Capítulo 817: Capítulo 817 Ouvi Dizer Que Hoje Você Vai Dançar

Uma vez que "Diamonds" terminou, os duzentos ou trezentos espectadores na plateia, conquistados pela voz de Murphy, aplaudiram entusiasticamente. Até Prada se levantou involuntariamente para aplaudir Murphy — ela sabia melhor do que o público o verdadeiro talento de Murphy.

Xixi, que observava de lado, também se levantou radiante, ao lado da senhora Prada, batendo palmas animadamente com suas mãozinhas. Ela entendia o significado dos aplausos da multidão e sentia orgulho da mãe!

Em contraste, a reação de Murphy foi mais calma; ela já havia recebido inúmeros elogios assim!

Mas, por estar afastada dos palcos há tanto tempo — exceto pela pequena amostra no programa "Entrevista com Zhixin" — Murphy não desfrutava de um verdadeiro palco há mais de um ano. Agora, ao cantar uma música, ela finalmente matou a saudade. Quando Murphy desceu de mãos dadas com Yang Yi, um sorriso de alegria ainda brincava em seus lábios.

De volta à entrevista, Prada conversou longamente com Murphy, elogiando-a repetidamente e perguntando sobre seus planos futuros.

"... Você pretende seguir sua carreira nos Estados Unidos? Preciso dizer que, com o nível da música que acabou de cantar, inúmeras agências gostariam de tê-la em seus quadros." Disse Prada.

Sobre essa questão, Murphy já havia discutido com Yang Yi. Com um tom calmo, ela respondeu: "Na verdade, o passado e o futuro não serão muito diferentes. Ainda vamos ficar na China, mas Yang Yi já contratou uma equipe de agentes nos Estados Unidos para ajudar a organizar o lançamento de nossas músicas por lá. Então, mesmo ficando na China, vamos nos esforçar para criar e cantar mais músicas em inglês, sem decepcionar nossos fãs."

Prada sentiu um pouco de pesar, mas, sendo experiente, percebeu que aquele casal não era formado por artistas comuns. Eles não só eram talentosos, mas também muito ricos, e não podiam ser julgados pelos padrões normais.

...

Prada era uma ótima conversadora e sabia ouvir. À medida que o programa avançava, ela aproveitou a oportunidade para guiar Yang Yi e Murphy, contando a muitos espectadores americanos curiosos sobre a situação da indústria do entretenimento na China.

Yang Yi e Murphy, claro, só falaram do que era positivo. Os espectadores ouviam fascinados; aqueles que normalmente não se interessavam em conhecer o desenvolvimento de outros países ficaram de olhos abertos, percebendo que, além dos Estados Unidos, havia outros mundos igualmente vibrantes!

Antes do fim do talk show, Prada trouxe o assunto de volta a Xixi. Descobriu, pelo pai, que Xixi não era apenas uma menina inteligente e adorável, mas também uma pequena atriz talentosa.

"Isso é verdade? Você já interpretou muitos papéis interessantes?" Perguntou Prada, surpresa.

"Claro que sim!" Xixi estava ansiosa há um tempão; finalmente, não precisava mais ficar sentada entre os pais como um mascote fofo. A menina contou alegremente à senhora Prada sobre os papéis que já havia interpretado: "Eu fiz uma menina que não gosta de falar..."

"Você interpretou uma menina que não gosta de falar?" Prada perguntou, séria, olhando confusa para a plateia e a câmera.

O público caiu na gargalhada, pois todos sabiam como Xixi era tagarela — nada parecida com uma criança introvertida!

"Sim, ela não sorria e não queria falar, mas era uma boa menina, porque era muito comportada e protegia os adultos feridos." Xixi explicou com esforço a Prada. "Esse adulto foi interpretado pelo meu papai."

As risadas na plateia aumentaram.

Yang Yi, ao lado, sorriu resignado, acariciou carinhosamente a cabecinha de Xixi e explicou a Prada: "Xixi está certa. Na época, o papel que ela interpretou tinha um certo grau de autismo."

"Acredito que você deve tê-lo interpretado muito bem, porque você também é muito gentil." Disse Prada, sorrindo para Xixi. "E que outros papéis você já fez?"

"Também fiz um patinho feio, que os outros animais não gostavam." Disse Xixi.

"Um patinho feio?" Prada ficou confusa de novo. Como assim, interpretou um animal?

"Isso não é um filme, mas uma peça de teatro que ela fez." Explicou Yang Yi.

Xixi olhou para o pai, como se tivesse recebido uma dica, e balançou a cabecinha seriamente: "Sim, foi uma peça de teatro. Eu e vários colegas apresentamos juntos..."

Xixi contou com entusiasmo a história do Patinho Feio a Prada, até mesmo arrastando-a para explicar que, no final, o patinho feio se transformava em um cisne branco. Felizmente, Prada era paciente e demonstrou surpresa e encantamento, o que deixou Xixi radiante, sentindo que havia compartilhado sua alegria.

"Eu também fiz uma porquinha que dançava..." Xixi ainda não tinha se cansado.

Prada riu e encontrou uma oportunidade para dizer a Xixi: "Seu pai e sua mãe me disseram que você é uma ótima dançarina, e que hoje você veio para me ensinar a dançar, não é?"

Nesse momento, Xixi ficou um pouco envergonhada. Ela se remexeu, segurou a mão do pai e assentiu timidamente.

Antes de vir, os pais haviam dito que ela mostraria no palco uma dança que aprendera no estúdio da mãe. Xixi, que tinha um forte desejo de se apresentar, aceitou de bom grado. Mas, agora, vendo tantos espectadores, a menina estava um pouco retraída.

Falar era uma coisa; dançar era outra. Xixi ainda era criança e, diante de tantos estranhos, ficava nervosa — assim como quando interpretava o patinho feio ou a porquinha!

"Você está com vergonha? Isso me surpreende um pouco. Mas não tenha vergonha, a tia Prada vai dançar com você. Olha como eu danço mal, e mesmo assim todos aplaudem com entusiasmo." Prada levantou-se, rindo, e fez uma dança desengonçada, imitando seis estilos diferentes. Aos cinquenta e poucos anos, seu corpo já não era mais esbelto, mas ela não se importava com o ridículo e usava isso para aliviar o nervosismo de Xixi.

O público, entre risadas, também aplaudiu calorosamente.

"Senhora Prada, você não dança tão mal assim! Não pense assim. Meu papai diz que, se você se esforça, você é ótima!" Xixi, ao ouvir Prada dizer que dançava mal, ficou preocupada que ela não quisesse mais dançar. Quando Prada se aproximou, a menina se levantou, segurou a mão dela e a consolou em voz baixa.

Prada abraçou Xixi e riu: "Obrigada, querida! Esse foi o melhor incentivo que já ouvi!"

"Ok! Vamos dançar!" Prada mandou retirarem o sofá, enquanto Yang Yi e Murphy ficaram de lado. Ela bateu palmas e disse a Xixi, cheia de energia: "Querida, você quer me ensinar primeiro? Ou quer dançar uma vez para a gente ver?"

Com o nervosismo aliviado, Xixi piscou os olhos, sem saber o que escolher. Mas ela gostava de seguir o modelo que o pai ensinava a ela e à mãe: "Então... eu quero fazer uma demonstração primeiro, pode ser, senhora Prada?"

"Claro que pode! Pedido ao sonoplasta para tocar a música. Essa é uma faixa de dança feita pelo seu pai!" Prada não pôde deixar de elogiar novamente.

Antes da gravação do programa, Prada já tinha ouvido a música uma vez. Sua beleza era difícil de descrever em palavras. Mas o que mais a impressionou foi a composição eletrônica, que mudou sua percepção anterior de Yang Yi — as músicas anteriores dele eram tocadas ao violão ou ao piano.