Isso... Deve ser a exibição que representa os residentes do meu território. De repente, meu corpo se ergueu da cadeira... "Como está? Consegue ver?" Karljana, ao lado, perguntou apressadamente. "Espere um pouco, consigo ver, mas ainda não me acostumei." Sean respondeu distraidamente, enquanto focava toda a atenção no mapa, ignorando o lado do falcão. Depois de se adaptar um pouco a essa mudança de visão, Sean sentiu que conseguia controlá-la. Basta concentrar a atenção em um olho e ignorar o outro para não sentir tanto desconforto... Olhando para o mapa, que antes mostrava apenas o terreno comum, no instante em que o falcão passou, surgiram pontos coloridos representando pessoas. Verde, mais ou menos indicava atitude, e ocasionalmente aparecia amarelo, representando simpatia ou afinidade. Nesse período, implementei uma série de políticas, nem todas voltadas para o bem-estar do povo, então é normal que alguns reclamem de mim; nunca houve um senhor perfeito. Mas se apareceram pontos no mapa, isso não significa que posso usar esse método para abrir o mapa e ver os atributos dos outros?! Meu coração se agitou! Por que não pensei nisso antes? Assim, muitas missões especiais poderiam ser concluídas com isso. Embora a distância não possa ser muito grande, pelo menos a visão do falcão cobre uma área mais ampla. Por um momento, Sean até pensou em criar uma águia bestial como animal de estimação! "Conseguiu ver?" No meio da empolgação de Sean, a voz ansiosa de Karljana soou ao lado. "Calma, ainda não chegamos ao local." Provavelmente, entre todos os presentes, só Karljana ousava falar assim com ele; lembrava que, se não fosse pela presença de Freylia no encontro anterior, a situação já teria saído do controle. Já que esse método permite abrir o mapa, voe um pouco mais longe, em direção à floresta... Embora não soubesse onde o acampamento rebelde estava escondido, com o alcance da visão do falcão, Sean achava que em algumas horas poderia encontrá-lo. Cobriu o olho esquerdo e concentrou toda a atenção no direito... A visão voltou ao falcão, direcionando o alvo para a floresta. O campo de visão do falcão era amplo o suficiente, parecia ampliar a imagem várias vezes; especialmente ao focar, Sean conseguia ver até esquilos pulando nos troncos! Manter essa visão por muito tempo era desconfortável; só conseguia aguentar um pouco, depois fechava os olhos e abria o outro para ver se apareciam pontos vermelhos no mapa... Os rebeldes não ficariam todos na floresta nesse inverno rigoroso? Afinal, as montanhas são muito mais frias que o exterior! Sean, que antes vivia em Tylermian, tinha boa memória disso, e na cidade ainda era um barão nobre, com pelo menos algumas ruas para dar vida. Se os rebeldes ficassem encolhidos na floresta sem suprimentos suficientes, a vida seria difícil... Ah, sim. Deveria procurar vestígios de vida humana, talvez fosse mais fácil, Sean pensou de repente. Continue voando mais alto. Extensas florestas cobertas de neve estavam sob seus pés, apenas algumas áreas não estavam cobertas. Quanto mais longe, mais tempo consumia; antes eram 11 horas, mas com o falcão voando suficientemente longe, restavam menos de 5 horas. Sean temia que, se voasse mais longe, a conexão com o falcão se rompesse, já que, nesse estado, o falcão estava sob o efeito de sua magia. Muito longe, a conexão se perdia! Mas a floresta era grande demais... Das cidades ao longo da estrada principal, passando por algumas vilas nas montanhas, ainda dava para ver algumas casas, mas mais adiante não havia mais sinais de vida humana. De vez em quando, via-se uma clareira com algumas casas, pertencentes a acampamentos de madeireiros, mas nessa estação ninguém morava lá... E os acampamentos não ficavam no fundo da floresta, senão a madeira cortada não poderia ser transportada. Continue adiante, subindo um pouco mais... Sean começou a sentir que o tempo restante era pouco, só sobravam algumas horas. Em poucos minutos, duas horas se foram... Parece que a muralha ainda estava muito longe; ele deveria ir para um lugar mais próximo da floresta, mas mesmo assim precisava escolher bem a posição, senão, com a floresta perto de Oro City sendo tão grande, onde encontraria o fim? Era por isso que as bruxas do Véu do Céu, usando seus próprios monstros, não tinham notícias há dias... A visão já se aproximava do céu acima da floresta desabitada; quase não se via construções humanas, e a floresta se tornava mais densa. Foi então que Sean notou um lugar que parecia estar soltando fumaça! Lentamente, subindo da borda da visão... Se não prestasse atenção, poderia ser encoberta pela neve. Fumaça nessa área? Controlou o falcão para mudar de direção, voando sobre a área... A visão balançava um pouco, mas com foco dava para ver a situação abaixo: pessoas! Sean, um pouco animado, controlou lentamente o falcão para descer, e as imagens foram ficando mais nítidas, mas o que aparecia abaixo da fumaça não era um grupo cozinhando, e sim... Pedras? Madeira? Sean não entendia. Porque o que aparecia abaixo da floresta eram seres vivos que pareciam pedra e madeira, algo como golems ou entes, mas diferentes dos elfos da madeira que vira antes. As árvores estavam quase murchas, os galhos não se moviam, como se fossem apenas cascas de árvore ou cascas de pedra, e ainda pretas, assim como os golems de pedra, também predominantemente pretos. Como se tivessem sido enegrecidos pela fumaça... E a fumaça que subia era o resultado das folhas das copas sendo sacudidas e queimadas em fogueiras abaixo. Sean olhou fixamente de cima: Golem de Pedra Ente Os nomes exibidos eram Marionetes!! Marionetes... Sean lembrou-se do que ouvira sobre marionetes antes... Talvez por usar o grimório deixado por Lucille, essa lembrança veio à tona, dita por ela. Isso foi dito na cidade, naquela época; seriam essas coisas? Nesse momento, Sean observou atentamente essas supostas marionetes; a camada preta nelas não era resíduo de queimadura, parecia mais um material especial, meio que em pó. Ao mesmo tempo, com a descida, Sean notou pessoas aos pés dessas marionetes. O outro olho deu uma olhada rápida no mapa ao lado... Vermelho-escuro. ...