Senhor do Tempo parecia não se importar com nada. Com certeza era outra entidade desconhecida disposta a fazer esse tipo de troca com humanos... E o principal é que ela era muito entusiasmada com isso. E qualquer troca era possível, desde que as 'condições' fossem suficientes! — Provavelmente ninguém consegue explicar o que é isso. O mistério que os alquimistas exploram até hoje, e o que eles realmente querem não é a entidade por trás disposta a trocar, mas sim o que desejam obter com a troca. Nesse momento, Lucille também franziu a testa. Como se tudo isso fosse premeditado. — Então preciso da sua ajuda, tutora. Sua habilidade é muito útil para nós — disse Sean. Ela deu de ombros. — Já que me chama de tutora, como não vou ajudar? Pequeno príncipe? Não... Vou mudar o apelido. Que tal pequeno aprendiz? ???