Na verdade, depois que o pequeno Tongtong pegou a caneta da irmã, ele brincou, brincou e acabou perdendo-a em algum lugar. À noite, nem se lembrou mais do assunto.
No dia seguinte, Yang Yi tinha que sair para uma reunião sobre a cooperação entre o Saara e a cidade de Jiangcheng — ele só apareceria simbolicamente —, então Mo Fei ficou em casa cuidando das crianças.
À tarde, Mo Fei recebeu uma ligação da mãe. Ela se sentou de pernas cruzadas no sofá e começou a bater um longo papo animado com a mãe ao telefone.
Mulheres e homens são realmente criaturas diferentes. Assim como Xixi, que sempre liga para os amiguinhos, especialmente Lu Weisha — as duas se veem uma vez por ano, mas Xixi vive conversando com ela no celular do pai.
Mo Fei também é assim. Embora seja introvertida e não tenha muitas amigas próximas, e no mundo do entretenimento quase não tenha contatos frequentes, com a família — como a mãe e Mo Xiaojuan — ou com as poucas amigas queridas, como a irmã Luo Xin, do programa "Zhi Xin Fang Tan" da TV de Modu, Mo Fei age como qualquer mulher normal: fala por horas a fio.
O pequeno Tongtong foi chamado pela mãe para falar com a avó, mas o menino é homem — o que ele teria para dizer? Segurado pela mãe, ele fez biquinho e conversou com a avó por menos de dois minutos, até começar a ficar impaciente.
Não era divertido!
E, além disso, estar no colo da mãe era tão quente!
O pequeno Tongtong se debateu para descer e brincar sozinho.
Mo Fei só pôde rir e colocá-lo no chão. Mas logo viu o pequeno Tongtong sair da sala com suas perninhas gordinhas e, enquanto segurava o telefone, gritou para ele: "Não pode sair correndo por aí, hein! E muito menos pedir para o Baozi abrir a porta para você sair lá fora — é perigoso!"
O pequeno Tongtong riu, sem olhar para trás, e saiu correndo.
Mo Fei viu que ele só foi até a escada brincar com o Baozi e ficou tranquila. Continuou a conversa ao telefone, mas de olho nos movimentos do pequeno. Enquanto ele não subisse para o andar de cima ou fizesse o Baozi abrir a porta para sair, Mo Fei não se preocupava muito com o perigo.
Afinal, estavam em casa!
O Baozi estava entediado demais. Quando viu o pequeno Tongtong aparecer, balançou o rabo feliz, aproximou-se todo animado, enfiando a cabeça entre os pés do menino, tão empolgado que parecia fora de si!
"Risos, risos..." O pequeno Tongtong riu satisfeito quando o Baozi lambeu sua mão. Mas logo seu olhar caiu ao lado da esteira onde o Baozi dormia.
"Olha! Está aqui! Da irmã!" O pequeno Tongtong murmurou com sua voz infantil, fazendo biquinho. Aproximou-se e olhou com curiosidade para a caneta no chão.
Como a caneta da irmã foi parar aqui?
O pequeno Tongtong esqueceu que foi ele quem a deixou ali na noite anterior. O menino pegou a caneta da irmã para brincar, depois foi se exibir para o Baozi, mas quando ouviu o pai chamar para jantar, largou a caneta feliz e correu para a sala de jantar.
No entanto, o pequeno Tongtong achou que o Baozi tinha pegado a caneta para guardar. Ele deu tapinhas na cabeça do Baozi, rindo: "Baozi não é bonzinho!"
O Baozi, com seu focinho, respondeu ao sorriso do pequeno dono com a boca aberta. Achando que estava sendo elogiado, balançou o rabo furiosamente, tentando agradar.
Já que encontrou a caneta da irmã, o pequeno Tongtong começou a brincar com ela.
No dia anterior, o menino tinha descoberto o truque para abrir a caneta: puxando com força com as duas mãozinhas, ele desrosqueou a tampa, revelando a ponta curta.
O Baozi ficou ao lado, com a cabeça erguida, respirando e observando.
Mas, depois de abrir a tampa, o que fazer?
O pequeno Tongtong inclinou a cabeça, pensou um pouco, lembrou-se do dia em que a irmã desenhou para ele. Seus olhos brilharam, ele soltou uma risadinha e gritou bem alto: "Desenhar!"
Mo Fei estava na sala ao telefone e não prestou atenção no que o pequeno Tongtong dizia. Achou que ele estava só conversando com o Baozi, então deu uma olhada rápida na direção dele. A parede escondia um pouco, mas ainda dava para ver o bumbum do menino, então ela não reagiu.
Mo Fei conseguia ver o bumbum do pequeno Tongtong porque ele estava imitando a irmã: quando ela desenhava para ele, mandava-o sentar e não se mexer!
O menino agachou-se com o bumbum empinado, segurando a caneta com a mão direita e apoiando a esquerda nas costas do Baozi, murmurando: "Senta, Baozi, senta!"
O Baozi era muito obediente. Já tinha sido treinado por Yang Yi em alguns comandos, então, ao ouvir o pequeno dono dizer "senta", ele dobrou as patas traseiras e sentou-se, apoiado nas dianteiras.
O Baozi ficou com a língua para fora, os olhos expressando aquela tristeza habitual — mas era só o formato dos olhos. Ele estava feliz, acompanhando com a cabeça os movimentos do pequeno dono, achando que era uma brincadeira.
Que bom!
Se não tivesse o dono para brincar ou se divertir com os três gatos gordos, o Baozi morreria de tédio!
O pequeno Tongtong, imitando a irmã, balançou a cabecinha para o Baozi com satisfação, como um adulto, e murmurou: "Vamos desenhar!"
Então, ele se levantou e foi em direção à parede branca — por sorte, a parede perto da escada não tinha azulejos.
Desenhar não era tão simples quanto o pequeno Tongtong imaginava!
Especialmente com caneta esferográfica na parede. O pequeno Tongtong percebeu que, ao traçar uma linha, ela saía toda torta, e a ponta da caneta raspava a parede, soltando um pó branco que caía junto com o risco.
"Olha!" O menino exclamou surpreso, virando-se para olhar o Baozi, como se estivesse compartilhando a descoberta.
O Baozi encontrou o olhar do pequeno dono por um instante, depois abaixou a cabeça e a levantou de novo. Mas, nesse momento, o pequeno Tongtong já não prestava mais atenção nele; o menino continuou, interessado, a "riscar" a parede com a caneta.
A ideia de desenhar para o Baozi foi logo esquecida. O pequeno Tongtong sentiu que precisava fazer uma exploração muito importante!
Ele começou pela quina da parede, segurando a caneta com força, e riscou uma longa marca na parede. Ainda insatisfeito, continuou até a área da esteira do Baozi.
O Baozi balançou o rabo entediado, sem se mexer, só virando a cabeça para olhar o pequeno dono. Com seus olhos tristes, parecia já acostumado a essa vida de aceitar tudo passivamente.
A caneta de Xixi, depois de tanto ser riscada, provavelmente não escreveria mais.
Mas o pequeno Tongtong nem pensou nisso. Achou a descoberta muito interessante e já estava pensando em contar para a irmã quando ela voltasse.
"Olha!" O pequeno Tongtong riscou mais algumas vezes e notou um pó branco no chão perto da parede. Seus pezinhos pisaram nele, deixando pequenas marcas.
Isso sim era divertido!
A atenção do pequeno Tongtong foi imediatamente desviada. Ele esqueceu de continuar "desenhando" e começou a pisar animado no pó.
Mo Fei, ao telefone com a mãe, ouvia as risadas alegres do pequeno Tongtong perto da escada. Sem desconfiar de nada, continuou tranquilamente aconchegada no sofá.