"Yuta, você já leu o mangá *Crepúsculo de Meteoros*?" perguntou Bai Ling, curiosa.
Yoshikawa Yuta pensou por um momento e respondeu: "Nunca ouvi falar. Pode ser que não leio mangá há muito tempo, então não saber não é surpresa. Quando eu tiver tempo, vou pesquisar para você. Se tiver, eu envio!"
"Legal, muito obrigada!" disse Bai Ling, sorrindo.
"Entre nós, não precisa agradecer!" disse Yoshikawa Yuta, rindo. "Nossa amizade de todos esses anos não foi em vão, foi?"
"É verdade. Vamos, quero comer uns petiscos por aqui. Vamos!" disse Bai Ling, sorrindo.
"Vamos! Conheço umas comidas deliciosas bem perto daqui. Garanto que você vai querer engolir até a língua!" Yoshikawa Yuta pegou a mão de Bai Ling e a puxou para frente.
"Que bom, adoro comida!" Bai Ling ficou naturalmente feliz, entregou o mangá para Xia Fan atrás dela e foi animadamente comer com Yoshikawa Yuta. Bai Ling, sendo uma grande comedora, era muito dedicada à comida.
Bai Ling e Xi Qingqing concluíram com sucesso a viagem ao Japão. Quando voltaram, Bai Ling trouxe muitos mangás, enquanto Xi Qingqing trouxe muitas roupas. Não só uma para Bai Ling, mas também uma para Bai Han e uma para Xiao Gen.
"Tia Xi, você voltou de mãos cheias. Não só ganhou dinheiro, mas também gastou bastante!" disse Bai Ling, observando Xi Qingqing arrumar as coisas que havia comprado.
"É que quando vejo roupas bonitas, quero comprar todas. Vou deixar as roupas aqui primeiro e vou levando uma por uma, senão tenho medo de que Lin Long leve um susto ao me ver tão louca!" disse Xi Qingqing enquanto arrumava as roupas.
"Pois é, se eu fosse homem, também ficaria assustado com essa mulher gastadeira!" disse Bai Ling, comendo uma maçã enquanto olhava para as roupas na mala.
"Gastadeira? Essa garotinha, de onde tira tanta ideia?" resmungou Xi Qingqing. Que criança pequena, já está me dando lição.
Durante a viagem ao Japão, Bai Ling visitou vários lugares com Yoshikawa Yuta e se divertiu muito.
Joel segurava uma foto de Bai Ling e Yoshikawa Yuta juntos, se divertindo. Os dois estavam comendo doces requintados, com algumas migalhas nos cantos da boca, rindo alegremente.
Merry segurava uma xícara de chá de crisântemo perfumado e disse: "Irmão Joel, toma um chá!"
Joel não disse nada. Quando reagiu, Merry já tinha pegado a foto. Vendo Bai Ling com outro homem estranho, ficou surpreso. Quem é esse homem que está com Bai Ling?
Sem fazer alarde, Merry olhou para Joel ao lado, colocou as fotos de volta no lugar e murmurou baixinho: "Quem é esse homem?"
Joel não olhou para Merry e disse: "Isso não é da sua conta!"
Merry tocou o nariz e murmurou: "Não é da minha conta, mas tem a ver com Bai Ling, não tem? Olha esses dois na foto, tão íntimos. Você e Bai Ling são namorados, mas nem parecem tão próximos assim."
"Eles são só amigos!" defendeu-se Joel, mas sem convicção. Nem ele mesmo acreditava que entre os dois houvesse apenas amizade.
"Nós também somos só amigos, mas não somos assim. Se você fosse tão íntimo comigo, eu acreditaria em você." disse Merry, maliciosamente. "Não se engane. Só um idiota acreditaria que não há nada entre eles."
Primeiro Bai Lichén, e agora mais um Yoshikawa Yuta. Será que Bai Ling realmente os trata apenas como amigos comuns, ou ela é muito promíscua? Joel não queria mandar seguir Bai Ling, mas uma vez plantada a semente da dúvida, ela cria raízes e brota. Desta vez, vendo as fotos, a confiança diminuiu mais um pouco.
"Sai daqui. Não quero te ver!" disse Joel, friamente, com o rosto terrivelmente feio.
Vendo que seu objetivo estava alcançado, Merry não insistiu mais e saiu radiante. De qualquer forma, Joel e Bai Ling não estavam mais tão próximos como no começo. Para Merry, isso era um bom sinal, um bom começo. Ambos eram teimosos e não se curvariam facilmente um ao outro.
Ao sair do quarto de Joel, Merry segurava uma foto, com um sorriso sinistro nos lábios. O drama estava prestes a começar.
Finalmente, Merry conseguiu uma oportunidade e encontrou Bai Ling na casa dos Xi. Bai Ling estava brincando com seu irmão mais novo, Xiao Gen.
"Bai Ling, há quanto tempo não te vejo. Anda muito ocupada?" perguntou Merry, sorrindo. Seus traços faciais tridimensionais pareciam profundos e bonitos.
"Só com os estudos, o resto está bem. Você está com boa aparência. Desejo uma rápida recuperação!" disse Bai Ling, educadamente, sorrindo para Merry, e continuou a brincar com Xiao Gen.
"Ah, então é isso. Pensei que você estivesse saindo com o irmão Joel, mas parece que não!" disse Merry, com um sorriso falso. "Sempre quis te chamar para sair e me divertir."
"Se estou saindo ou não com seu irmão Joel, você sabe. Sob o mesmo teto, o que pode esconder de você, especialmente de alguém tão atenta?" disse Bai Ling, com um sorriso irônico. "Não enrole. Estou ocupada. Fala logo!" Bai Ling raramente tinha tempo para brincar com o irmão e não queria perder tempo com pessoas irrelevantes.
Merry sentou-se num banquinho ao lado e murmurou: "Não é nada demais. Só queria te mostrar uma coisa." Dizendo isso, tirou uma foto da bolsa. O sorriso feliz de Yoshikawa Yuta e Bai Ling estava estampado no papel.
Vendo a foto, Bai Ling se assustou e perguntou: "Você mandou me seguir?"
Merry, vendo a surpresa de Bai Ling, pensou que era culpa e sorriu satisfeita: "Não mandei ninguém te seguir. Essa foto eu peguei do irmão Joel. Não sei por que ele tem essas fotos."
Bai Ling ergueu uma sobrancelha. Do irmão Joel, e "essas", não era só uma. Merry trouxe a foto para irritar Bai Ling, fazê-la brigar com Joel. Bai Ling pegou a foto da mão de Merry e sorriu graciosamente: "Ficou boa. Meu jeito de comer está bonito!"
Merry não viu a raiva que esperava. Qualquer um ficaria irritado ao ser seguido, ainda mais alguém tão orgulhoso quanto Bai Ling.
"Você não acha que o comportamento do irmão Joel é exagerado? Mandar alguém te seguir escondido!" perguntou Merry, confusa. Se alguém a seguisse, Merry ficaria furiosa.
"O que há para ficar irritada? Seu irmão Joel se preocupa tanto comigo, com minha segurança. Por que eu ficaria irritada?" disse Bai Ling, sem cair na armadilha, com um sorriso grato.
"Você..." Merry não conseguiu realizar seu objetivo de ver o drama, ficou sem palavras e se virou para sair.
Até que a figura de Merry desaparecesse, o sorriso no rosto de Bai Ling sumiu, substituído por uma expressão sombria e uma raiva latente: "O que há com esse Joel? Se está desconfiado, podia vir perguntar diretamente. Por que fazer isso escondido, como se estivesse seguindo um criminoso?" O objetivo de Merry foi alcançado. Bai Ling estava um pouco irritada. O comportamento de Joel a repugnava profundamente.
Naquela noite, Bai Ling foi para o espaço, olhou para a bola de cristal e soube que Joel havia mandado alguém segui-la. Esse Joel fez Bai Ling sentir que era necessário conversar com ele, esperando que ele parasse. Se Joel ainda não confiasse nela e continuasse agindo por conta própria, Bai Ling teria que dar um fim ao relacionamento. Afinal, namorar não é ser tratado como um criminoso, ter seus movimentos restritos, ser vigiado a cada passo e ainda ser suspeito.
Bai Ling pegou o telefone e disse: "Joel, você está livre amanhã? Quero te convidar para jantar!"
"Tudo bem!" A voz de Joel parecia um pouco feliz. Bai Ling raramente o convidava para sair para jantar.
"Então, até amanhã!" Bai Ling desligou o telefone, pensativa. Balançou a cabeça. Coisas entre homem e mulher são realmente complicadas. Não vou pensar mais. Amanhã esclareço tudo. Todo dia tem tanta coisa, não tenho tempo para ficar adivinhando o que os homens pensam.
Do outro lado, Joel segurava o telefone, olhando fixamente. Desde quando os dois começaram a conversar menos? Será culpa de Bai Ling ou dele?
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No dia seguinte, depois da aula, Joel encontrou Bai Ling na porta da escola. Abriu a porta do carro para ela e disse: "Senhorita, por favor!"
"Obrigada!" agradeceu Bai Ling, educadamente.
"No Japão, foi divertido?" perguntou Joel, casualmente, como se não soubesse de nada. Antigamente, Bai Ling nunca acharia que essa pergunta tinha segundas intenções, mas sabendo que Joel a mandara seguir e já conhecia seus passos, ela não considerou a pergunta inocente.
"Muito divertido. Comi muitas coisas gostosas, tudo pago por Yoshikawa Yuta, que fez as honras da terra." disse Bai Ling, simplesmente. "Fechei um negócio com a tia Xi, tomei um banho de onsen maravilhoso. Gostei muito."
"Se você gostou, quando tiver tempo, eu te levo, que tal?" perguntou Joel, suavemente.
"Vamos ver!" Bai Ling não concordou nem recusou.
Chegaram ao restaurante, um lugar tranquilo. Bai Ling desceu do carro e foi na frente. Ao entrar no salão privado, sentou-se e disse calmamente: "Peça você!"
Joel não se fez de rogado, pediu alguns pratos que Bai Ling gostava e sentou-se em frente a ela.
Bai Ling respirou fundo, tirou a foto da bolsa e perguntou: "Você tem muitas dessas fotos, não tem?"
Os olhos de Joel se contraíram. Como essa foto foi parar com Bai Ling? Lembrou que só Merry sabia das fotos. Merry deve ter roubado uma e dado a Bai Ling.
"Sim!" Joel admitiu diretamente. Mentir não resolveria o problema.
"Por quê? Pode me dar uma explicação?" perguntou Bai Ling, calmamente. Já tinha passado a raiva, agora estava tranquila.
"Desculpa!" disse Joel, com dificuldade. "Eu errei."
"Você errou, isso é indiscutível. Mas agora só quero ouvir o motivo." disse Bai Ling, sem expressão.
"Desculpa, eu desconfiei de você. Porque te vi íntima com outros, e não consegui evitar desconfiar." admitiu Joel, explicando ansiosamente: "Xiao Ling, eu realmente gosto de você, por isso fico tão nervoso e fiz isso."
Bai Ling tomou um gole do chá à sua frente, acalmou-se e perguntou: "Então, no fundo, a culpa é toda minha?"
"Não, a culpa é minha!" disse Joel, angustiado. "Você pode me perdoar?"
"Se Merry não tivesse me dado essa foto, e eu não tivesse te confrontado, você continuaria me vigiando no futuro?" perguntou Bai Ling.
Joel balançou a cabeça, depois balançou de novo: "Não sei. Sei que vigiar você é errado, mas não consigo me controlar."
Bai Ling suspirou e disse: "Joel, o que falta entre nós é confiança. Eu sei que Merry mora na sua casa e vocês convivem diariamente, mas nunca desconfiei de você..."
"Entre mim e Merry não tem nada!" defendeu-se Joel.
"Eu sei, porque confio em você, confio no seu caráter, porque você já me disse. Mas quanto aos meus bons amigos, também já te expliquei. Você não confia em mim, ou seja, não confia no meu caráter." disse Bai Ling, olhando nos olhos de Joel, lentamente.
"Desculpa!" pediu desculpas Joel. "Eu errei. Não devia ter desconfiado de você."
"Você realmente errou. Sem confiança mútua, você acha que um relacionamento pode dar certo?" disse Bai Ling, calmamente. "Acho que nós dois deveríamos pensar com calma se ainda vale a pena continuar."
"Bai Ling!" disse Joel, apressadamente. "Já me desculpei!"
"Você se desculpou, e eu tenho que te perdoar? Da última vez foi assim, e agora de novo. Um pedido de desculpas leve prova que essas coisas não aconteceram? Que não me causaram dano?"
Joel ficou sem palavras, sem saber o que dizer. Desde pequeno, Joel conseguia tudo o que queria, exceto pela saúde frágil, era muito abastado em outros aspectos. Depois de conhecer Bai Ling, Joel mudou muito, queria fazer as coisas certas, mas sempre fazia errado, sentindo que perdia o controle.
"Você sempre esteve no topo, todos ao seu redor giram em torno de você, agindo conforme sua vontade. Você quer controlar tudo ao seu redor, até vigiar, não confia em ninguém. Você não se cansa?" perguntou Bai Ling.
"É tudo por sua causa. Porque gosto de você!" discutiu Joel.
"Por favor, não use seu gostar de mim como desculpa para tudo. Não posso suportar isso!" disse Bai Ling, com um sorriso amargo. "Isso me cansa muito." Nesse momento, os pratos pedidos chegaram. Bai Ling pegou os hashis e começou a comer como se ninguém mais estivesse ali. Vendo que Joel não comia, ela o incentivou: "Coma bem, pense bem sobre o que está errado."
Joel viu Bai Ling comer sem expressão, e a comida perdeu o sabor.
Depois de comer, Bai Ling se levantou e disse: "Joel, nós dois devemos pensar em como nos relacionar daqui para frente." Joel assentiu e disse: "Vou pensar com afinco." Os dois se separaram, e Bai Ling foi para o laboratório.
De longe, já se via a janela iluminada do laboratório. A luz branca que saía devia ser de Bai Lichén. Já era tarde, e esse cara era um workaholic típico.
"Professor Bai, por que você ainda não foi para casa?" perguntou Bai Ling, entrando.
"Meu experimento está num momento crítico, não posso sair." Bai Lichén estava sentado ao lado, olhando fixamente para os utensílios do experimento, imóvel.
"Você já comeu?" perguntou Bai Ling, preocupada. Como chefe, se quer que o cavalo corra, tem que dar capim. Senão, o cavalo não terá forças para correr.