Capítulo 1362: Capítulo 1361 Lição do Passado 610

"Sai daqui, não quero te ver!" disse Joel friamente, com uma expressão terrível no rosto.

Meli, vendo que seu objetivo já havia sido alcançado, parou de provocar e saiu radiante. De qualquer forma, o irmão Joel e Bai Ling não estavam mais tão próximos como no início; para Meli, isso era um bom sinal, um bom começo. Ambos tinham personalidades fortes e não cederiam facilmente um ao outro.

Ao sair do quarto de Joel, Meli segurava uma foto na mão, com um sorriso sinistro nos lábios. O show estava prestes a começar.

Finalmente, Meli conseguiu uma oportunidade e encontrou Bai Ling na casa da família Xi. Bai Ling estava brincando com seu irmão mais novo, Xiao Gen.

"Bai Ling, faz tempo que não te vejo, está muito ocupada ultimamente?" perguntou Meli com um sorriso radiante, seus traços faciais tridimensionais parecendo profundos e muito bonitos.

"São só questões de estudo, o resto está bem. Você está com boa aparência, desejo uma rápida recuperação!" disse Bai Ling educadamente, sorrindo para Meli, e continuou a brincar com Xiao Gen.

"Ah, então é isso! Pensei que você estivesse saindo com o irmão Joel, mas parece que não!" disse Meli com um sorriso falso. "Sempre quis te chamar para sair e nos divertirmos."

"Se eu saio ou não com seu irmão Joel, você não saberia? Sob o mesmo teto, o que poderia esconder de você, especialmente de alguém tão atenta?" disse Bai Ling com um sorriso irônico. "Não enrole, estou ocupada. Fala logo!" Bai Ling raramente tinha tempo para brincar com o irmão e não queria perder tempo com pessoas irrelevantes.

Meli sentou-se num banquinho ao lado e disse baixinho: "Não é nada demais. Só queria te mostrar uma coisa!" Então, tirou uma foto da bolsa que carregava: Yoshikawa Yuta e Bai Ling sorrindo alegremente estampados no papel.

Ao ver a foto, Bai Ling se assustou e perguntou: "Você mandou alguém me seguir?"

Meli, vendo a surpresa de Bai Ling, pensou que era culpa dela e sorriu satisfeita: "Não mandei ninguém te seguir. Peguei essa foto do irmão Joel. Não sei por que ele tem essas fotos."

Bai Ling ergueu uma sobrancelha. Do Joel? E "essas", não apenas uma. Meli trouxe a foto para irritar Bai Ling, até fazê-la brigar com Joel. Bai Ling pegou a foto da mão de Meli e sorriu docemente: "Ficou boa, estou bonita comendo!"

Meli não viu a raiva que esperava. Qualquer um que fosse seguido ficaria irritado, ainda mais alguém tão forte quanto Bai Ling.

"Você não acha que a atitude do irmão Joel é exagerada? Mandar alguém te seguir escondido!" perguntou Meli, confusa. Se alguém a seguisse, Meli ficaria furiosa.

"Por que eu ficaria irritada? Seu irmão Joel se preocupa tanto comigo, com minha segurança. Por que eu ficaria brava?" disse Bai Ling, sem cair na armadilha, com um sorriso grato.

"Você..." Meli não conseguiu realizar seu plano de ver o drama, ficou sem palavras e se virou para sair.

Até que a sombra de Meli desaparecesse, o sorriso no rosto de Bai Ling sumiu, substituído por uma expressão sombria e irritada: "O que há com o Joel? Se ele desconfia, podia perguntar diretamente, por que fazer isso escondido, como se estivesse seguindo um criminoso?" O objetivo de Meli foi alcançado; Bai Ling estava um pouco irritada. A atitude de Joel a incomodava profundamente.

Naquela noite, Bai Ling foi ao espaço, olhou a bola de cristal e soube que Joel mandara alguém segui-la. Esse Joel fez Bai Ling sentir que precisava conversar com ele, esperando que ele parasse com isso. Se Joel continuasse desconfiado e agindo por conta própria, Bai Ling teria que dar um fim. Afinal, um relacionamento não é como ser um criminoso, com movimentos restritos, monitorados e desconfiados.

Bai Ling pegou o telefone e disse: "Joel, você está livre amanhã? Quero te convidar para jantar!"

"Tudo bem!" A voz de Joel soou um pouco feliz; Bai Ling raramente o convidava para sair para comer.

"Então, até amanhã!" Bai Ling desligou o telefone, pensativa, balançou a cabeça. Coisas entre homem e mulher são realmente complicadas. Não queria pensar mais; amanhã esclareceria tudo. Havia tantas coisas a fazer todos os dias, não dava para ficar tentando adivinhar a mente de um homem.

Do outro lado, Joel segurava o telefone, olhando fixamente. Desde quando os dois estavam conversando menos? A culpa era de Bai Ling ou dele?

Na tarde do dia seguinte, depois da aula, Joel encontrou Bai Ling na porta da escola. Abriu a porta do carro para ela e disse: "Moça, por favor!"

"Obrigada!" agradeceu Bai Ling educadamente.

"No Japão, foi divertido?" perguntou Joel casualmente, como se não soubesse de nada. Antes, Bai Ling nunca acharia que isso tinha um significado oculto, mas agora que sabia que Joel a mandara seguir, sabendo de seus passos, ela não achava que era uma pergunta inocente.

"Foi muito divertido, comi muitas coisas gostosas, tudo pago por Yoshikawa Yuta, como anfitrião," disse Bai Ling simplesmente. "Fechei um negócio com a tia Xi, tomei um banho de onsen maravilhoso. Gostei muito."

"Se você gosta, quando tiver tempo, posso te levar. O que acha?" perguntou Joel suavemente.

"Vamos ver!" Bai Ling não aceitou nem recusou.

Chegaram ao restaurante, um ambiente tranquilo. Bai Ling desceu do carro e foi na frente. No salão privado, sentou-se e disse calmamente: "Peça você!"

Joel não se fez de rogado, pediu alguns pratos que Bai Ling gostava e sentou-se em frente a ela.

Bai Ling respirou fundo, tirou a foto da bolsa e perguntou: "Você tem muitas dessas fotos, não é?"

Os olhos de Joel se contraíram. Como essa foto estava com Bai Ling? Lembrou que só Meli sabia disso; ela devia ter roubado uma e dado a Bai Ling.

"Sim!" Joel admitiu diretamente. Mentir não resolveria o problema.

"Por quê? Pode me dar uma explicação?" perguntou Bai Ling calmamente. Já tinha passado a raiva; agora estava tranquila.

"Desculpa!" Joel mostrou dificuldade. "Fiz errado."

"Isso você fez errado, sem dúvida. Mas agora só quero ouvir o motivo!" disse Bai Ling, sem expressão.

"Desculpa, eu desconfiei de você. Porque te vi íntima com outros, não consegui evitar desconfiar," admitiu Joel, explicando ansiosamente: "Xiao Ling, eu realmente gosto de você, por isso fico tão nervoso e fiz isso."

Bai Ling tomou um gole do chá à sua frente, acalmou-se e perguntou: "Então, no fim, a culpa é toda minha?"

"Não, a culpa é minha!" disse Joel, perdendo a compostura. "Você pode me perdoar?"

"Se Meli não tivesse me dado essa foto, e eu não tivesse te confrontado, você continuaria me vigiando no futuro?" perguntou Bai Ling.

Joel balançou a cabeça, depois acenou, dizendo: "Não sei. Sei que vigiar você é errado, mas não consigo me controlar."

Bai Ling suspirou e disse: "Joel, o que falta entre nós é confiança. Eu sei que Meli mora na sua casa, e vocês convivem diariamente, mas nunca desconfiei de você..."

"Entre mim e Meli não há nada!" defendeu-se Joel.

"Eu sei, porque confio em você, confio no seu caráter, já que você me disse antes. Mas quanto aos meus amigos, também já te expliquei. Você não confia em mim, ou seja, não confia no meu caráter," disse Bai Ling, olhando nos olhos de Joel, falando devagar.

"Desculpa!" pediu desculpas Joel. "Errei! Não devia ter desconfiado de você."

"Você realmente errou. Sem confiança mútua, acha que pode dar em algo bom?" disse Bai Ling calmamente. "Acho que devemos pensar com calma se ainda vale a pena continuar."

"Bai Ling!" disse Joel apressadamente. "Já me desculpei!"

"Você se desculpou, e eu tenho que te perdoar? Da última vez foi assim, e agora de novo. Um pedido de desculpas leve pode apagar o que aconteceu? Não me causou dano?"

Joel ficou sem palavras, não sabia o que dizer. Desde pequeno, Joel conseguia tudo o que queria, exceto pela saúde frágil, era muito rico em outros aspectos. Depois de conhecer Bai Ling, Joel mudou muito, queria fazer as coisas direito, mas acabava errando, sentindo que perdia o controle.

"Você sempre esteve no topo, todos ao seu redor giram em torno de você, agindo conforme sua vontade. Você quer controlar tudo ao seu redor, até vigiar, não confia em ninguém. Não se sente cansado?" perguntou Bai Ling.

"Tudo isso é porque gosto de você!" argumentou Joel.

"Por favor, não use seu gostar de mim como desculpa para tudo. Não aguento isso!" disse Bai Ling com um sorriso amargo. "Isso me cansa muito." Nesse momento, os pratos pedidos chegaram. Bai Ling pegou os hashis e começou a comer como se ninguém mais estivesse ali. Vendo que Joel não comia, ela o incentivou: "Coma bem, pense bem no que deu errado."

Joel, vendo Bai Ling assim, comeu sem expressão, sem sentir o gosto.

Depois de comer, Bai Ling se levantou e disse: "Joel, nós dois devemos pensar em como nos relacionar daqui para frente." Joel acenou com a cabeça: "Vou pensar com afinco." Os dois se separaram, e Bai Ling foi para o laboratório.

De longe, dava para ver as janelas iluminadas, a luz branca saindo. Com certeza era Bai Li Chen lá dentro. Já era tarde, e o cara era um workaholic típico.

"Professor Bai, por que ainda não foi para casa?" perguntou Bai Ling ao entrar.

"Meu experimento está num ponto crítico, não posso sair," disse Bai Li Chen, sentado ao lado, olhando fixamente para os utensílios do experimento.

"Você já comeu?" perguntou Bai Ling, preocupada. Como chefe, se quer que o cavalo corra, tem que dar capim; senão, o cavalo não tem força para correr.

Ouvindo Bai Ling, Bai Li Chen tocou a barriga vazia e disse: "Estou com um pouco de fome." Olhou o relógio de pulso: "Ainda preciso de meia hora para terminar. Depois saio para comer."

"Ah, entendi. Então vou fazer um pouco de comida para você agora. Quando terminar, venha jantar, professor Bai!" disse Bai Ling. "O laboratório fica com você."

"Sem problema, obrigado. Quando terminar, vou para lá. Já provei sua comida da última vez, estava ótima!" disse Bai Li Chen, sorrindo, e acelerou o trabalho.

Bai Li Chen verificou todos os equipamentos, fechou a porta e foi correndo para o pequeno apartamento de Bai Ling. Sentiu o cheiro forte da comida e disse: "Carne de porco cozida, meu prato favorito! Não acredito que você fez tão rápido." Pegou um garfo ao lado e colocou um pedaço na boca.

"Está gostoso?" perguntou Bai Ling.

"Hum, hum!" Bai Li Chen só balançava a cabeça, com a boca cheia, sem tempo para responder. Bai Ling serviu uma tigela de arroz e uma de sopa para ele. Na mesa, quatro pratos: dois de carne, dois vegetarianos, em pratos elegantes, com boa aparência e cheiro.

"Gostou, então coma mais, de preferência tudo!" disse Bai Ling, sorrindo. Raramente cozinhava, e alguém gostar a deixava feliz. Bai Li Chen praticamente devorou tudo o que Bai Ling fez, deu um arroto e disse: "Faz tempo que não como tão bem. Você cozinha melhor que minha mãe."

Bai Ling trouxe duas xícaras de chá de crisântemo da cozinha e disse: "Bebe um pouco para ajudar na digestão."

"Obrigado!" Bai Li Chen aceitou o chá satisfeito. "Que prazer."

Bai Ling olhou para Bai Li Chen, esse botânico simples, achando-o interessante. Com comida, bebida e um trabalho que amava, ele já ficava satisfeito.

Sentindo que Bai Ling parecia um pouco chateada, Bai Li Chen perguntou: "Bai Ling, está enfrentando dificuldades? Para sua idade, você já é excelente, então não se pressione demais. A vida é longa, precisa de calma, passo a passo." Bai Ling pensou que estava escondendo bem, mas Bai Li Chen percebeu. Antes achava que ele era ingênuo, mas agora via que não era bem assim.

"Nada, só um pouco confusa," disse Bai Ling, balançando a cabeça com um sorriso amargo.

"Que bom. Se não se importar, pode contar, e eu te ajudo a esclarecer," disse Bai Li Chen, depois de comer e beber, assumindo o ar de professor, como um mais velho.

"Você pode guardar segredo?" Bai Ling sentia uma forte necessidade de desabafar. Muitas coisas não podia contar à mãe Bai Han, com medo de que ela imaginasse coisas. Também não queria contar às amigas, para não trazer problemas ou confusão. Bai Li Chen, brincando, colocou a mão na boca, fazendo um gesto de zíper, e sorriu: "Pode ficar tranquila, lacrado, só entra, não sai!"

Vendo a atitude de Bai Li Chen, Bai Ling relaxou e contou toda a história com Joel, e perguntou: "Você acha que fiz certo ou errado?"

"Seu pestinha, namoro precoce!" disse Bai Li Chen, coçando o queixo, com cara de fofoqueiro.

"Para com isso! Quero sua opinião, e você vem com piadas!" disse Bai Ling, fingindo raiva, fazendo gesto de expulsá-lo.

"Tá bom, tá bom, não vou brincar. Só queria descontrair o clima. Nada de senso de humor!" disse Bai Li Chen, sorrindo, fazendo cara séria. Bai Ling quase pulou. Será que ele virou a tia Song? Como conseguia dizer uma frase tão famosa do futuro? Esfregou os olhos; era Bai Li Chen, não a tia Song.

"Para de ficar parada. Vou analisar para você qual é o problema entre vocês dois. O principal é a falta de confiança, que é a base de qualquer relação. Não digo só namoro; até casais, sem confiança, desconfiando um do outro, acabam se separando," disse Bai Li Chen devagar. "Você fez certo. Se não conseguirem confiar um no outro, é melhor terminar logo."