O rosto desse "Chen Zizhen" ainda não expressava nada, mas seus pés finalmente se moveram, passo a passo, entrando pela porta.
Todos os participantes, naquele momento, estavam extremamente tensos. Todos conseguiam sentir que esse "Chen Zizhen" não era o verdadeiro Chen Zizhen; sob o rosto familiar, havia uma existência indescritível, e o terror se intensificava.
Conforme "ele" se aproximava, o ambiente ao redor parecia ser afetado. O reboco das paredes começou a apodrecer e escurecer, caindo em pedaços, e um cheiro sombrio e pútrido invadia o ar.
Pan Long estava extremamente nervoso. O espírito que o possuía parecia inquieto, rolando sem parar ao seu redor, enquanto uma névoa negra se conectava à caixa de madeira.
Aquela caixa antiga parecia ser tanto a origem da qual o espírito não conseguia se desvencilhar quanto algo que o reprimia.
"Chen Zizhen" continuava se aproximando, mas, nesse momento, sua aparência mudou novamente, transformando-se gradualmente em outra pessoa. Desta vez, tornou-se a figura de um homem magro.
Assim, no quarto escuro, surgiram dois "assassinos" idênticos, até mesmo as facas afiadas em suas mãos eram iguais.
Esse espírito tinha a capacidade de se disfarçar e mudar de forma?
Ao ver isso, a criança escondida no armário não demonstrou medo, mas sim um sorriso sinistro.
Na mente de Pan Long, um pensamento surgiu instantaneamente.
Será que essa existência sinistra era algo invocado pelo rancor?
A criança pequena escondida no armário, observando pela fresta da porta os pais serem mortos por estranhos que invadiram, sentiu medo e desespero no fundo do coração. Talvez isso fosse a melhor isca para algo que vagava nas proximidades.
Então, ele entrou na mansão.
E o que eles viram naquele andar era exatamente o que aconteceu na noite do crime.
Ao ver alguém idêntico a si mesmo na sala, o rosto do homem magro ficou cheio de perplexidade.
"Quem é você?"
Não houve resposta.
O homem hesitou por um momento, rangeu os dentes e, de repente, avançou com a faca em direção ao outro.
A faca ainda pingando sangue perfurou o corpo do oponente. O homem magro esboçou um sorriso maligno, mas, num instante, esse sorriso congelou em seu rosto, transformando-se em dor. Em seguida, ele levou a mão ao abdômen.
Ali, uma faca estava cravada até o cabo, e o sangue jorrou imediatamente, encharcando suas mãos.
Até o momento em que caiu, seu rosto ainda carregava uma perplexidade incrédula, como se não conseguisse entender por que, ao enfiar a faca no corpo do outro, ela acabara aparecendo no seu próprio.
Mas o poder do espírito era exatamente assim, tão sinistro.
Esse "assassino" idêntico também se transformou gradualmente em uma névoa negra, que engoliu o corpo no chão e, em seguida, continuou andando em direção ao quarto.
Mais precisamente, em direção ao menino no armário.
A cada passo, sua forma mudava novamente, transformando-se lentamente na figura de uma mulher.
Se não fosse pelo rosto sem vida, poderia até ser considerada uma mulher bastante bonita, mas Pan Long e os outros sentiram um frio cortante.
Porque aquela coisa diante deles havia se transformado exatamente na imagem do cadáver da mulher no quarto.
De um lado, o corpo no chão, de olhos arregalados e coberto de sangue; do outro, uma mulher idêntica em pé. O contraste era tão nítido que tornava tudo ainda mais estranho e aterrorizante.
Toc, toc, toc.
Os saltos altos batiam no assoalho de madeira, produzindo um som nítido, enquanto ela se aproximava do armário.
"Ele" se agachou e sorriu para a criança dentro do armário: "Não tenha medo, a mamãe está aqui. Saia."
"Não..."
Ela não é sua mãe, é um espírito!
Chen Longjie abriu a boca, quase deixando escapar as palavras, mas, por não ser tolo, conteve-se no momento em que elas estavam prestes a sair.
O menino no armário virou a cabeça, olhou para o corpo no chão, depois para a mulher à sua frente, e seu rosto mostrou um pouco de confusão.
"Não parece o suficiente?"
"Ele" franziu a testa, inclinou a cabeça para olhar o cadáver da mulher no chão, e uma névoa negra envolveu o corpo, rapidamente o devorando. Depois, virou-se e sorriu para a criança, um sorriso ainda mais vívido.
"Agora, parece, não é?"
"Saia rápido, a mamãe está aqui."
Enquanto dizia isso, até abriu os braços.
"Mamãe." A criança no armário chamou, com uma voz suave e fina. "Mamãe, estou com medo."
"Não tenha medo, a mamãe está aqui, ninguém vai te machucar."
A mulher sorriu novamente e estendeu as mãos mais uma vez.
O menino se levantou, como se fosse se jogar nos braços dela, mas de repente parou, mordeu o lábio e disse com um tom de choro:
"Não... você... você não é minha mãe."
Ele deu dois passos para trás, quase encostando o corpo na parede.
O rosto da mulher mudou naquele instante, tornando-se um pouco feroz.
Muitos rostos diferentes de mulheres se alternavam sem parar em sua face.
"Não é, não tem problema. Posso ser sua mãe. Me diga, de qual você gosta?"
"Aaaaaaah—!"
Essa cena aterrorizante enlouqueceria até um adulto, quanto mais uma criança. Um grito agudo e lancinante ecoou no quarto escuro.
"Não quer... então não tem jeito..."
No escuro, ouviu-se um leve estalo.
A bela mulher estava diante do armário, com o rosto sombrio.
Então, sem mover o corpo, sua cabeça girou 180 graus para trás, e suas pupilas negras, como se atravessassem o tempo e o espaço, fitaram ferozmente os participantes.
"Vocês... viram tudo?"
Naquele instante, a atmosfera ao redor mudou drasticamente novamente.
A escuridão densa como mercúrio se derramou em todas as direções, envolvendo todo o espaço!
A escuridão materializada engoliu instantaneamente tudo ao redor. Toda a luz, todos os objetos desapareceram sem deixar vestígios no momento em que foram consumidos.
Ao redor, restava apenas uma escuridão vazia.
E, diante deles, uma silhueta negra sem forma definida.
Já chega!
Pan Long gritou mentalmente. Tudo o que tinham visto até agora provavelmente já era suficiente para cumprir os requisitos da missão, desvendando a verdade por trás do boato das fotos de espíritos vingativos.
Quando o crime ocorreu na mansão, uma existência aterrorizante estava vagando nas proximidades, atraída pelo rancor da criança que testemunhou os pais serem mortos, e matou todos os vivos.
Desde então, essa existência permaneceu na casa abandonada, e os espíritos das três vítimas, por serem reprimidos por ela, ficaram presos dentro da casa.
Mas a maldição não parou. Talvez durante a investigação do caso, algo estranho tenha acontecido, fazendo com que alguém, ao fugir apressadamente, deixasse cair a câmera no chão. E aquela força manipulou a câmera, enviando aleatoriamente fotos misteriosas de espíritos vingativos para atrair novos alvos para dentro.
As fotos de espíritos vingativos eram apenas iscas. Os três espíritos que apareciam nas fotos não eram demônios assassinos; eles próprios não podiam sair da casa mal-assombrada, mas podiam se manifestar nas fotos para alertar quem as recebia a nunca entrar na casa.
Porque lá dentro havia uma existência mais poderosa, mais aterrorizante, que matava indiscriminadamente.
O assassino desaparecido e o mendigo, claramente, foram devorados por ela.
Agora que sabiam a verdade, não havia necessidade de continuar naquele espaço perigoso!
---- PS, agradeço aos leitores e leitoras pelas doações, obrigado pelo apoio. Continuo pedindo desesperadamente por votos mensais e votos de recomendação!