Capítulo 1214: Capítulo 1214: Acabou, Yang Xiaotong, você se meteu numa grande encrenca

A conversa de Murphy com a mãe estava quase no fim. Ela sorriu, inclinou-se no sofá e chamou: "Tongtong, Tongtong, vem cá rápido, dá tchau para a vovó!"

Depois de dois chamados, uma pequena figura veio correndo da escada, os passinhos rápidos e ágeis, acompanhados de risadinhas "hee hee".

"Ele chegou!" Murphy sorriu, estendeu o telefone e instruiu: "Tongtong, diz para a vovó: tchau, see you!"

Mas quando seu olhar se desviou do fone e caiu sobre o pequeno Tongtong, coberto de poeira como um gatinho, Murphy instantaneamente emudeceu, pasma.

Aquele menino cinzento ainda era meu querido filho?

Pelo menos a voz ainda era. O pequeno Tongtong, todo animado, apoiou as duas patinhas cinzentas no sofá e, com uma vozinha infantil, gritou para o telefone: "Vovó, tchau!"

Talvez tenha ouvido o inglês do outro lado, ele também imitou, dizendo: "See you!"

Murphy se recompôs. Ela rapidamente disse algumas palavras à mãe, desligou o telefone e, então, com um olhar entre o riso e o choro, fixou-se no pequeno Tongtong, que ainda pulava no sofá sem perceber nada.

"Yang Xiaotong!" Murphy chamou, entre irritada e divertida. "Que boa ação você fez?"

O pequeno Tongtong estava imerso em seu mundinho feliz e não notou a mudança de humor da mãe. Ele ergueu a cabecinha, sorrindo radiante para ela.

"Como você se sujou desse jeito? Onde você foi brincar?" Murphy, resignada, pegou as duas patinhas sujas do pequeno e perguntou.

"Foi, foi, Tongtong, brincando com a Baozi!" O pequeno Tongtong piscou seus grandes olhos inocentes e explicou: "Desenhar, a irmã, aquela, desenhar!"

"A Baozi te levou para fazer travessuras?" Murphy olhou desconfiada para o pequeno Tongtong.

O pequeno Tongtong não estava tentando culpar a amiga de propósito; em sua mente simples, a Baozi era cúmplice da bagunça! Então, ouvindo só a primeira parte da frase da mãe e ignorando o resto, ele balançou a cabecinha alegremente.

Felizmente, Murphy estava cética e não acreditou facilmente no pequeno Tongtong. Ela pegou o menino no colo e foi até a escada verificar.

Assim que virou a esquina, Murphy viu a parede e o chão em completa desordem e seu rosto escureceu.

"Meu Deus! Yang Xiaotong, olha só o que você fez!" Murphy, entre irritada e divertida, colocou o pequeno no chão, colocou as mãos na cintura e olhou para o menino de expressão inocente, com um tom levemente repreensivo: "E ainda culpa a Baozi! A Baozi teria coragem de deixar a casa assim?"

Murphy claramente esquecera que a Baozi já tivera um "feito glorioso" de rasgar lenços de papel por todo o chão {no ano anterior, Yang Yi usara lenços na escada para criar um percurso para Xixi e o pequeno Tongtong} — embora não fosse totalmente culpa da Baozi, os outros três gatos gordos que mexeram primeiro fugiram, deixando a Baozi levar a culpa, mas ela ainda participou!

Murphy esquecera disso, mas a Baozi lembrava. Quando os donos se irritavam, era assustador; ela já levara muitas broncas e até ficara de castigo algumas vezes!

Então, vendo o pequeno Tongtong ser repreendido "coitadinho", a Baozi criou coragem, correu de lado e se colocou entre a dona e o pequeno. Ela ergueu as duas patas dianteiras e, com entusiasmo, apoiou-se na coxa de Murphy.

"Uh uh..." A Baozi não se equilibrou, caiu, deu duas voltas, bufou e se levantou de novo.

Parecia que ela estava tentando apartar a briga, para que Murphy não repreendesse o pequeno Tongtong.

O pequeno Tongtong, dessa vez, pareceu sentir a raiva da mãe. Ele coçou o rosto, deixando duas marcas cinzentas, e, com os olhos arregalados, espiou de soslaio a mãe, que, de mãos na cintura, olhava para suas "obras". A expressão dela claramente dizia: "Você se meteu numa encrenca!"

O que fazer?

O pequeno Tongtong não sabia! Só conseguia ficar parado, sem se mexer, piscando seus grandes olhos inocentes e fofos, fingindo ser coitadinho...

Graças à "irmã" Baozi que o protegia, senão a mãe poderia ter batido no bumbum dele!

Na verdade, Murphy estava pensando em como resolver. Mas, depois de olhar ao redor, suspirou resignada e, imitando um sotaque de TV, disse: "Pronto, Yang Xiaotong, mamãe te avisa: você se meteu numa grande encrenca! Mamãe não tem como consertar isso!"

Consertar o quê? Além de alguns rabiscos pretos na parede, havia marcas tortas feitas pela ponta do lápis do pequeno Tongtong. A parte de baixo da parede parecia um campo arado, cheia de buracos, um verdadeiro desastre!

"Quando seu pai voltar, ele, que tem TOC, vai enlouquecer ao ver a parede tão bagunçada!" Murphy pensou em Yang Yi e não conseguiu evitar um sorriso, dizendo ao pequeno com um tom de brincadeira.

O pequeno Tongtong sabia que realmente tinha feito besteira e levara uma bronca da mãe. Sua animação inicial desaparecera, dando lugar a um sentimento de confusão e desamparo. Seus olhos ficaram vermelhos e ele fez bico...

Ainda não chorava, era só o medo de ser repreendido.

Ele se aproximou da mãe com passinhos tristes, segurou a mão dela com cuidado e, sem dizer nada, sua carinha tão sofrida fez Murphy amolecer.

"Tá bom! Mamãe vai te dar um banho primeiro, depois passar o pano no chão. Olha só você, cheio de poeira na cabeça." Murphy pegou o pequeno Tongtong no colo com carinho e disse suavemente: "Da próxima vez, não faça mais travessuras, hein!"

No colo da mãe, o pequeno Tongtong se sentiu um pouco mais seguro. Nesse momento, algumas lágrimas que estavam nos olhos escorreram pelo rostinho. Triste, ele enterrou a cabecinha no colo da mãe, não queria mais ser repreendido.

...

Ao entardecer, Yang Yi, que não era o protagonista, deu uma desculpa para escapar. Não participou do jantar, foi buscar Xixi e Lan Xin em casa.

Mal tinha chegado em casa, sem nem largar as chaves do carro e a mochila de Xixi, Murphy, que veio recebê-lo, segurou a mão dele, contendo o riso, e disse: "Vem, vou te mostrar o que seu querido filho fez de bom esta tarde!"

O pequeno Tongtong ficou feliz ao ver a irmã, mas, ao ouvir a mãe, entrou em pânico.

Mamãe não tinha limpado o chão? Por que estava entregando o amigo de novo?

"Não, não!" O pequeno gritou aflito, mas, percebendo que seu tamanho pequeno não conseguiria segurar o pai grandão, fez uma careta, gemeu "hum hum" e, triste, agarrou a saia do uniforme da irmã, escondendo-se atrás do bumbum dela.

Xixi, confusa, olhou para os pais, segurou a mão do irmão que apertava sua saia e perguntou, intrigada: "Irmãozinho, o que você fez?"

...

O chão já estava limpo por Murphy, e o pequeno Tongtong não estava mais tão sujo como antes. Mas, quando Yang Yi viu a parede cheia de arranhões, sua reação foi exatamente como Murphy previra!

Agonia!

Uma agonia total!

Embora, ao ouvir o relato de Murphy, ele estivesse entre o riso e o choro pela travessura do pequeno Tongtong, ainda assim olhava para a parede toda riscada com agonia.

"Não é fácil de resolver!" Yang Yi olhou por um tempo, sorriu amargamente e disse a Murphy: "Ele riscou de forma destrutiva. Não consigo nem desenhar por cima para disfarçar, não dá para modificar!"

O método que Yang Yi mencionava era parecido com o que fazia quando Xixi ainda não sabia desenhar bem: ele pegava os rabiscos dela e os transformava em obras grandiosas e complexas para animá-la.

Mas o que o pequeno Tongtong fez não dava. Era uma bagunça, com marcas tortas e, pior, assimétricas!

"Então só chamando alguém para pintar a parede de novo, ou colocar azulejos, que tal? Assim o Tongtong não estraga mais essa parede!" Murphy perguntou, rindo. "Ainda bem que ele é baixinho, só a parte de baixo foi afetada. Dá para colocar azulejos só ali!"

"Isso não resolve o problema..." Yang Yi pensou, enquanto passava a mão na parede. "Aliás, com o que ele riscou? Deixou a parede tão destruída?"