Com a companhia e a orientação da família de David, muitos pequenos detalhes foram bem organizados, então Yang Yi e os outros tiveram menos preocupações. Na manhã seguinte, depois do café da manhã, quando o céu ainda estava escuro, Yang Yi e sua família fizeram o check-out do hotel anterior, entraram em uma pequena van alugada por David e partiram para o lendário hotel de gelo.
Afinal, a cidade estava coberta de neve, com toda a paisagem envolta em uma espessa camada branca. Os pneus da van quase afundavam na neve, e ao avançar, emitiam um rugido profundo, dando a sensação de que poderiam parar a qualquer momento!
No entanto, embora a van balançasse de um lado para o outro, como se estivesse fazendo off-road em um terreno acidentado, tornando a viagem desconfortável, para as crianças, aquele balanço era divertido. Durante todo o trajeto, tanto Xixi quanto Luísa, e até a pequena no colo da mãe, riam sem parar.
O hotel de gelo ficava em uma pequena cidade a vinte quilômetros do centro. Embora a viagem pela neve levasse cerca de uma hora, um pouco demorada, entre risadas e alegria, o tempo passou rápido. Quando perceberam, já haviam chegado ao destino!
A aparência do hotel de gelo não era impressionante, parecia uma pequena colina de neve, mas era toda feita de gelo verdadeiro. Ao entrar, descobria-se um mundo completamente diferente!
No bar do hotel, o balcão era todo de blocos de gelo, com alguns entalhes decorativos, mas o mais bonito era o gelo translúcido iluminado por luzes, com texturas cristalinas internas, totalmente naturais, cada bloco único. A luz refletida criava um brilho azul que dava ao salão uma atmosfera fria e elegante!
Ficar em um hotel assim não era nada barato, mas ainda assim muitos turistas vinham. Eles se hospedavam em hotéis na cidade e compravam ingressos para visitar e apreciar as esculturas de gelo por todo o hotel!
Claro, Yang Yi e os outros não se importavam com o dinheiro. A preocupação de Yang Yi era se as duas suítes que eles reservaram, consideradas as mais luxuosas, seriam confortáveis, já que estavam com crianças. Se fosse como as camas de gelo em fila que viram no início, não teria graça!
Felizmente, quando o funcionário do hotel abriu as portas, Yang Yi viu que a decoração das suítes era boa, parecida com o que descreviam na internet.
Em termos de equipamentos, não se comparava ao hotel da noite anterior: não havia TV, computador ou outros eletrônicos, apenas uma cama de gelo grande o suficiente para acomodar a família de quatro de Yang Yi, além de uma mesa de gelo e quatro cadeiras de gelo ao redor!
Além disso, havia algumas esculturas de gelo nas paredes, mais numerosas e detalhadas do que as de fora, combinadas com luzes coloridas, que tornavam o ambiente do quarto mais vibrante!
— Não há janelas aqui? — perguntou Murphy, curiosa.
— Não há janelas, porque lá fora é muito frio, e um ambiente fechado ajuda a manter o calor interno — respondeu o funcionário, que entendia inglês.
Murphy achou que tinha feito uma pergunta boba e encolheu a cabeça, envergonhada. Ela se aproximou de Yang Yi e murmurou: — Não quero abrir janela, só acho que sem janelas, o quarto pode ficar abafado.
Yang Yi sorriu e a levou para ver um sistema de ventilação externa no quarto.
Embora não houvesse janelas, as duas suítes tinham uma vantagem: banheiros privativos. Não dava para tomar banho, apenas usar o vaso sanitário, mas ainda assim era muito melhor do que os quartos simples lá fora.
Não havia aquecimento no quarto, afinal, era um iglu. Ligar o aquecimento poderia derreter a estrutura. Murphy olhou para as grossas mantas de pele de animal na cama e se preocupou se sentiria muito frio à noite.
No entanto, eles não ficariam no hotel imediatamente. Depois de deixar a bagagem, a família de Yang Yi e a de David entraram novamente na van e partiram balançando em direção ao Lago Rosa.
Antes de chegar ao destino, eles pararam em uma pequena cidade nos arredores do lago. David foi perguntar e logo alugaram trenós puxados por cães em quantidade suficiente!
Isso mesmo, eles iam experimentar trenós puxados por cães. Normalmente, seis cães puxam um trenó para duas pessoas, mas para atender às necessidades de Yang Yi, usaram trenós maiores, com doze cães, capazes de levar quatro pessoas. Somando a família de Luísa, precisavam de pelo menos vinte e quatro cães!
Incluindo os guias, isso praticamente esgotava todos os cães de trenó da cidade. Claro, o idoso sueco que administrava o serviço ficou muito feliz, contando dinheiro e rindo enquanto soltava baforadas de ar frio.
Ao saber que iam andar de trenó, Xixi perguntou curiosa ao pai: — Papai, nós vamos puxar o trenó?
Yang Yi hesitou, lembrando-se da descida após o nascer do sol no dia anterior, e sorriu, dando um tapinha no ombro de Xixi: — Não, vamos andar em trenós puxados por cachorrinhos, são...
Antes que ele terminasse, latidos e uivos barulhentos de cães já chegavam aos seus ouvidos!
Eles saíram da cabana de madeira, e Yang Yi, com as crianças ansiosas, viu uma grande quantidade de cães sendo trazidos para fora. Para ser mais preciso, uma grande quantidade de huskies...
Isso mesmo!
Com pelos pretos e brancos, ou um pouco de cinza, olheiras escuras e pupilas finas, e aquela expressão boba, Yang Yi os reconheceu na hora!
Husky!
— Por que são huskies? — Murphy olhou surpresa para Yang Yi e perguntou baixinho.
Ela não queria chamar atenção novamente, nem demonstrar ignorância na frente dos outros, então só perguntou em segredo.
Yang Yi conhecia bem essa raça e disse a Murphy, rindo: — São huskies mesmo! Eles também são chamados de cães de trenó siberianos. Originalmente, eram usados para puxar trenós porque são resistentes ao frio, comem pouco e trabalham com seriedade. Antigamente, os caçadores os levavam para puxar trenós em florestas distantes!
Murphy olhou para Yang Yi, depois para os huskies, que já estavam mostrando o branco dos olhos antes mesmo de começar, e não conseguia associar esses cães lendários à ideia de "trabalho sério".
— São cachorros? — Xixi já estava conversando com Luísa.
— Sim, eles são muito fortes, podem nos puxar correndo, como cavalos! — disse Luísa.
— Luísa, você acha que eles parecem lobos? — perguntou Xixi, entre admiração e preocupação.
— Não se preocupe, não são lobos, são cachorros! — respondeu Luísa, rindo.
Xixi viu os huskies abanando o rabo amigavelmente e se esfregando nos companheiros, e o medo desapareceu, substituído por curiosidade e alegria.
— Papai, posso acariciar esses cachorrinhos? Eles são tão fofos! — disse Xixi, com inveja.
— Isso não pode — respondeu Yang Yi, balançando a cabeça e explicando pacientemente. — Porque eles são diferentes do Baozi. O Baozi toma banho em casa, mas esses cães não tomam, e ainda trabalham, então podem estar muito fedidos!
De fato, embora o frio dificultasse a respiração pelo nariz, Yang Yi ainda sentia um cheiro forte vindo dos cães, já que viviam em canis, não eram animais de estimação que conviviam com humanos!
Mas, ao ouvir as palavras do pai, Xixi sentiu ainda mais pena daqueles cães grandes.
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