Capítulo 256: Capítulo 256: Um Mal-Entendido

"O filho de Lu Zhengting?" Desde que Xiao Lanqing descobriu a relação entre Xu Yan e Lu Zhengting, ela investigou Lu Zhengting e, naturalmente, sabia que ele tinha um filho. Xu Yan assentiu silenciosamente. "Parece que o filho dele gosta muito de você." "É, na verdade, eu conheci Xiao Han primeiro, e só depois conheci Lu Zhengting. Falando nisso, Xiao Han pode ser considerado o cupido entre nós dois." Xiao Lanqing olhou para Xu Yan com um semblante bondoso e afetuoso, sentou-se na beira da cama, pegou a mão dela e a colocou sobre a própria coxa. "Algumas coisas, nós, os mais velhos, não temos muita facilidade em falar. Mas, veja bem, não somos pessoas antiquadas. Você só precisa lembrar: se tudo isso te faz feliz, então valeu a pena." Xu Yan talvez soubesse, talvez não, mas Xiao Lanqing realmente se parecia muito com a mãe dela. Palavras assim, ela já tinha ouvido de Xiao Lanzhi. Ela apertou a mão de Xiao Lanqing de volta e sorriu levemente. "Tia, eu vou conseguir. Não vou deixar vocês se preocuparem." Xiao Han, apesar de pequeno, era muito esperto. Depois de desligar o telefone, ele parou um táxi vazio e disse o destino. Ao perceber o olhar desconfiado do motorista, ele franziu os lábios, insatisfeito, e disse com uma voz suave, mas cheia de autoridade: "Fique tranquilo, não vou dar o cano. Se você me levar até onde eu disse, o pagamento não vai faltar." Olha só como ele falou. O motorista ficou sem reação por um momento. Pela roupa de Xiao Han, dava para ver que era um pequeno senhorzinho de família rica, com um tom de comando e uma arrogância que já transparecia apesar da pouca idade. O motorista não hesitou, nem ousou atrasar. Pelo retrovisor, ele viu a postura ereta de Xiao Han e, sem querer, cruzou o olhar com o dele. Instintivamente, acelerou, deixando Xiao Han confuso, coçando a cabecinha. Por que ele via medo no olhar do motorista? Ele era tão bonitinho, onde é que assustava alguém? Xiao Han relaxou no carro, apreciando alegremente a paisagem que passava lá fora. Ao pensar que logo veria Xu Yan, seu coração se encheu de empolgação, porque finalmente poderia comer o bolo que ela fazia. Lembrando do sabor delicioso do bolo, Xiao Han não conseguiu evitar estalar os lábios. Queria comer, queria muito, queria poder comer naquele instante. Totalmente focado no bolo, Xiao Han ainda não sabia que a escola estava virada de cabeça para baixo por causa do seu desaparecimento. Lu Zhengting atendeu a ligação do professor da escola. Pegou o paletó, olhou para Ning Xi, que estava sentado no sofá confuso, e os dois saíram apressados para a escola. Ao mesmo tempo, Jiang Mingxiu também recebeu uma ligação do segurança. Ela só tinha feito metade das unhas, sem tempo para terminar, e mandou o motorista levá-la para a escola. Na escola, o diretor e os professores estavam reunidos. Lu Zhengting, com o rosto pálido, varreu os dois com o olhar e disse com uma voz fria e sem emoção: "Quando você descobriu que Xiao Han não estava na escola?" O diretor deu um passo para trás involuntariamente. A professora de Xiao Han, de cabeça baixa, olhou para Lu Zhengting com medo e disse com a voz trêmula: "Foi, foi, foi na hora da aula." Ao ouvir isso, Lu Zhengting ergueu o pulso e olhou o relógio. "Descobriu antes da aula e só me avisou agora? É assim que essa escola trabalha?" "Não, não, na hora eu não pensei muito. Porque o Xiao Han andava meio mal-humorado ultimamente, então achei que ele..." "O quê?" Lu Zhengting interrompeu a professora com frieza. Ele já tinha mandado seus subordinados procurarem Xiao Han. Não ousava imaginar o que faria se algo acontecesse com ele, como explicaria a Lu Jingchen. Jiang Mingxiu chegou rápido. Assim que entrou, foi direto até a professora, sem dizer uma palavra. Antes que todos pudessem reagir, ela ergueu a mão e, com um estalo seco, deu um tapa. A professora de Xiao Han era mulher. A postura arrogante de Jiang Mingxiu era assustadora. Mesmo depois de levar o tapa, ela não ousou reagir, por medo. Ela tinha vindo trabalhar naquela escola não só pelo salário alto, mas também porque realmente gostava de lidar com crianças. Mas isso só ela sabia. A escola era uma instituição de elite em Jiangcheng. As crianças que estudavam lá eram filhas de ricos, políticos ou celebridades. Esses pequenos senhores e senhoritas só podiam ser tratados com cuidado e bajulação. Qualquer problema, e as consequências eram impensáveis. Como agora, com o desaparecimento repentino de Xiao Han na escola. Lu Yihan, filho de Lu Zhengting de Jiangcheng, deixava todos ainda mais tensos e apavorados. Jiang Mingxiu, furiosa, apontou para a professora que segurava o rosto machucado e disse com agressividade: "Se algo acontecer com meu neto, essa escola pode fechar as portas!" Atrás dela, um grupo de seguranças dedicados a proteger Xiao Han estava com expressões sombrias, humilhados e sem palavras. Um ser vivo desaparecer assim, bem diante dos olhos deles, profissionais, era um tapa na cara. "Ainda não há notícias?" "Sr. Lu, alguém viu o pequeno senhor na área do Edifício Xingrong." "Então por que não vão procurar logo?" Jiang Mingxiu gritou, aumentando o volume. "Ding ding ding" No escritório do diretor, com uma atmosfera tensa e estranha, um toque de celular soou. Lu Zhengting, sem expressão, pegou o telefone. Ao ver que era Xu Yan ligando, ele mordeu o lábio e atendeu: "O que foi?" Jiang Mingxiu, ao ver a expressão do filho com um leve sorriso nos olhos, sentiu o fogo no peito queimar ainda mais forte. Sentada no sofá ao lado, ela disse com um tom de desprezo e frieza: "Nessa hora, o que essa mulher ainda quer aprontar?" Lu Zhengting, como se nada fosse, foi até a janela, tapou o microfone com uma mão e ouviu o que Xu Yan dizia. Sua testa franziu-se num instante e, depois de um momento, relaxou. Ao desligar, Lu Zhengting voltou ao lugar de antes e disse calmamente a Ning Xi: "Manda todos voltarem. Não precisa mais procurar. Já sei onde Xiao Han está." Ao ouvir isso, Jiang Mingxiu perguntou ansiosa: "Onde está Xiao Han? Quero buscá-lo." Lu Zhengting não respondeu, não contou a Jiang Mingxiu. Pediu desculpas ao diretor e à professora e saiu da escola com os seguranças, deixando duas pessoas semiparalisadas sentadas no sofá, ainda assustadas. "Zhengting, onde está Xiao Han? Quero levá-lo para casa," disse Jiang Mingxiu. "Mãe, não precisa mais proibir a liberdade do Xiao Han. Ele vai ficar comigo por um tempo." "Você está dizendo que Xiao Han fugiu escondido para encontrar aquela mulher de novo?" Jiang Mingxiu perguntou, furiosa. "Aquela mulher que você menciona será minha esposa e sua única nora." "Isso me mata! O que aquela mulher deu para vocês beberem? Xiao Han é igual a você, só pensa naquela mulher o dia inteiro. Se você ousa dizer isso, eu também te digo: a nora que eu escolhi nunca será uma mulher como ela. Vou ver se você fica comigo, sua mãe, ou com aquela mulher." "Mãe." Lu Zhengting franziu a testa e chamou com voz fria. "Vou parar por aqui hoje. Faça como achar melhor. Quero ver Xiao Han em casa esta noite, senão não me chame de mãe." Com isso, Jiang Mingxiu olhou para Lu Zhengting com raiva, virou-se e entrou no carro. Ning Xi, assustado, ficou num canto, longe da confusão. Não imaginava que Jiang Mingxiu odiasse tanto Xu Yan, nem que a relação entre sogra e nora fosse assim. Depois que o carro de Jiang Mingxiu saiu da escola, Ning Xi foi devagar até Lu Zhengting, colocou a mão direita no ombro dele e disse, descontraído: "Parece que a tia não gosta mesmo da pequena cunhada." Mal ele disse isso, Lu Zhengting, sem pensar ou hesitar, fechou o punho e acertou direto a barriga de Ning Xi, fazendo-o gritar de dor. "Lu Zhengting, você bate com uma força do caramba! Isso é minha barriga, não uma esponja," gritou Ning Xi, curvado, segurando a barriga com as duas mãos, enquanto olhava para Lu Zhengting, que já ia na frente. "Cala a boca." Lu Zhengting estava irritado e sem paciência para brincar com Ning Xi. Entrou no carro, sentou-se no banco de trás, recostou-se e esfregou a testa cansada, quase franzida num "川", mandando o motorista dirigir. Ning Xi não o seguiu. Com a ponta do pé, já sabia que o pestinha do Xiao Han tinha ido procurar Xu Yan. Ele não foi com Lu Zhengting; tinha seus próprios afazeres, cuidar de quem precisava ser cuidado. Zhan Du, numa crise de raiva, tinha deixado escapar o nome Zhan Meng. Sob pressão de Ning Xi, ele descobriu que Zhan Meng realmente tinha uma relação profunda com a família Zhan. Ning Xi olhou para a avenida larga à frente e foi direto para onde Zhan Meng estava. Ele tinha chegado e precisava dar uma lição naquela mulher que não sabia seu lugar. Um sedã preto da Bentley passou zunindo pela estrada, fazendo outros carros tremerem ao passar. Quem visse, pensaria que o dono estava correndo para o céu. O resultado de ultrapassar o limite de velocidade foi Ning Xi dar outro cheque gordo para o guarda de trânsito. Zhan Meng ainda não sabia que Zhan Du a tinha entregado. Estava em casa, relaxada, comendo uvas e vendo um filme. A casa era uma compra secreta de Feng Yuan. Quanto ao porquê, ela não se importava; para ela, Feng Yuan era muito mais sensata. Ning Xi fez uma curva perfeita, estacionando o carro na vaga. Tirou a chave do carro e a fez girar no dedo médio da mão direita, assobiando uma musiquinha alegre enquanto entrava no elevador do estacionamento subterrâneo. Assim foi até o elevador parar. "Toc, toc, toc" Zhan Meng estava se divertindo, com um travesseiro no colo, abraçando-o com uma mão. Ao ouvir a batida na porta, não pensou muito. Feng Yuan sempre vinha vê-la e esquecia a chave, ela já estava acostumada. Quem diria? Com um sorriso no rosto, ela abriu a porta e viu o homem parado na entrada, sorrindo e acenando para ela. Zhan Meng esqueceu que ainda tinha uma uva na boca e, instintivamente, engoliu em seco. A uva desceu, mas ficou presa na garganta. "Cof, cof, cof" Zhan Meng tossiu violentamente. Curvou-se, apoiou uma mão na parede e a outra no pescoço, o rosto ficou vermelho, os olhos arregalados fixos em Ning Xi. "Ugh, ugh, frio, frio..." Sem conseguir formar uma frase inteira, Zhan Meng já estava à beira de explodir. Ning Xi finalmente percebeu que ela não estava fingindo. Com o coração apertado, ele rapidamente começou a dar tapinhas nas costas dela, ajudando-a a recuperar o fôlego.