Capítulo 805: Capítulo 805: O Mérito da Mamãe, mas Chamam o Papai! (2/4)

O aniversário de seis anos de Xixi foi organizado pelos avós maternos, e Yang Yi nem imaginava que a festa seria tão animada! Os vaqueiros do rancho e os amigos próximos foram todos convidados, e todos se reuniram lá fora para um banquete, cantando e dançando, celebrando juntos o aniversário de Xixi.

É preciso dizer que, embora essas pessoas parecessem um pouco rudes à primeira vista, mantendo as características típicas dos vaqueiros—grosseiros e desbravadores—, nos bastidores, elas eram incrivelmente talentosas, cada uma com suas habilidades únicas!

Por exemplo, o velho Ford, um vaqueiro profissional, com sua voz grave, cantava as músicas antigas dos anos 60 dos Estados Unidos de um jeito que embriagava a alma sem precisar de vinho.

Já Greg, um jovem negro brincalhão e aventureiro, dançava um hip-hop impressionante, arrancando aplausos de todos.

E Barea, embora fosse um caçador da floresta, também sabia tocar violão e cantar músicas românticas em espanhol...

No entanto, algo curioso é que o aniversário de Xixi foi só o começo; depois, tudo se transformou em uma grande festa para todos, com cerveja, cantorias e muita animação.

Eles nem perceberam que a noite já havia caído, e a aniversariante já tinha sido levada para casa pelos pais, tomado banho e estava pronta para dormir.

Lá fora, ainda ecoavam cantorias animadas, como se não fosse mais um solo, mas um grupo cantando e dançando ao redor de uma fogueira.

— Papai, o Greg e os outros ainda estão brincando? — Xixi, de camisola, debruçou-se no parapeito da janela, olhando para fora, surpresa. — Eles não querem dormir? Eu já vou dormir!

— Amanhã seu avô deu folga para eles, é uma rara oportunidade de se divertir, então eles querem aproveitar ao máximo! — Yang Yi riu. — É como quando você convidava outros amiguinhos para brincar em casa, eu deixava vocês se divertirem à vontade, sem estragar a diversão.

Xixi não demonstrava intenção de voltar para a cama; continuava ouvindo com prazer a agitação lá fora.

Yang Yi balançou a cabeça, resignado, e se aproximou. Sem aviso, estendeu a mão e pegou Xixi, que gritava, debaixo do braço, fechando a janela de passagem, como se o barulho lá fora diminuísse bastante.

Xixi sabia que o pai estava brincando com ela; enquanto se debatia no ar, chutando os pezinhos limpos e brancos, ela ria gostosamente.

Yang Yi colocou a menina na cama, beliscou seu narizinho e riu: — Pronto, você precisa dormir cedo. Amanhã vamos para Fort Worth, que é onde sua mãe estudou no ensino fundamental.

— O lugar onde a mamãe estudou? Papai, como é lá? É igual à escola Huijia que vimos da outra vez? — Xixi perguntou, animada.

— Papai também não sabe, então amanhã a mamãe vai nos levar para ver! Vamos tratar como uma viagem de descoberta, procurando os vestígios do crescimento da mamãe. O que você acha? — Yang Yi riu.

— Hum-hum! Eu adoro explorar! — A menina respondeu, radiante.

Enquanto Yang Yi acalmava Xixi, que estava muito animada naquela noite, para dormir, Murphy, que cuidava do pequeno Tong Tong no quarto ao lado, fez uma grande descoberta.

...

Voltemos alguns minutos atrás.

O horário de dormir do pequeno Tong Tong era diferente do de Xixi; ele precisava de mais sono, então, quando brincava muito à tarde, também dormia por algumas horas.

Agora que era hora de Xixi dormir, Tong Tong ainda estava cheio de energia.

O pequeno já conseguia engatinhar, sentar e até ficar em pé com a ajuda de um adulto, estando na fase ativa do crescimento.

Naquele momento, ele jogou um pequeno caminhão de plástico para longe e se preparou para engatinhar e pegá-lo de volta—esse era um jogo que ele adorava! Mas, desta vez, o pobre caminhão de plástico rolou para debaixo da cama. O pequeno perdeu o caminhão de vista, olhou confuso para os lados, e ficou parado por um instante.

O que aconteceu? Cadê ele?

Nessa hora, Tong Tong foi esperto: como não conseguia resolver sozinho, virou-se para a mãe, balbuciando "ii-aa", apontando com o dedinho para o local, pedindo que ela pegasse o brinquedo.

Murphy estava sentada ao lado dele, rindo e provocando: — Chama "mamãe", chama "mamãe". Se chamar, a mamãe pega para você.

Xixi tinha aprendido a chamar "mamãe" mais cedo que Tong Tong; com seis meses, ela já emitia o som "mã", embora ainda não falasse direito, mostrava um certo talento para a linguagem.

Tong Tong era mais lento que a irmã; o pequeno era forte e aprendia outras coisas rápido, mas nunca tinha aprendido a dizer "mamãe", o que deixava Murphy um pouco ansiosa.

Por isso, todos os dias, ela tentava inúmeras vezes convencer Tong Tong a falar "mamãe", na esperança de que ele aprendesse.

Claro, Murphy tinha muitos concorrentes, como Yang Yi, que aproveitava as oportunidades para ensinar Tong Tong a dizer "papai", e os avós maternos, Mo Henian e Zhou Mengyu, que também esperavam que Tong Tong dissesse o nome deles primeiro. Até Xixi, de vez em quando, se intrometia.

Murphy não tinha vida fácil!

— Vamos, chama "mamãe"! — Murphy apontou para si mesma, sorrindo, e ficou repetindo.

Tong Tong olhou confuso para a mãe, sem entender o que ela estava fazendo.

— Ah! Ii-ii! — Tong Tong virou-se para olhar debaixo da cama, apontou novamente e, virando-se para a mãe, gritou impacientemente.

Seus olhos grandes e redondos pareciam dizer: "Está ali, mãe! Você ainda não entendeu? Está ali!"

— Fala "mamãe" uma vez! — Murphy fez um último esforço, segurando suavemente a mãozinha de Tong Tong e insistindo. — Se falar, a mamãe pega!

Se ele não falasse, Murphy teria que pegar o brinquedo de qualquer jeito.

Claro, Tong Tong não falou. Ele fez bico, com uma expressão de quem ia chorar. Não encontrava o brinquedo que gostava, e a mãe não ajudava; ele sentiu que a mãe não o amava mais.

— Tá bom, a mamãe pega para você! — Murphy suspirou, acariciou a cabecinha do pequeno, foi até a cama, pegou o caminhão de plástico debaixo dela, limpou a poeira com um pano e o entregou a Tong Tong.

Quando Tong Tong viu a mãe pegar o caminhão debaixo da cama, bateu palmas de alegria. Ele estava tão feliz que abriu a boquinha, mostrando alguns dentinhos brancos, e riu sem parar.

Murphy entregou o caminhão, e Tong Tong, com suas covinhas fofas, olhou para a mãe com os olhos semicerrados, sorrindo. Depois, segurando o caminhão, balançou as mãozinhas animadamente, mexendo o bumbum para frente e para trás, e começou a balbuciar: "Babá, babá".

— Nossa, como você está feliz! — Murphy se divertiu com a cena. Seu filho tinha essa qualidade: era fácil de contentar.

Espera aí, algo estava errado!

Depois de falar, Murphy percebeu que Tong Tong tinha dito algo.

— Tong Tong, você chamou "papai" agora? — Murphy perguntou, surpresa, e tentou guiá-lo com diferentes pronúncias: — Papai? Papai?

Tong Tong, talvez achando que aquilo era um tom alegre, riu duas vezes e disse claramente: — Babá!

Dessa vez, Murphy ouviu claramente!

Era "papai"! Embora a pronúncia não fosse perfeita! Mas o pequeno tinha conseguido dizer "papai"! E não foi por acaso; ele disse fluentemente e repetiu!

Naquele momento, Murphy sentiu uma mistura de empolgação e uma pontinha de ciúmes: "Seu pestinha, foi a mamãe quem pegou o brinquedo, por que não chamou 'mamãe'? Chamou 'papai'!"

Claro, era um grande progresso para Tong Tong!

Murphy conteve a surpresa e confirmou mais algumas vezes.

Depois, Murphy pegou Tong Tong no colo e correu para o quarto de Yang Yi, abrindo a porta e exclamando, emocionada: — Yang Yi, seu filho aprendeu a dizer "papai"!