Logo, Sun Anbang e Alice chegaram ao restaurante e perguntaram, surpresos: "Suboficial Jiao, precisamos chamar a polícia agora?" Lao Mai já havia voltado para Mo, então só podiam contar com a força policial. (Publicação original no site)
"A situação ainda não está clara..." Jiao Nichen disse algumas palavras com a garganta seca, mas a vibração do celular sobre a mesa interrompeu sua fala. Na tela, aparecia o nome "Lao Mai". "Conseguiu descobrir?"
"Sim, patrão, a localização atual da senhora Jiao é..."
Jiao Nichen levantou-se e saiu do restaurante a passos largos. Sun Anbang ficou para explicar a situação ao restaurante, enquanto Alice rapidamente pegou o paletó de Jiao Nichen e seguiu o chefe, que já havia desaparecido de vista.
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Quando o ponto vermelho e o ponto preto no mapa de navegação do carro se sobrepuseram, Jiao Nichen viu pela janela do carro Xiaoya sentada num banco, vestindo um vestido branco até os joelhos. Ela cobria o rosto com as mãos, o corpo tremendo levemente, como se estivesse chorando. Ao lado dela, dois policiais australianos mexiam os lábios, com expressões de ansiedade e frustração. Um pouco mais longe, alguns casais que tiravam fotos de casamento noturno olhavam curiosamente na direção dela, e transeuntes que passeavam à noite apontavam e comentavam.
Alice suspirou aliviada, olhou para Xiaoya, vestida de branco e chorando com o rosto coberto, e depois observou discretamente Jiao Nichen, de rosto sombrio e vestindo rosa no carro. Ela entendeu na hora: Ding Xiaoya estava tratando a reputação do chefe como se fosse um chinelo!
Ela desceu do carro por iniciativa própria, caminhou rapidamente até Xiaoya, inclinou-se ligeiramente e disse com um pouco de compaixão: "Senhora Jiao, sou a Alice. O que houve? Vamos para casa, está bem?" Ela tentou puxar o braço de Xiaoya, mas esta se soltou, deixando-a surpresa.
Os dois policiais australianos, como se tivessem recebido um alívio, trocaram a expressão nublada por um sorriso radiante: "Você conhece essa garota, né? Manda ela ir para casa logo. Recebemos uma ligação de um transeunte há uma hora dizendo que havia uma menina perdida aqui chorando sem parar. Chegamos aqui e ela já chorou por uma hora inteira, sem responder a nada que perguntávamos. Moça, isso não é bom para a imagem..." Xiaoya era jovem, e os orientais são mais franzinos que os ocidentais, então os policiais a trataram como menor de idade.
Os policiais, provavelmente sem saber o que fazer, puxaram Alice e desabafaram sem parar.
Alice ouviu constrangida até o fim. Nunca tinha visto policiais tão falantes. Enquanto ouvia, observava Xiaoya: suas roupas estavam relativamente limpas, mas os olhos que apareciam entre os dedos estavam vermelhos e inchados, as lágrimas jorravam como uma comporta aberta, como se fossem derramar todas as lágrimas de uma vida, e o choro era rouco. Ela sentiu um aperto no coração, mas o que Xiaoya estava chorando ali? Será que ainda pensava no segundo filho? Não pôde deixar de suspeitar.
"É a pessoa que você está procurando?" perguntou o outro policial.
Alice acenou com a cabeça repetidamente: "Sim, sim."
Os policiais finalmente se calaram. Estavam esperando para sair do turno, mas precisavam que a envolvida confirmasse.
Alice tentou se comunicar com Xiaoya: "Pare de chorar primeiro, vamos voltar e conversar, está bem? Quem quer que tenha te machucado, o suboficial Jiao não vai deixar passar, está bem?..."
No entanto, assim que Alice a consolou, Xiaoya chorou ainda mais alto, como se tivesse uma tristeza infinita que não conseguia expressar.