Essas palavras assustaram os três, e o suor frio na testa de Yao Xinyang escorria ainda mais, a ponto de mal conseguir falar.
Nesse momento, o gerente Han, que estava ao lado, parecia realmente incomodado. Seu jeito era mais direto, e ao ver Pei Shaoze tão inflexível, bateu na mesa e se levantou também.
— Estou dizendo, jovem mestre Pei, não é assim que se trata os outros, não acha?
— Como assim, tratando mal?
Pei Shaoze deu um riso frio, encarando o gerente Han com um olhar profundo e penetrante, que fazia qualquer um sentir um medo instintivo.
O gerente Han forçou o pescoço, fingindo não ter medo: — Pelo que vejo, você não é tão velho assim, deveria saber que é melhor deixar uma saída para os outros, para se encontrar de novo no futuro.
— Que saída você quer?
Pei Shaoze não respondeu.
— Você sabe que isso tem algo suspeito, já que investigou, também conhece nossas dificuldades. A situação financeira da nossa empresa antes não era boa; se não tivéssemos feito alguns ajustes, não teríamos conseguido fechar esse negócio tão rápido!
O gerente Han queria explodir de raiva, mas foi puxado pela roupa. Sem saída, ele rangeu os dentes e forçou a palavra "dificuldades": — Esse tipo de coisa acontece muito no mundo, e raramente alguém é pego. Se você ficar insistindo nisso, como vai fazer negócios com os outros no futuro?
— Então vocês estão admitindo.
Su Banxia franziu a testa, interrompendo-o antes que terminasse.
O homem se virou irritado para olhá-la, mas Su Banxia não se intimidou.
Ela não gostava de pessoas tão evasivas e, além disso, nos negócios, há coisas que se fazem e outras que não. Esse tipo de gente era raro, e tê-los como parceiros era como ter uma bomba-relógio ao lado.
Vendo que o homem ainda queria se explicar, Su Banxia decidiu agir primeiro, já que Pei Shaoze havia dito antes que ela poderia tomar qualquer decisão.
— Já entendemos tudo claramente. Não queremos nos envolver na questão das indenizações; isso é algo que vocês devem discutir com os proprietários das terras ocupadas.
Pelo que sabemos até agora, não importa o quão próspera essa área se torne, cooperar com vocês só traria grandes riscos. Precisamos de uma avaliação mais cuidadosa.
Su Banxia falou as formalidades de praxe, já pronta para recusar a parceria.
Ao ouvir isso, o outro lado entendeu que o negócio estava perdido, e seus rostos passaram do branco ao verde.
O gerente Han, como se estivesse jogando tudo para o alto, mudou a expressão de cautelosa para agressiva, parecendo querer devorar alguém, encarando Su Banxia.
Su Banxia, vendo aquilo, não conseguiu evitar um sorriso: — O quê? Agora que o negócio não deu certo, vão contratar assassinos de novo? Não se esqueçam de que vocês já têm antecedentes.
Ela cutucou sem piedade o ponto fraco deles, e a arrogância do gerente Han murchou na hora. Sua expressão mudou rápido demais para se ajustar, ficando meio cômica.
Su Banxia ficou satisfeita. Desde o início, ela não achava que essa parceria fosse boa; perdê-la era o melhor.
No entanto, quando ela ia dar a conclusão, Pei Shaoze, que estava ao lado, tossiu de repente: — Hum, hum.
Todos os olhares se voltaram para ele, e então viram Pei Shaoze bater levemente na mesa com a mão.
— Bom, acho que minha secretária já deixou bem claro o que pensamos.
— Sim, mas...
Yao Xinyang claramente ainda não estava convencido.
Pei Shaoze ergueu a mão: — Eu sei que, no fundo, todos queriam uma cooperação sincera, e também vejo que este projeto tem um bom potencial. Se trabalharmos juntos, acho que esta área pode se tornar uma zona de desenvolvimento muito promissora.
— Shaoze?
Su Banxia, sentindo que o rumo da conversa estava estranho, virou-se surpresa para olhar para Pei Shaoze.
Ela viu um brilho em sua mão, mas antes que pudesse ver direito, ouviu Pei Shaoze dizer calmamente: — Bom, vá descansar um pouco.
— Por quê?
Su Banxia perguntou em voz baixa, só para os dois ouvirem.
Pei Shaoze não se virou, apenas acenou levemente com a cabeça, indicando que ela podia sair.
Su Banxia não entendeu e não pretendia ir, mas naquele momento viu o assistente na porta fazer um sinal para ela, como se tivesse algo a dizer.
Sem saída, Su Banxia relutantemente se levantou.
O assistente a levou até o quarto do hospital e, só então, baixou a voz para explicar.
— Recebemos informações de que a situação lá mudou, então é melhor não exagerarmos.
— Mudou?
Su Banxia não entendeu.
Ela não tinha conhecimento completo do que estava acontecendo ali.
O assistente também não soube explicar bem, pois sabia pouco. A notícia veio de Yan Xin, apenas dizendo para não irritar as pessoas daqui por enquanto.
Su Banxia ainda esperava uma explicação, e o assistente, hesitante, soltou a desculpa que havia preparado.
— Eles são os donos do pedaço, e precisamos proteger os interesses da maioria. Acredito que o presidente Pei terá uma maneira melhor de lidar com isso.
— Mas se os mimarmos assim, o que faremos quando problemas semelhantes surgirem no futuro? O risco de cooperar com eles agora é grande demais; ainda há muitas correntes ocultas por trás deles, não vale a pena.
Su Banxia entendeu que o assistente queria dizer que, se continuassem a enfrentá-los, o incorporador poderia jogar tudo para o alto, e os proprietários que queriam a indenização nunca a receberiam.
Além disso, eles ainda tinham alguma influência local, e poderiam guardar rancor e se vingar.
Mas...
— E se eles usarem nossa recuo como propaganda para pressionar os outros, não estaríamos servindo de ferramenta para eles?
Su Banxia olhou seriamente para o assistente, querendo que ele entendesse que ela não era contra um meio-termo, mas, pelo jeito, o outro lado não achava que estava errado: — Pessoas que não reconhecem os próprios erros não têm com o que negociar.
— Na verdade, já discutimos isso antes de vir. Haverá um plano de acompanhamento; é uma longa partida. O presidente Pei disse que, se você quiser entender, pode explicar depois que tudo estiver resolvido.
O assistente não tinha muito poder para mudar as coisas, então só pôde usar o nome de Pei Shaoze.
Os dois se enfrentaram, e no final foi Su Banxia quem cedeu, porque também não tinha muito poder.
— Agora, descanse um pouco.
O assistente falou apressadamente, vendo que ela havia amolecido.
Su Banxia, sem saída, fechou os olhos e deitou-se na cama de roupa, mas depois de um tempo, sentindo-se inconformada, sentou-se novamente e ficou olhando as árvores balançando do lado de fora, esperando o retorno.
Depois de esperar cerca de uma hora, Pei Shaoze finalmente abriu a porta do quarto devagar.