Capítulo 575: Capítulo 575 - Nem Tão Deprimente Assim〔14〕

Jiao Jiao, por sua vez, sentiu desdém, achando que Xiaoya não sabia reconhecer o que era bom. Ela lançou um olhar para Ding Xiaohuan, que estava visivelmente ansioso, e soltou um resmungo frio em seu coração. [..] O inocente Jiang Chuyou foi, assim, colocado na lista negra dos dois.

Xiaoya voltou para sua residência distraidamente. Jenny, preocupada, perguntou: "Senhora, o que houve com a senhora?" "Ah, não é nada." Xiaoya forçou um sorriso, mas de repente percebeu que seu comportamento incomum naquela noite poderia despertar suspeitas em Jiao Jiao e Ding Xiaohuan, sentindo um certo arrependimento. No entanto, o desejo de ver Mo Liming era como uma semente que, desde o momento em que ouviu seu nome, germinou, cresceu e se tornou uma árvore frondosa. Mesmo que ele não se lembrasse dela ou nem a reconhecesse, ela queria ver sua própria família. Ela ainda era muito jovem, sem paciência. Xiaoya balançou a cabeça. Ela havia até ofendido Ding Xiaohuan, sentindo-se momentaneamente desanimada.

Jenny a viu subindo as escadas como uma alma penada, sentindo preocupação e compaixão. A senhora não voltou com o senhor, e a que voltou primeiro estava tão abatida — como poderia não ser nada? Ela seguiu Xiaoya, temendo que ela pudesse cair a qualquer momento. "A senhora já comeu?" "Já comi. A propósito, Jenny, cadê a tia Qing? Por que não a vi?" Xiaoya parou no degrau e se virou para perguntar. Jenny hesitou, gaguejando: "A governanta Qing... está cuidando... daquele gatinho." "Gatinho?" Xiaoya só então se lembrou de que havia um gatinho na casa e perguntou: "Não pedi para você cuidar do gato? Se você não gosta e a tia Qing gosta, então dê a ela." Pensando que era o gato que Jiao Niqing havia comprado, ela não conseguia gostar dele. Para não dizer que gostava, ela sentia que aquele gato era como um espinho cravado em seu coração; ao menor toque, causava uma dor aguda e incontrolável. E, para piorar, sempre havia alguém lembrando sua existência.

Jenny não tinha uma opinião definida sobre o gato; apenas achava que ele era todo branco e muito fofo. Já que Xiaoya não gostava, ela ficava feliz em dá-lo à tia Qing. O que era difícil de dizer não era isso. Foi só quando Xiaoya estava prestes a entrar no quarto que percebeu que Jenny a seguia. "Jenny, há mais alguma coisa? Agora posso cuidar de mim mesma. Vá descansar." Xiaoya, um pouco cansada, apoiou-se na porta, que ainda não havia aberto. Ela virou os olhos e notou que Jenny parecia ter algo difícil de dizer, então esperou que ela falasse. A aparição de Mo Liming ocupava a maior parte de seus pensamentos; naquele momento, além de Mo Liming, nada mais lhe importava. "Senhora," Jenny chamou baixinho, olhando em volta para confirmar que a tia Fang havia ido para o outro lado e que a tia Qing, que agora morava no andar de baixo, estava dando banho no gatinho. Sentindo-se mais segura, ela disse com seriedade: "Senhora, aquele gato estava sendo cuidado por mim. Hoje à noite recebi um telefonema, e era para a governanta Qing. Depois disso, a governanta Qing levou o gatinho embora."