Capítulo 417: Capítulo 417: Coleta de Sangue

"Encontrei, é aqui mesmo!"

Na sala de monitoramento da escola, o policial segurou o celular e exclamou, com um tom não sem empolgação.

"Onde é? Vou para lá agora mesmo!"

Ao ouvir isso, Su Banxia se levantou imediatamente e se virou para sair.

Antes, eles estavam atarefados seguindo as câmeras do portão da escola para rastrear o paradeiro da Sra. Su, mas perceberam que ela estava preparada: depois de um trecho, desviou deliberadamente das câmeras.

Isso trouxe uma dificuldade considerável para a investigação, aumentando a carga de trabalho e, consequentemente, o tempo necessário.

Mal imaginavam que, enquanto faziam uma triagem emergencial, Su Hao ligou pelo celular.

A situação dele era tensa; assim que a chamada foi atendida, ele disse apressadamente: "Deve ser um sítio de lazer rural", e enviou uma localização em seguida.

Depois disso, não foi mais possível contatá-lo.

O policial, sem tempo para se surpreender com a calma da criança, repassou imediatamente o local para a delegacia, pedindo que verificassem o endereço o mais rápido possível.

"Espere um pouco, não se apresse tanto.

Lá é um hospital particular, e há um trecho com a estrada bloqueada. Por favor, aguarde a viatura."

O policial segurou Su Banxia, sabendo que ela estava ansiosa, então falou com um tom suave, balançando a cabeça: "É muito mais prático irmos direto com a viatura."

"Hospital?"

Ao ouvir essa palavra, o coração de Su Banxia disparou um alarme: "O que eles vão fazer no hospital?"

"Sei que está preocupada, mas esse hospital é uma instituição regular e registrada. Nosso chefe já confirmou e pediu que o pessoal de lá retivesse as pessoas. Não vai dar problema."

O policial achou que Su Banxia estava pensando em algo como tráfico de órgãos, então tentou acalmá-la com algumas palavras.

Mas ele não acertou o ponto certo. Su Banxia balançou a cabeça, sentindo-se ainda mais tensa.

Ela tinha um palpite, mas não ousava dizê-lo em voz alta. Virou-se discretamente para olhar para Pei Shaoze.

Pei Shaoze, ao ouvir aquilo, ergueu levemente as sobrancelhas e, ao ver Su Banxia olhando para ele, seus olhos escureceram. Ele se aproximou e apertou suavemente o ombro dela: "Não vai dar problema."

"...Eu sei."

Su Banxia assentiu distraidamente.

No começo, ela temia que a Sra. Su tivesse sequestrado as crianças para se vingar dela, usando os dois pequenos como instrumento.

Agora, porém, suas preocupações haviam se multiplicado, e sua mente estava um emaranhado sem direção.

Vendo isso, Pei Shaoze franziu levemente os olhos, segurou-a pelos ombros e perguntou em voz baixa: "O que você está realmente suspeitando?"

Su Banxia balançou a cabeça, agitada e confusa, sem querer falar.

Mas Pei Shaoze não a deixaria escapar tão facilmente. Ele franziu a testa, estendeu o braço para envolvê-la pelos ombros e tentou virá-la.

Su Banxia resistiu, desviando o rosto. Pei Shaoze estava prestes a falar quando, naquele momento, o policial responsável pela comunicação com a viatura entrou correndo.

Ao ver a pessoa chegando, Su Banxia aproveitou para se soltar de Pei Shaoze.

O policial, sem saber o que havia acontecido, apenas acenou com a cabeça para eles: "Pronto, vamos agora mesmo. Srta. Su, não se preocupe. Já entramos em contato com o hospital de lá; eles não vão fazer nada com as crianças."

Ao ouvir isso, Su Banxia seguiu o policial como quem foge, entrando na viatura.

Pei Shaoze caminhou lentamente atrás dela, com os olhos escurecendo novamente, mas no fim não disse nada.

Hospital Particular Santo André.

"O que você quer dizer? Já agendei antes, e agora não posso fazer o exame? Vocês são uma farsa ou o quê?"

A Sra. Su encarou a recepcionista à sua frente, incrédula.

A recepcionista sorriu, sem jeito, mas com um olhar desconfiado para a Sra. Su: "Desculpe, foi o que nosso diretor disse. Como essas duas crianças que a senhora trouxe não parecem ser seus parentes, precisamos... confirmar sua identidade."

"Confirmar o quê? Eles são netos meus, sim! O quê? Preciso andar com a certidão de nascimento para fazer um exame? Vocês já não viram meu RG?"

A Sra. Su queria apenas levar as duas crianças para fazer um teste de tipo sanguíneo e, de quebra, coletar o DNA delas.

Ela já tinha um jeito de conseguir o DNA de Pei Shaoze e, assim que tudo estivesse pronto, faria o exame imediatamente.

Com a ajuda de Pei Jiaxin, as coisas estavam bem mais fáceis.

Eles eram da mesma família, então Pei Jiaxin não teria dificuldade em conseguir algo com o DNA de Pei Shaoze.

Mas ela nunca imaginou que, a um passo do objetivo, o hospital simplesmente se recusasse a cooperar!

Quanto mais pensava, mais irritada ficava. Bateu com força na mesa à sua frente: "Cuidado que vou denunciar vocês ao Procon!"

"Se quiser denunciar, denuncie. Estamos apenas seguindo ordens superiores.

Para retê-la aqui, na verdade não precisamos de certidão de nascimento. Se a senhora não se importar, podemos agora mesmo enviar alguém para acompanhá-la até a delegacia e emitir um atestado. Se ele provar que a senhora tem vínculo legal com as crianças, poderemos agendar o exame imediatamente."

A recepcionista falou com doçura, mas sem ceder em nada.

Ao ouvir isso, a Sra. Su perdeu metade de sua arrogância.

Ela não ousava sair dali; segurava firmemente os pulsos das duas crianças com ambas as mãos, temendo que elas começassem a fazer barulho.

Mas, estranhamente, as crianças, que antes estavam agitadas, agora estavam quietas... Que coisa.

Enquanto pensava, olhou para baixo e viu Su Hao consolando Su Guoguo em voz baixa.

Realmente, uma família unida.

Ela bufou, pensou um pouco e de repente teve uma ideia: "Quer um atestado, é? Espere aí."

A recepcionista a observou com desconfiança. A polícia já havia ligado pedindo para reter a mulher; não importava que atestado ela apresentasse, não a deixaria passar.

Foi quando o telefone fixo à sua frente tocou. Era uma ligação interna do vice-diretor.

"Vice-diretor Zhang, pois não..."

A recepcionista atendeu, confusa. Após ouvir algumas palavras, sua expressão mudou ligeiramente e ela balançou a cabeça: "Mas o diretor disse..."

"Não importa o que o diretor disse, faça o que estou mandando!"

O vice-diretor bateu o telefone, sem dar chance para a recepcionista explicar ou questionar.

A Sra. Su, ainda segurando as duas crianças, olhou para a recepcionista com um ar de superioridade, erguendo as sobrancelhas: "E então? Posso entrar agora?"

"..."

A recepcionista a encarou com desconfiança, lembrando-se das ordens ríspidas do vice-diretor ao telefone. Ficou em silêncio por um momento, pensando.

Então, respirou fundo, levantou-se e forçou um sorriso: "Então, por favor, aguardem lá dentro. Ainda precisamos de um tempo para preparar os equipamentos."

"Humph!"

A Sra. Su bufou, ignorando-a, e puxou as duas crianças para dentro rapidamente.

Su Hao, nesse momento, franziu os olhos e virou-se para olhar para a Sra. Su: "Que exame você vai nos fazer?"

A Sra. Su riu friamente: "Teste de paternidade!"