Com a "proteção" de Yang Yi, Murphy e os dois pequenos conseguiram dormir um sono tranquilo.
No dia seguinte, ao acordar, o pequeno dormia nos braços do pai, enquanto Xixi, não se sabe quando, tinha se virado de lado, quase deitada sobre o colo do pai, com os dois braços enlaçando o pescoço dele e a cabeça encostada no rosto do pai. Mesmo que a barba do pai arranhasse um pouco, ela ainda dormia profundamente.
A posição de dormir de Xixi era curiosa: a perna direita pendia do braço do pai até a cama, com o pezinho de meia levantado, exatamente entre o irmão e o pai. O pequeno, coitado, estava abraçado pelo pai ao lado do pé da irmã, e, sem perceber, enfiou a cabeça na canela dela, com o nariz bem perto do pezinho da irmã...
Pois é, o pequeno dormia pesado, provavelmente imerso em um sonho com cheiro.
...
Depois de algumas horas de trem balançando de volta a Gotemburgo, na casa de Luvisa, Yang Yi, Murphy e as crianças finalmente puderam aproveitar o aquecimento e água quente. Primeiro tomaram um banho relaxante, e então Maria foi ao supermercado comprar ingredientes. Yang Yi cozinhou uma refeição chinesa que, para ele, era relativamente simples.
Primeiro, para mostrar suas habilidades culinárias; segundo, depois da longa viagem, todos precisavam descansar, comer uma refeição chinesa quentinha para confortar os estômagos cansados, e à noite sair para apreciar a paisagem noturna de Gotemburgo!
Durante o jantar, Xixi não se esqueceu de pegar sua câmera para fotografar os pratos, querendo mostrar para Lan Xin. Yang Yi, entre risos e sem saber se ria ou chorava, impediu a garotinha ainda meio sonolenta: "Para que fotografar isso? A Xin já comeu tudo isso! Você precisa tirar fotos de comidas típicas e paisagens bonitas, para poder compartilhar com a Xin."
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O tempo de brincadeira com os amigos é sempre curto.
No dia seguinte, Luvisa ainda pôde passar a manhã com Xixi em Gotemburgo, mas à tarde precisava se matricular na escola, encerrando suas curtas férias de inverno e começando um novo semestre. Já a família de Xixi, depois de levar Luvisa à escola à tarde, pegaria o trem para Estocolmo.
Lá, após um dia simples de passeio, deixariam a Suécia, viajando de trem por grande parte da Europa, até chegar à romântica capital francesa para fazer compras... A viagem europeia deles estava chegando ao fim.
Mas para Luvisa e Xixi, a despedida na porta da escola naquela tarde já era o adeus daquele encontro. A próxima vez que se vissem, não sabiam quando seria. As duas garotinhas não queriam se separar, segurando firmemente as mãos uma da outra na entrada da escola, entristecidas e silenciosas.
Xixi ainda não tinha chorado, mas a sensível Luvisa, com a mochila nas costas, já começou a enxugar as lágrimas na porta da escola.
"Luvisa, eu também quero muito brincar com você." Xixi, vendo a amiga chorar, não conseguiu se conter e começou a soluçar. Seus olhos, tão vermelhos quanto o rosto gelado, brilhavam com lágrimas enquanto perguntava: "Papai, posso ficar mais alguns dias para brincar com a Luvisa?"
Yang Yi sabia que isso aconteceria. Ele se aproximou, abraçou suavemente as duas garotinhas e disse com voz calma: "Xixi, podemos ficar alguns dias, mas a Luvisa precisa ir à escola, não pode brincar conosco. Se ficarmos, vamos atrapalhar os estudos dela!"
Luvisa balançou a cabeça com força, soluçando: "Não quero ir para a escola, quero brincar com a Xixi."
"Ah, Luvisa, você é tão boa." Xixi, ao ouvir isso, ficou emocionada e começou a chorar ainda mais.
"Não chorem, senão esses rostinhos lindos vão congelar!" Yang Yi tentou consolá-las, entre risos e sem saber o que fazer, sabendo que não adiantava discutir com as duas naquele momento.
No entanto, Yang Yi não esperava que Xixi tivesse uma ideia inesperada. Entre lágrimas, ela implorou: "Posso ir para a escola com a Luvisa! Não quero mais viajar, tá bom? Papai, não vamos fazer compras, quero ir para a escola com a Luvisa."
Yang Yi respondeu, resignado: "Isso também não dá. Sem falar se os professores e o diretor da Luvisa deixariam você estudar aqui, mas se você ficasse na Suécia, o que faria em casa? A Xin, a Xiaoyuer, a Shiyun, a Qiqi, a irmã Xiaowei, todas sentiriam mais saudades de você, não?"
Xixi olhou para o pai com olhos marejados, impotente: "Mas, mas a Luvisa pode ficar muito tempo na nossa casa."
Luvisa, que era mais velha que Xixi, estava ainda pior, enterrando o rosto no ombro de Xixi, soluçando sem parar.
Yang Yi fez uma pausa e disse com voz suave: "Não tem problema. Embora tenhamos passado pouco tempo na Suécia, nos divertimos muito, não é? Você e a Luvisa se divertiram muito, certo? E quando voltarmos, logo será verão. Nas férias de verão, podemos convidar a Luvisa para vir para a China. Imaginem: quando nosso parque de diversões abrir, a Luvisa pode vir, e todos vocês podem brincar juntos, ver o Palácio de Gelo da irmã Elsa que construímos, comparar com o hotel de gelo onde ficamos. E tem muitas outras coisas legais no parque..."
A descrição vívida de Yang Yi fez as duas garotinhas esquecerem o choro por um momento, olhando para ele fixamente, ouvindo com atenção.
"Então, da próxima vez que vocês se encontrarem, o tempo para brincar juntas não será tão longo, certo?" Yang Yi disse sorrindo. "Então por que se preocupar com esses poucos dias? Isso ainda atrapalharia os estudos da Luvisa. Melhor vocês voltarem para suas escolas, estudarem bem, aprenderem mais, e quando chegarem as férias de verão, brincarem juntas de novo, ok?"
Finalmente, com a persuasão paciente de Yang Yi, as duas garotinhas se despediram relutantemente, com uma foto de rostos manchados de lágrimas como lembrança. Xixi acenou enquanto via Luvisa entrar na escola, e então seguiu com o pai para uma nova jornada.
...
De volta a Estocolmo, Yang Yi ficou surpreso ao notar que o nível de segurança em toda a cidade havia aumentado. Até na estação de trem familiar onde desembarcaram, havia uma presença policial rigorosa!
A família de Yang Yi também passou por uma inspeção rigorosa.
Vale mencionar que, na noite anterior em Gotemburgo, enquanto fazia compras com Maria, Murphy comprou um par de sapatos de salto alto de cristal que só podiam ser exibidos, não usados — não por serem caros, mas por serem frágeis (não pergunte por que compraram; a beleza torna as mulheres cegas). Esses sapatos foram exigidos pelos seguranças para verificação, e só depois de confirmar que não havia problemas, permitiram a passagem.
Maria, que servia como guia, acompanhou todo o processo e ajudou a explicar. Depois, ela se desculpou com Yang Yi: "Isso não é direcionado a asiáticos, mas todos passam por essa inspeção rigorosa." Ela pedia desculpas em nome de seu país, pois a tensão dos policiais e a inspeção assustaram as crianças. Xixi segurava a mão do pai com força, sem ousar se afastar.
"Aconteceu algo grave? Por que tantos policiais?" Murphy, que não acompanhava as notícias, perguntou curiosa.
"Sim, porque nesta semana vai acontecer a Conferência Global do Clima em Estocolmo. Muitos líderes de países e figuras políticas virão, então o nível de segurança foi elevado ao máximo." Disse Maria.
"Isso não é perigoso?" Murphy perguntou preocupada.
"Não se preocupe, neste momento Estocolmo é o lugar mais seguro." Maria riu. "Só precisamos ficar longe de manifestações. Agora, viajar em Estocolmo é como ter proteção de nível presidencial."
Yang Yi também estava calmo, observando ao redor com um sorriso, sabendo que as palavras de Maria, embora um pouco brincadeira, faziam sentido.