(Pra começar...)"Prazer em conhecê-la, Bai Ling!" Owen sorriu, estendendo a mão para cumprimentá-la.
Bai Ling, lisonjeada, estendeu a mão rapidamente e sorriu: "Olá! É uma honra conhecê-lo!"
"Obrigado por cuidar tão bem da Michelle. Você e sua mãe são boas pessoas!" Owen elogiou, com um sorriso sincero no rosto.
Bai Ling sentiu duas gotas de suor na testa, sem saber como descrever a situação. Ser elogiada como boa pessoa logo de cara a deixou sem saber como continuar a conversa. Se negasse, pareceria que não era boa; se aceitasse, sentia que não merecia. Só podia dizer que Owen tinha uma habilidade impressionante em fazer elogios. Bai Ling apenas sorriu e deixou passar.
Michelle deixou Bai Han ficar. Depois que Joel levou Bai Ling para fora do quarto, ela ficou em silêncio, com um sorriso preocupado no rosto.
"Michelle, o que foi? Não estava tudo bem agora há pouco? Por que de repente está com essa cara?" Bai Han perguntou curiosa, sabendo que a doença de Michelle piorava com preocupações excessivas, então queria ajudá-la a não pensar demais.
Michelle respirou fundo, se acalmou um pouco e disse devagar: "Ontem eu contei ao Joel que vou me divorciar do Craig!"
"Ah?" Bai Han ficou um pouco surpresa, mas logo entendeu. O divórcio de Michelle e Craig era questão de tempo. Depois de pensar, percebeu que, desde que Michelle soube do que Craig tinha feito, os dois já estavam em desacordo. Agora, mesmo quando se viam, só havia constrangimento, sem a antiga harmonia.
"Surpresa, né?" Michelle deu um sorriso amargo. "Quem já passou pela morte valoriza ainda mais um amor verdadeiro."
Com medo de que Michelle interpretasse mal, Bai Han se apressou em explicar: "Michelle, se há amor, fiquem juntos; se não há mais amor, o melhor é se separar!"
"Só tenho medo de que Joel pense demais, afinal ele ainda é uma criança!" Michelle disse preocupada, lembrando da reação de Joel na noite anterior e sentindo que tinha sido imprudente.
Bai Han sorriu e disse: "Michelle, Joel é mais próximo de você. Se ele realmente quer sua felicidade, não vai se opor. Você mesma disse que já passou pela morte e vê muitas coisas com mais clareza. Pega a Xiao Ling como exemplo: você sabe da minha história. Depois que me separei do pai dela, só pensava em criar minha filha e estudar medicina, nada mais. Mas minha filha não pensa assim. Ela acha que a culpa não foi minha e que eu merecia um homem que me amasse de verdade. Foi assim que conheci meu atual marido, Sissi. Levei muito tempo para aceitar, tudo por causa de uma frase da minha filha: só quem realmente se ama pode amar os outros. Se você tem alguém de quem gosta ou alguém que seja adequado para passar a vida, não deixe escapar!"
Michelle não pôde deixar de rir: "Nunca imaginei que a Ling fosse tão pequena e entendesse tanta coisa. Eu e ele já perdemos mais de vinte anos, não quero perder mais."
"Pois é, ela é uma pestinha. Não é à toa que, quando chegamos, vi que o Joel não estava com boa cara. Mas pode ficar tranquila, com a mania da Bai Ling de não desistir até chegar ao fundo da questão, talvez ela já tenha arrancado isso do Joel e até convencido ele. Então não se preocupe. Joel pode ser uma criança aos seus olhos, mas já é adulto. Ele vai ter o próprio julgamento. Fique tranquila!" Bai Han a consolou.
Com o conselho de Bai Han, Michelle se sentiu mais aliviada. Quando iam mudar de assunto, ouviram uma batida na porta e um homem alto e forte entrou.
"Você chegou?" Michelle falou como se estivesse recebendo um marido em casa. Bai Han, sendo tão perspicaz, percebeu logo o tom.
"Eu bati no Craig!" Owen disse assim que entrou, contando o que tinha feito na Europa, confessando a Michelle como sempre, sem esconder nada, de forma franca.
"Ah? Eu já disse que o passado é passado, não precisa mais se preocupar. Por que você foi bater no Craig?" Michelle reclamou, mas sem raiva, porque entendia bem Owen; seria estranho se ele não tivesse batido no Craig.
Owen disse com arrogância: "Você perdoá-lo é problema seu. Eu bati nele porque ele não cumpriu a promessa, mereceu! Já disse a ele que agora vou cortejá-la abertamente!"
Bai Han ficou chocada com a declaração tão direta de Owen. Existia um homem assim no mundo, que perseguia a esposa de outro com tanta convicção? Raro. Bai Han pensou o mesmo que Bai Ling: grandes mentes pensam igual.
"Já enviei a ele o acordo de divórcio. Todos os meus bens serão transferidos para o nome do Joel. Assim, podemos ficar juntos sem preocupações, sem nos importar com essas bobagens de posição social." Michelle sorriu, sem se envergonhar da presença de Bai Han. Bai Han admirou secretamente a franqueza dos dois. Talvez os estrangeiros fossem mais diretos, diferente dos chineses, mais contidos.
"Que bom! Quando recebermos os documentos de volta do Craig, poderei beijar minha deusa abertamente!" Owen disse alegremente, contendo o impulso de abraçar Michelle.
As palavras e ações de Owen fizeram Bai Han vê-lo com outros olhos. Parecia que o estrangeiro também entendia o conceito chinês de "agir com sentimento, mas parar na cortesia".
Michelle olhou para Owen e disse: "Esta é minha grande amiga, Bai Han! Bai Han, este é Owen!"
Embora já soubesse pelas informações que Bai Han e Bai Ling eram mãe e filha, ao ver Bai Han pessoalmente, ficou surpresa ao ver que elas não pareciam mãe e filha, mas sim irmãs.
Owen apenas cumprimentou educadamente e agradeceu a Bai Han por cuidar de Michelle. Bai Han pensou que a gentileza daquele homem era reservada apenas para Michelle; com os outros, ele era frio. Não sabia por que Michelle tinha deixado um homem tão bom para se casar com Craig.
"Michelle, Owen, eu ainda tenho o que fazer, vou indo. Não vou atrapalhar vocês." Bai Han estava mais à frente, e Owen atrás dela, então ela piscou para Michelle, querendo dizer: "Esse cara é bom, agarra ele!"
"Então tchau. Depois vou até aí, não precisa você vir sempre aqui." Michelle corou, mas inteligentemente mudou de assunto.
Quando estava saindo, Bai Han se virou e disse: "Michelle, esqueci de combinar uma coisa com você. Quero convidar vocês para ir à China. Sabe, meu pai está sozinho lá, muito solitário, e eu estou há muito tempo sem voltar para casa. Por causa da identidade dele, ele não pode se movimentar à vontade. Da última vez, foi com a proteção de centenas de pessoas, arriscando. Então estou planejando voltar para visitá-lo no festival tradicional chinês, o Ano Novo."
Michelle sabia que Bai Han estava pensando nela. Como médica, já tinha feito muito por ela, e ficou muito grata. Então sorriu e disse: "Que bom! Estou mesmo querendo conhecer a China!"
"E a segurança? Não vai ter problema?" Owen perguntou, claramente desconhecendo a China, mas sua preocupação tocou Michelle.
Bai Han se adiantou e disse: "Se você conseguir nos levar em segurança até meu pai, não terá problema! Eu garanto!"
Owen, vendo que Bai Han falava assim, não insistiu. Acenou com a cabeça e perguntou: "Quando partimos? Vou organizar o pessoal."
"Daqui a mais ou menos meio mês. Ainda preciso comprar algumas coisas." Bai Han respondeu.
Owen acenou com a cabeça, indicando que entendeu, e ficou em silêncio.
"Então está bem. Quando chegar lá, você vai ver as paisagens da China!" Michelle sorriu, vendo a preocupação nos olhos de Bai Han. "Pode ficar tranquila, com o Owen por perto, ninguém vai nos machucar de novo!"
Owen, por causa das palavras de Michelle, exibiu uma expressão orgulhosa no rosto. Parecia uma criança, murmurou Bai Han.
Bai Han esperou por Bai Ling na porta. Bai Ling, que vinha por último, disse baixinho a Joel: "Você vai ter sua própria vida no futuro. Não pode ser egoísta e deixar a tia Michelle sozinha! Pense mais na sua mãe!"
Joel, sem querer, tocou a mão de Bai Ling e sussurrou no ouvido dela: "Já entendi!"
Bai Han viu que os gestos entre a filha e Joel eram muito íntimos, parecendo ultrapassar os limites normais. Quando entraram no carro, perguntou cautelosamente: "O que vocês estavam conversando?"
"Joel disse que a tia Michelle vai se divorciar do Craig. Ele ficou muito triste, meio sem saber o que fazer, mas já o aconselhei e agora ele entendeu." Bai Ling explicou, sorrindo como uma gatinha esperta, orgulhosa por ter feito mais uma boa ação.
Bai Han já imaginava que seria isso, afinal conhecia a filha como a palma da mão.
"Mas o comportamento de vocês dois parece um pouco ambíguo. Melhor tomar cuidado." Bai Han queria ensinar Bai Ling que uma garota deve ser prudente e séria, ainda mais sendo tão jovem, precisava ser mimada com cuidado, não podia ser conquistada tão cedo. As crianças estrangeiras amadureciam cedo, e Bai Han aceitava bem a cultura ocidental, mas nesse ponto mantinha a tradição chinesa.
Bai Ling revirou os olhos e disse: "Mãe, com qual olho você viu que eu e Joel estamos ambíguos? Só troquei algumas palavras com ele, e você já age assim. Se for assim, não vou mais vê-lo. Se for inevitável, não vou falar com ele. Está bom assim?"
"Sua pestinha, eu só falei uma coisa e você já tem um monte de respostas. Que filha ingrata!" Bai Han apertou o rosto de Bai Ling, sentindo que estava mais magro, e ficou preocupada. "Minha Xiao Ling emagreceu!" E os olhos se encheram de lágrimas.
Bai Ling ficou sem graça. Não estavam brincando? Por que ela começou a chorar do nada? Devia ser a oscilação de humor da gravidez.
Bai Ling não suportava ver a mãe chorar, então se apressou em consolar: "Assim perdi a gordura do rosto, economizo dieta! Mãe, olha só, não estou mais bonita agora?" E fez uma careta, piscando rapidamente.
Bai Han, vendo a filha fazendo graça, riu entre lágrimas e disse: "Sua espertinha! Não sei de quem você puxou!" Bai Han era mais introvertida e gentil; Shi Jinghe também era reservado. Os dois eram tímidos, mas tiveram uma filha extrovertida. Foi uma mutação genética.
"Basta eu ser eu mesma!" Bai Ling disse orgulhosa. Na vida passada, Bai Ling era mais que introvertida, quase ao ponto de ser antissocial, especialmente depois de um casamento fracassado, um amor fracassado e a morte da mãe por suicídio, que quase a destruíram.
Bai Han viu que a filha tinha crescido e se sentiu muito aliviada. Pensou que a filha andava ocupada estudando medicina e não sabia como estavam os preparativos para a universidade.
"Xiao Ling, e a universidade? Tem certeza?" Bai Han perguntou preocupada, com um sorriso caloroso no rosto claro.
"Mãe, você me subestima. Claro que sim!" Bai Ling garantiu, batendo no peito. "A Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong é ótima, mas para sua filha, não é problema!"
"Você... não sei o que dizer de você! Vamos voltar para a cidade B para o Ano Novo, então não esqueça de comprar coisas para levar para casa da Chun Xing. Ela está aí estudando com você, não pode ignorá-la. A Chun Xing é uma boa menina, pode ser sua amiga para a vida toda!" Bai Han completou, gostando muito da menina que viu crescer, e a personalidade de Yang Chun Xing era rara.
Bai Ling acenou com a cabeça e sorriu: "Ordens!"
Finalmente chegou o festival tradicional do Ano Novo Chinês. Bai Han, Bai Ling e Sissi começaram a arrumar as malas para ir para o norte. As questões de casa, como as trocas de cortesias, foram todas deixadas para Xi Qingqing, em quem Bai Han confiava. Afinal, Xi Qingqing era uma dama da alta sociedade, madura o suficiente para lidar com tudo com facilidade.
Joel e Michelle, sob a proteção de Owen, também foram junto. Considerando que Bai Han estava grávida e voar seria desconfortável, optaram pelo trem. A família Xi negociou com o setor ferroviário da cidade G e alugou um vagão privado para o norte, tornando a viagem mais confortável, com boa comida e sono. Em um dia e duas noites, finalmente chegaram.
No trem, além de comer e dormir, Bai Ling ficou entediada e comprou um baralho do atendente para jogar cartas. Por causa da má sorte, acabou cheia de tiras de papel no rosto, que se mexiam com a respiração, parecendo muito engraçado.
Ao descer do trem, Bai Ling respirou fundo. Embora o ar da estação não fosse bom, era melhor do que dentro do vagão. Saindo pelo corredor verde, Xiao Li já estava esperando do lado de fora.
"Bai Han! Xiao Ling!" Xiao Li era o guarda-costas do velho Lin há muito tempo, então era muito próximo de Bai Han e Bai Ling, como da família. Bai Han era grata a ele por cuidar do velho Lin por tanto tempo.
Três carros chegaram atrás. Eles entraram e partiram rapidamente.
Depois de cerca de uma hora e meia, finalmente chegaram ao local onde o velho Lin estava. Por causa dos dois poços de água milagrosa, a área onde ele morava havia se tornado uma zona de proteção especial. Além disso, muitos oficiais de alto escalão e intelectuais viviam ali, então o local estava protegido de todos os lados, impenetrável.
Quando Owen e seu grupo entraram na China, Bai Han os convenceu a guardar todas as armas. Caso contrário, nem em Pequim, nem no trem, conseguiriam entrar. O continente tinha regras muito rígidas sobre armas de fogo, explosivos e objetos cortantes. Foi por seguir o conselho de Bai Han que conseguiram entrar na área onde o velho Lin morava.