Capítulo 424: Capítulo 424: Atravessando o Oceano para Aprimorar o Coração do Caminho

As ondas se agitavam, cada vez mais altas, erguendo-se até o céu, mas carregando uma força avassaladora, desabando com estrondo, gerando vagas ainda mais furiosas.

Sob o poder imenso do céu e da terra, tudo era esmagado e reduzido a pó.

Em meio ao caos das ondas, um pequeno barco balançava, cambaleando sob a fúria da tempestade, prestes a desmoronar, mas enfrentando-a de frente, mergulhando repetidamente nas águas e emergindo firme, indestrutível ao vento e às ondas... investindo sem medo contra a tormenta.

Uma figura dourada estava em pé sobre ele, com um corpo aparentemente encurvado, mas que exalava uma aura inabalável. Suas mãos seguravam firmemente a vela, navegando contra o vento, enquanto seu corpo balançava com o barco, correndo o risco de ser engolido pelo mar a qualquer momento.

Mas aqueles olhos dourados brilhavam como as estrelas mais resplandecentes do céu, inextinguíveis.

Este coração, esta determinação, são inabaláveis!

Nesta jornada, preciso encontrar um caminho para a imortalidade e a liberdade!

...

A crença era como uma rocha milenar, que o fogo não queima e o martelo não quebra, como se nada no universo pudesse abalar sua vontade.

A coisa mais poderosa neste mundo nunca foram os deuses inatos.

Ser invencível no coração é a verdadeira invencibilidade!

O macaco dourado enfrenta mil ondas; sem provar a imortalidade, não voltará!

Embora o poder do céu e da terra seja infinito, ele tem seus limites.

Finalmente, a tempestade se acalmou, e um arco-íris cruzou o céu.

Aquele pequeno barco foi impulsionado pela maré, flutuando para frente.

A tempestade realmente havia passado, e o macaco dourado soltou um longo suspiro de alívio. Sua mente tensa relaxou completamente, e ele se deitou no barco, caindo em um sono profundo.

Ele estava cansado!

Esse sono foi tão profundo que o céu escureceu e o sol e a lua mudaram.

Quando ele abriu os olhos novamente, um lampejo dourado brilhou, irradiando uma sabedoria que antes não existia.

Ele havia entrado em outro reino mitológico?

Feng Lin se levantou e olhou ao redor. O mar era vasto, e parecia que ele já havia saído da Montanha das Flores e Frutos.

Se ele não se enganava, o que estava vivendo agora era a trama em que o macaco de pedra saía em busca do caminho.

Até encontrar o Patriarca Bodhi no Continente Ocidental da Vaca do Ouro, seria uma jornada extremamente longa!

Mas, não importa o quanto a experiência no reino durasse, no mundo exterior era apenas um instante, como um sonho.

Feng Lin não se apressou; ele mergulhou na experiência, buscando compreender os mistérios da mitologia.

O barco balançava, lento, mas avançando sem hesitação em direção à terra no fim do mar, que era...

O Continente Sul do Jambu!

Essa jornada seria implacável e interminável.

A mente de Feng Lin se aquietou, seguindo os passos do macaco para frente.

Ao longo do caminho, a tempestade não cessava, enfrentando perigos apocalípticos. Tudo parecia real, fazendo seu coração oscilar e se encher de admiração.

E o macaco de pedra mantinha seu coração taoísta firme como uma rocha, passando por provações sem sofrer danos, mas, ao contrário, tornando-se mais afiado, transformando-se em um coração cristalino e brilhante, sem impurezas.

Este era o caminho da busca pelos imortais, também o caminho da busca pelo Tao, para compreender o próprio coração.

Feng Lin estava imerso na cena, como se estivesse se fundindo invisivelmente com o macaco, tornando-se um só. Seu próprio coração gradualmente se acalmava, como um poço antigo sem ondas, sem a menor ondulação.

Caminhar com a mitologia, desenterrar os genes, temperar o coração — essa era a essência do Método de Interpretação Mitológica.

Feng Lin sentiu claramente que havia compreendido os segredos mais profundos do gene taoísta, e o poder genético já estava se agitando.

Mas isso ainda não era suficiente!

Ele queria, de uma só vez, encontrar o caminho para se tornar um mestre interestelar, despertando os genes adquiridos além dos genes inatos.

O mar era vasto, mas tinha um fim.

Finalmente, o barco chegou à costa, e o macaco de pedra pisou em uma terra vasta, cheia de inúmeros reinos, que contavam inúmeras lendas humanas.

Tudo isso era tão novo para o macaco, superando sua imaginação.

Essas criaturas eram como ele, com quatro membros, mas sem cauda.

Pareciam seus semelhantes, mas não exatamente, o que o deixava curioso e surpreso.

Mas quando ele, com imensa curiosidade, se aventurou no mundo humano, foi recebido por gritos de "monstro" e perseguições, além de muitos praticantes de imortalidade que vinham subjugar demônios.

O macaco de pedra só podia fugir, com a cabeça baixa.

Feng Lin observava essa cena, sorrindo com compreensão.

Teve uma ideia: desta vez, ao contrário de antes, não colocou sua consciência no corpo do macaco para dominá-lo.

A jornada em busca dos imortais era uma viagem para temperar o coração do macaco, uma prática espiritual.

Quem está dentro do jogo não vê a verdade; quem está de fora vê com clareza.

Talvez, de uma perspectiva externa, pudesse desenterrar melhor a verdade dessa mitologia e compreender seu próprio coração.

Embora entrar no mundo humano fosse perigoso, o macaco de pedra, sendo uma criatura espiritual inata, tinha uma inteligência impressionante. Rapidamente, ele entendeu a chave: usando sua arte de transformação inata, assumiu forma humana e se misturou silenciosamente entre os humanos, sem causar olhares estranhos.

Isso durou oito ou nove anos. O macaco de pedra percorreu a Grande Muralha no Sul do Jambu, visitou pequenas cidades e viajou por vários reinos, tornando-se, sem perceber, indistinguível de um humano comum.

Feng Lin, como se estivesse vendo um desfile de memórias, testemunhou o macaco de pedra passar de um macaco selvagem a uma figura quase humana, quase idêntica a um humano.

Ele mendigou, estudou, fez comércio...

Usando sua arte de transformação, o macaco de pedra explorou o mundo humano, vivendo experiências ricas, experimentando diferentes vidas e passando pelas provações do mundo mundano.

Cada etapa era mais emocionante que a vida de uma pessoa comum, e Feng Lin observava, maravilhado.

A beleza confunde os olhos!

O mundo mundano é ilusório, muitas vezes fazendo as pessoas se perderem e obscurecendo seu coração original.

Quanto mais ele se aprofundava, mais o coração do macaco de pedra não se manchava com poeira; ao contrário, ele aprendia o conhecimento humano e compreendia vários princípios, tornando seu desejo pelo Tao cada vez mais puro, a ponto de se tornar uma obsessão difícil de dissolver.

Se antes ele tinha um coração taoísta inato, como uma bela jade sem defeitos, agora era como um lótus puro que emerge da lama, um coração taoísta refinado, imune à poeira.

Após nove anos de experiência no mundo humano, ele ainda não havia encontrado nenhum método de imortalidade.

O macaco de pedra finalmente não conseguiu mais se conter. Um dia, ouvindo no mercado que havia montanhas de imortais no mar, ele, sem pensar, fez uma jangada e partiu novamente para o vasto oceano.

Seguindo para o oeste, no fim do mar distante, havia outra terra, onde existiam lendas de deuses, que era...

O Continente Ocidental da Vaca do Ouro!

Mais uma vez, tempestades bloqueavam o caminho, e o futuro era incerto.

O macaco de pedra avançava sem hesitação. Invisivelmente, seguindo seu caminho, o coração de Feng Lin se tornava cada vez mais cristalino.

Essa sensação de vivenciar pessoalmente a jornada era como se o macaco de pedra estivesse mostrando seu crescimento diretamente a ele.

O que na mitologia era apenas algumas palavras, para ele se tornava uma realidade construída por inúmeras experiências.

Como é difícil buscar o Tao!

Este macaco de pedra, nascido do céu e da terra, favorecido pelo universo, ainda assim enfrentou inúmeras dificuldades, chegando perto do perigo várias vezes.

Se não fosse por seu corpo de pedra inato, indestrutível, e sua maestria nas artes de transformação para lidar com perigos, uma pessoa comum já teria morrido, reduzida a pó.

Mesmo assim, o macaco de pedra estava coberto de feridas. Quando finalmente chegou ao Continente Ocidental da Vaca do Ouro, enfrentou outra jornada difícil em busca do Tao, mas sempre sem sucesso.

A maioria dos chamados imortais no mundo eram apenas vigaristas; poucos tinham algum conhecimento de magia, mas não conseguiam alcançar a imortalidade.

Desde que partiu do mar, ele vagou sem obter nada.

Quando o macaco de pedra pensou que este mundo também não tinha um caminho para a transcendência e se preparava para cruzar o mar novamente, de repente, um dia, enquanto vagava pelas montanhas, sentiu uma atração invisível, como se estivesse enfeitiçado, e seguiu para o interior da floresta.

Uma bela cordilheira apareceu diante dele, com flores raras, ervas preciosas, bambus elegantes e pinheiros altos. Vales profundos estavam cobertos de orquídeas, e penhascos íngremes tinham musgo.

As montanhas se erguiam, com veias de dragão ocultas, uma verdadeira terra de águas e paisagens, cheia de aura espiritual.

Enquanto o macaco de pedra observava, de repente, do fundo da floresta, veio uma canção, livre e elegante, transbordando uma indescritível despreocupação.

"Observando o jogo, cortando lenha, o som do machado ecoa. Caminhando devagar pela borda das nuvens, vendendo lenha, comprando vinho, rindo alto, embriagado. Sob o céu de outono, deitado sobre raízes de pinheiro, dormindo até o amanhecer..."