O tempo passou rápido e, num piscar de olhos, chegou a véspera do Ano Novo Chinês.
Na casa de Chen Mo, sua mãe já havia preparado uma mesa farta de pratos deliciosos e aberto uma garrafa de vinho de qualidade. A mesa fumegava, o ambiente dentro de casa era acolhedor e caloroso, e até sua mãe, animada, não resistiu e tomou alguns copos com pai e filho.
Bang! Bang! Bang!
Lá fora, fogos de artifício explodiam no céu, espetaculares e deslumbrantes. A TV transmitia o show de gala do Ano Novo da CCTV, um "programa obrigatório" para a família, mas ninguém prestava atenção nela; todos olhavam fixamente para os fogos coloridos que iluminavam o céu da cidade.
Acompanhando os fogos, estalos e crepitações ecoavam por toda parte, uma atmosfera vibrante que parecia querer expulsar de vez toda a má sorte do ano.
Chen Mo abriu o grupo de chat da Sétima Equipe de Programa. Naquela noite de véspera de Ano Novo, num grupo que normalmente era um tanto sombrio e pesado, o clima também estava animado. Muitos estavam enviando envelopes vermelhos, e alguns compartilhavam fotos com suas famílias.
Ele sorriu levemente, tirou uma foto dos fogos de artifício no céu noturno da cidade da varanda e a enviou no grupo.
"Mo Ge, você também está aqui!"
"Feliz Ano Novo, manda o envelope vermelho!"
Ao ver Chen Mo online, o grupo ficou ainda mais agitado. Na Sétima Equipe, embora Chen Mo não fosse o que mais completava missões principais, era um dos mais experientes. Além disso, muitos já haviam recebido sua ajuda durante as missões, e todos se apressavam em agradecê-lo.
"Obrigado, obrigado. Desejo boa sorte a todos no próximo ano." Chen Mo digitou sua resposta no grupo. Para aquelas pessoas ali, aquela frase tinha um significado especial.
"Desejo boa sorte a todos no próximo ano!"
"Boa sorte para todos!"
O clima no grupo atingiu o auge naquele momento.
Naquele exato instante, numa praia distante da China, um homem de torso nu, com músculos firmes, estava de pé na água, de mãos na cintura, olhando para a lua cheia no céu. À sua frente, uma garota de corpo esbelto e rosto bonito emergia da água como uma sereia.
"Dai, o que você está olhando?"
"Estou olhando a lua."
A garota franziu a testa, confusa. "Lua? O que há de tão especial nela?"
"Hoje, neste horário, é um momento de significado especial para nós, chineses."
"Ah?" A garota de repente se interessou, saiu da água e caminhou em direção ao homem, puxando naturalmente seu braço. "Que significado especial tem? Ganya quer muito saber. Conta pra Ganya, sim?"
Dai Mingtan virou a cabeça e olhou nos olhos brilhantes da garota. Aquela garota tailandesa chamada Ganya era calorosa, extrovertida, transbordando a vitalidade típica de uma jovem.
Ele sorriu levemente: "Está bem."
O pai de Ganya também fora um lutador de boxe clandestino, mas teve que se aposentar devido a lesões. Originalmente, por vontade do pai, ela não podia se envolver nesse ramo, pois naquele mundo não havia garantias; quem tivesse o punho mais forte e o poder maior dominava. E uma garota bonita como Ganya facilmente chamaria a atenção de pessoas com más intenções.
Mas Ganya, desobedecendo ao pai, entrou secretamente na área. Todos os dias, só precisava segurar uma placa durante os intervalos das lutas para ganhar uma boa quantia. Para uma garota que precisava desesperadamente de dinheiro, aquilo era uma tentação irresistível. Com aquele dinheiro, mesmo que não pudesse restaurar a saúde do pai, pelo menos poderia proporcionar-lhe uma vida mais confortável.
No entanto, os problemas a encontraram. Apesar de Ganya recusar todas as investidas e fugir para casa apressadamente após cada luta, um dia foi interceptada na porta.
Três homens de camisas floridas, com expressões malandras, a encaravam com sorrisos zombeteiros. Mas eles não eram os verdadeiros mandantes; o verdadeiro estava escondido na escuridão, com metade do rosto à mostra, exibindo um sorriso sombrio e ganancioso.
Tani já a cobiçava há muito tempo.
Toda vez que ela subia ao ringue para segurar a placa, seu sorriso caloroso e seu corpo cheio de vitalidade jovem acendiam uma chama dentro dele.
Era por isso que ele era imbatível no ringue.
Naquele dia, ele havia ganhado uma grande quantia para seu chefe novamente. Claro, ele também receberia uma boa parte, mas, embora tivesse deixado o adversário azarado caído, sem saber se estava vivo ou morto, o fogo em seu coração não se apagava completamente.
Ele precisava de algo mais excitante.
Queria conquistar aquela garota que cobiçava há tanto tempo!
Mas ela parecia esperta, sempre sumindo de vista num piscar de olhos. Várias vezes, quando ele corria apressado para os bastidores após a luta, ainda não a encontrava, o que o deixava muito frustrado.
Mas hoje, ele encontrou a oportunidade. A garota bonita, cercada e bloqueada por três homens, apavorada e desnorteada, era uma visão que ele achava emocionante e satisfatória!
Ele nem sabia o nome dela, nem quem era!
Mas que diferença fazia? Garotas como ela, contratadas pelos organizadores para atrair o público, geralmente não tinham muito histórico. Se tivessem, não estariam expostas fazendo esse tipo de trabalho.
Ou seja, ele podia fazer o que quisesse!
Os três homens, como águias pegando um pintinho, já haviam assustado a garota o suficiente. Então, o homem saiu das sombras e estendeu a mão para agarrar o braço dela.
Suas mãos, calejadas de anos de luta, eram ásperas e enormes, como se guardassem uma força infinita. A garota tentou se soltar com todas as forças, mas era como um louva-a-deus tentando parar um carro, sem efeito algum.
Ela tremia de medo, lágrimas escorrendo pelo rosto.
Ganya se arrependeu de não ter ouvido o pai.
Mas, naquele momento, de repente, um clarão brilhante iluminou os rostos dos dois.
A porta do depósito foi aberta, e uma figura apareceu na entrada. A luz vinha de trás dele, não permitindo ver seu rosto, mas delineava uma silhueta forte.
"Quem são vocês? O que estão fazendo?"
Aquela voz era familiar.
Ganya se lembrou de repente. Aquele homem aparecia ali de vez em quando, parecia ser um lutador profissional também, mas não era tailandês; era da China!
Ela lembrava que seu chefe o chamava de "Dai" e o valorizava muito.
Naquele momento, ela não pensou mais em nada. Como alguém prestes a se afogar que vê uma tábua flutuando no mar, mesmo sem saber se aquela tábua poderia salvá-la, ela se jogou para agarrá-la!
Aproveitando o instante de surpresa do homem, Ganya se soltou de seu aperto e se lançou em direção ao homem chamado Dai.
Colidindo diretamente com seu peito.
--------- PS, este é o segundo capítulo do dia. Agradeço também a Linglong Longge, Congxiao, SanShi MY, Irmão Hongbing e Qunqing Zhi Guang Yu Ying pelas doações, obrigado! E aproveito para continuar pedindo votos de recomendação e mensais!! Conto com vocês!