"Estúpida."
A pessoa parada na esquina, depois de ver Su Banxia ir embora, finalmente soltou uma palavra fria.
Ela virou a cabeça e viu Pei Jiaxin ainda ali, e depois que Su Banxia foi embora xingada, ela se apoiou na parede e começou a vomitar sozinha.
"Moça, não vomite aqui, por favor!"
Um transeunte que parecia morar ali viu Pei Jiaxin e foi se aproximar, mas parou no meio do caminho, afastado pelo cheiro de álcool que exalava dela.
"Que se dane!"
Pei Jiaxin nem virou a cabeça, e soltou um xingamento feroz.
"Que falta de educação! Vomitar na entrada da casa dos outros e ainda reclamar! Acha que o mundo inteiro é sua casa?"
O homem ficou furioso, mas não ousou discutir com uma bêbada, e depois de alguns xingamentos, recuou.
Pei Jiaxin, cambaleando e resmungando, foi em direção ao outro lado, quase sumindo de vista, e foi então que a pessoa na esquina saiu lentamente, sem pressa.
O pôr do sol iluminou seu rosto, e os contornos antes suaves pareciam agora mais marcados. Era Su Sinian.
Su Sinian tinha vindo buscar algo, mas não esperava se deparar com uma cena dessas.
"Não sei se isso é um encontro de inimigos ou uma coincidência do destino."
Su Sinian murmurou e seguiu na direção de Pei Jiaxin.
Assim que chegou, ouviu Pei Jiaxin praguejando com ódio.
"Morram, todos vocês, morram! Esperem aí para zombar de mim, não vou deixar vocês se safarem!"
Pei Jiaxin falava com uma ferocidade intensa.
Mas depois de dizer isso, ela ficou um pouco perdida.
Lembrou-se das respostas que recebeu quando ligou para aquelas pessoas.
"Um bando de inúteis, todos inúteis! Todos inúteis!"
Ela xingava com raiva, a mente uma confusão, incapaz de dizer mais nada.
Na noite anterior, ela tinha sido expulsa no meio da noite, e antes mesmo de se acalmar, já estavam cobrando resultados.
Pei Jiaxin não tinha nada para entregar, nem desculpas para dar. No começo, tentou enrolar, mas depois de algumas palavras, perceberam que algo estava errado. Sob pressão, ela só pôde contar a verdade.
"Que inútil! Dizendo que não tem jeito, vocês estão me enganando! Esses canalhas, todos canalhas!"
Enquanto xingava ferozmente, não conseguiu evitar cair de joelhos.
Ela não sabia mais o que fazer, a cabeça doía demais.
Por quê? Por que eles não queriam mais ajudá-la? Ela ainda não tinha chegado ao fim, por que não acreditavam nela?
Enquanto estava agachada, quase chorando, sentiu um frio repentino no topo da cabeça.
Um frio cortante, que a fez estremecer. Ela balançou a cabeça e, só então, percebeu que alguém estava jogando água gelada nela!
"Quem é?"
A mente confusa de Pei Jiaxin finalmente clareou um pouco. Ela ergueu a cabeça de repente e se deparou com um par de olhos que pareciam rir sem rir.
"Parece que a senhorita Pei também está passando por maus bocados ultimamente."
A voz de Su Sinian, com um tom de leve triunfo, veio lentamente de cima.
Pei Jiaxin, a princípio, não reconheceu quem era. Ela apertou os olhos por alguns segundos até identificar.
"É você."
Pei Jiaxin deu um sorriso frio. Estendeu a mão para agarrar a de Su Sinian, mas não alcançou, balançou o braço no ar e se levantou.
A água gelada a despertou momentaneamente. Ela balançou a cabeça, ergueu o queixo, tentando não parecer tão abatida: "Então a senhorita Su é desse tipo, jogando água à toa. Acha que está no interior? Gente de família pequena, sempre tão nojenta."
"Ah, só estou ajudando a senhorita a clarear as ideias."
Su Sinian ouviu aquilo, deu um sorriso frio sem se irritar, e se aproximou para dar um tapinha leve nas costas dela, como se quisesse ajudá-la a respirar melhor.
"Sai daqui, não preciso da sua falsidade."
Ela virou a cabeça para olhar Su Sinian e perguntou com voz fria: "O que você veio fazer aqui?"
Su Sinian, ouvindo a voz teimosa dela, a olhou com um sorriso ambíguo: "Senhorita Pei, não precisa bancar a durona na minha frente agora. Afinal, você já está no fim da linha."
"O que você disse?"
Pei Jiaxin ficou furiosa. Estava em decadência, mas não achava que qualquer um pudesse vir zombar dela!
"Pei Jiaxin, você acha mesmo que tem condições de negociar com alguém agora? Um cão sem dono deve se ajoelhar e implorar por migalhas, senão não consegue nem um osso, não é?"
"Você! O que você disse?"
Pei Jiaxin arregalou os olhos e se virou com raiva.
"Você não é surda, pois não?"
Su Sinian deu um sorriso frio.
"Su Sinian, você!"
Pei Jiaxin sentiu a raiva subir, quase partindo para a agressão.
Mas estava tonta, sem equilíbrio. Deu um passo à frente, não alcançou Su Sinian e quase caiu.
A sensação de perda de equilíbrio fez a mente de Pei Jiaxin clarear instantaneamente. Uma suspeita surgiu em seu peito. Embora soubesse que sua situação era feia, não podia deixar que uma garotinha como aquela viesse zombar dela!
Além disso, pelo jeito dela, parecia saber de algo...
Pei Jiaxin franziu a testa e questionou: "O que você veio fazer aqui? Não é só para dizer isso, né? Como você ficou sabendo disso? Quem está por trás de você?"
Naquela manhã, a empresa EM havia oficialmente pedido falência. Ela não sabia o tamanho que aquilo tomaria, mas sabia que a opinião pública não a pouparia.
Ela ainda não podia desistir, então fez o possível para pedir aos jornalistas que esperassem dois dias para publicar, e eles concordaram.
Afinal, aquilo já durava quase quinze dias, e nenhuma notícia mantinha tanto interesse por tanto tempo.
E o resultado não tinha surpresa, então não valia a pena se incomodar com uma coitada falida.
Não havia notícias lá fora, e Su Sinian não parecia ter contatos tão amplos. Se ela sabia, seria porque estava sempre de olho nela? Ou será que ela era uma delas...
Não, impossível.
Pei Jiavin balançou a cabeça e ia perguntar de novo, mas Su Sinian soltou a mão dela e riu baixinho: "Como eu sei?"
Enquanto falava, olhou para Pei Jiaxin com um sorriso ambíguo, como se olhasse para um cachorro miserável: "Você acha que alguém não vai saber? As notícias sairão em breve, senhorita Pei."
"Então... o que você veio fazer agora? Zombar de mim? Não esperava, mas é verdade, vocês da família Su são todos iguais!"
Pei Jiaxin semicerrrou os olhos e falou friamente.
"Não me compare com ela!"
Su Sinian, ao ouvir que a comparavam com Su Banxia, sentiu uma onda de raiva.
Pei Jiaxin bufou: "O quê, não gostou? Estou te dizendo, Su Sinian, não pense que só porque foi uma patricinha no passado, pode bancar a superiora aqui. Você está sonhando alto. Mesmo no auge da sua família, para mim não valia nada."
Enquanto falava, Pei Jiaxin parecia ganhar coragem. Ela empurrou Su Sinian com força: "Estou só um pouco na pior, e vocês já vêm correndo me humilhar. Que pressa. Parece que a educação de vocês é só isso mesmo."
"Só um pouco na pior?"
Su Sinian rangeu os dentes e forçou um sorriso frio: "Mas ontem você não disse isso. Ontem, no telefone, você disse: 'Por favor, me salve'."