Vendo Baili Chen tão calmo, Bai Ling, Hui Xin, Li Ziqing e Yang Chunxing ficaram sem jeito de olhar muito e começaram a se concentrar na comida deliciosa à frente.
"É, irmão Xianxi, vocês são tão talentosos, deviam abrir um restaurante!" sugeriu Li Ziqing. "Com certeza daria muito dinheiro."
"Isso é só comida caseira, não chega aos pés do restaurante do seu irmão. Mas fico feliz que a Hui Xin goste. Se vocês quiserem, podem vir também," disse Fu Xianxi, com um ar orgulhoso, como se tivesse concluído uma obra musical de alta dificuldade.
O amor nos olhos de Hui Xin brilhava como as estrelas no céu. Segurando a mão de Fu Xianxi, ela disse: "Sinto que meu estado já está no melhor possível. Quero lançar um novo álbum."
"Sério?" Yang Chunxing pegou a mão de Zhang Hui Xin, animada. "Vou poder ouvir as músicas lindas da Hui Xin de novo! Não se esqueça de dar um autógrafo para a Xia Weiwei."
"É, ainda bem que você me lembrou, Chunxing. A Xia Weiwei também pediu um pôster autografado. Mas parece que não tenho nenhum em casa. Vou amanhã na empresa pegar alguns e depois de amanhã dar para ela. Aproveito e pego alguns pôsteres autografados de outras pessoas para os irmãos dela," disse Zhang Hui Xin.
"Tá bom, entendi. Quando eu voltar, vou contar para a Xia Weiwei. Ziqing, eu e a Xia Weiwei estamos pensando em trabalhar num fast-food chinês. Você pode falar com seu irmão por nós?" Yang Chunxing olhou para Li Ziqing. Já que precisava do emprego e da ajuda de alguém, resolveu se adiantar.
"Claro, mesmo que você não pedisse, eu ia falar com meu irmão. Fazer bicos na escola é mais conveniente e seguro, todos nós ficamos tranquilos," disse Li Ziqing, sorrindo.
Depois de comer, todos se sentaram no sofá da sala. Fu Xianxian trouxe chá. Enquanto bebiam o chá de Fu Xianxian, todos comentaram como ele era um marido dedicado e atencioso.
"A propósito, Bai Ling, como está o seu laboratório?" Fu Xianxi sabia dos outros que Bai Ling tinha um laboratório e ficou muito curioso. Afinal, uma garota ter o próprio laboratório não é nada fácil: exige muito dinheiro, conhecimento e ainda mais dedicação.
"Está indo bem, só um pouco corrido. Mas já contratei um ajudante para registrar os dados, então consigo tempo para vir à escola," respondeu Bai Ling, sorrindo.
Baili Chen ficou surpreso com a resposta de Bai Ling. Essa garotinha, tão nova, já tem o próprio laboratório? Pensando bem, ele ainda só podia fazer experimentos no laboratório da escola, sem um laboratório próprio.
"Que laboratório? Posso ver?" perguntou Baili Chen, ansioso. Ele tinha um pressentimento de que o laboratório de Bai Ling poderia ter coisas inesperadas.
As coisas no laboratório de Bai Ling não existiam naquele mundo; todas vinham do espaço. Ela não sabia se, com ele indo lá, algo poderia vazar.
"Não tem nada demais, só algumas plantas desconhecidas!" Bai Ling deu de ombros, esperando não chamar a atenção de Baili Chen.
Plantas desconhecidas? Não era exatamente o que ele procurava com tanto esforço? Todos os anos, na época mais quente, ele ia para a floresta virgem, mas este ano voltou de mãos vazias, tendo gasto todas as economias e ainda sofrido.
"É exatamente isso que quero ver. A senhorita Bai Ling poderia me levar?" pediu Baili Chen, muito ansioso. "Tenho muitos espécimes de plantas e posso mostrá-los para você."
"É, Bai Ling. Meu primo é doutor em botânica e agora é seu professor. Se tiver algum problema, pode consultá-lo!" sugeriu Fu Xianxi, com um olhar sério.
Todos olharam para Bai Ling. Ir ao laboratório dar uma olhada não deveria causar problemas, não é? Por que Bai Ling não concordava?
"Garanto que não vou vazar nada. Posso assinar um contrato. Só quero saber o que são essas plantas desconhecidas e para que servem," disse Baili Chen, segurando a mão de Bai Ling, muito impaciente.
Com a insistência de Baili Chen, Bai Ling não pôde mais recusar. Mas, ao ver o cabelo e a barba tão compridos, sentiu um certo desconforto. Já que ele gostava tanto de cabelo e barba, será que toparia cortá-los e raspá-los?
"Meu laboratório é meio escuro, e essa sua aparência é um pouco assustadora!" disse Bai Ling, fingindo medo.
Assim que Bai Ling terminou, Baili Chen se levantou e disse: "Tá bom, vou me arrumar agora. Amanhã, depois da aula, vamos juntos para o seu laboratório." E saiu correndo como um vento.
Vendo o excêntrico Baili Chen, que parecia um vento, Bai Ling perguntou: "Irmão Xianxi, seu primo sempre foi assim? Tem algum problema?" Bai Ling apontou para a cabeça, e os outros também esperaram a resposta de Fu Xianxi.
"Ele não tem problema, só gosta de plantas e flores. O quarto dele é cheio de coisas feitas de plantas. Se você visse os espécimes do meu primo, ficaria impressionada: tem tantos que eu nunca vi muitos deles. Mas como vocês dois estudam plantas, devem ter assunto. Fique tranquila, Bai Ling. Meu primo é uma pessoa muito honesta, não vai roubar seus segredos. Ele só é obcecado por pesquisa botânica," respondeu Fu Xianxi, deixando todos mais aliviados.
"Tá bom, então amanhã vou levá-lo ao laboratório para dar uma olhada. Afinal, não vou perder nada," disse Bai Ling, abrindo as mãos, com um ar indiferente.
No dia seguinte, durante a aula, Bai Ling chegou cedo na escola como sempre e sentou na primeira fila. Quando a aula começou, entrou um homem limpo e arrumado, segurando um plano de aula. Bai Ling estranhou: "O professor Baili acabou de começar a trabalhar e já mandou outro dar aula? Será que ontem ele foi se divertir? Afinal, voltou da floresta virgem, deve ter desejos primitivos, né?"
"Deixamos uma pergunta ontem. Alguém procurou nos livros relacionados...?" O homem no púlpito falava sem parar, enquanto os alunos abaixo, de boca aberta, olhavam para ele. A diferença para o "homem das cavernas" de ontem era enorme.
Ontem, viram Baili Chen saindo correndo, dizendo que ia se arrumar. Quem diria que ele voltaria como se tivesse sido refeito, uma pessoa completamente diferente.
Vendo a camisa branca que deixava entrever um peitoral musculoso, transmitindo uma sensação de força; o corpo alto e robusto, as pernas retas, calças pretas de alfaiataria, cabelo curto e rente, tudo isso o fazia parecer muito limpo e elegante. Os olhos amendoados, no ponto certo, quando sorria, viravam uma fresta. Não só a aparência mudou, mas também o temperamento. A única coisa que destoava era a pele onde antes havia barba, mais clara, enquanto o resto era moreno, parecendo uma psoríase. Isso era uma pena para os alunos.
Enfim, Bai Ling só prestou atenção na segunda metade da aula; a primeira metade passou estudando Baili Chen. Esse homem era maluco, com mudanças de humor imprevisíveis.
Tanto meninos quanto meninas comentavam sobre Baili Chen: os meninos com admiração, as meninas com paixão.
À tarde, depois da aula, Bai Ling saiu da sala e foi chamada por Baili Chen: "Bai Ling, vamos!" O sorriso no rosto de Baili Chen parecia capaz de derreter tudo. Será que quem ri pouco, quando ri, é considerado divino?
Bai Ling hesitou um pouco antes de notar muitos olhares hostis ao redor, como se quisessem furar suas costas. Realmente, todo mundo é da associação da aparência: feio, todos comentam e zombam; bonito, atrai ainda mais olhares.
"Hum!" Bai Ling assentiu e andou rápido.
Baili Chen foi até o estacionamento, ligou seu carro velho e perguntou: "Quer ir no meu carro?"
Bai Ling olhou para o carro que Xia Fan tinha trazido e balançou a cabeça: "Obrigada, tem alguém para me buscar." Mas, lembrando que antes todos especulavam sobre por que o carro de Baili Chen era tão enganoso por fora, decidiu experimentar. "Estou curiosa sobre seu carro. Quero andar nele."
Depois de avisar Xia Fan, Bai Ling entrou no carro de Baili Chen. Lá dentro, percebeu que todos seriam enganados pela aparência externa: os bancos eram todos de couro legítimo, tudo era novo e muito avançado.
"Professor Baili, este carro foi modificado?" perguntou Bai Ling, curiosa.
"Acertou em cheio. Eu mesmo o modifiquei. Não está bom?"
Sem saber por quê, Bai Ling sentiu vontade de pular do carro. Será que era seguro? Modificar um carro assim, sem medo de explodir?
Talvez Bai Ling tenha demonstrado demais, ou talvez outros antes dela também duvidassem da segurança do carro, Baili Chen riu abertamente: "Fique tranquila, é muito seguro. Este carro passou por inspeção, não tem problema."
"Ah, que bom, que bom! Mas por que você deixa o carro parecendo que veio de um ferro-velho?" Mais aliviada, Bai Ling quis fazer a pergunta que mais a intrigava.
"Porque sou bonito e aparentemente tenho algum dinheiro. Então, para evitar problemas e não querer que mulheres chamativas venham me perturbar, deixei o carro assim. Assim, nenhuma mulher gosta de andar nele," explicou Baili Chen, rindo.
"Por que você não gosta de mulheres? Na verdade, muitas mulheres não são como você pensa," discordou Bai Ling. Como mulher, não podia tolerar que Baili Chen caluniasse o sexo feminino.
Baili Chen respondeu com desdém: "Mulheres são um saco, muito mimadas, choram por qualquer coisa. No começo, dizem que respeitam meu trabalho, mas depois de um tempo, começam a mandar em tudo, um inferno. Reclamam do meu trabalho. Já entendi: mulheres são volúveis. Diferente dos homens, que cumprem o que dizem e não enchem o saco. Assim é melhor."
Bai Ling começou a entender. Ele tinha feito todo esse esforço para evitar mulheres e preferia a companhia de homens. Bai Ling pensou que o professor devia ser bonito, mas ninguém sabia. Ela só contaria para alguns amigos próximos, não para os outros.
"Ah, então é isso!" Agora Bai Ling não se preocupava mais em ficar sozinha com ele; pelo menos era seguro. Baili Chen era muito erudito, sabia mais do que Bai Ling, que aprendia sozinha, e falava sobre várias plantas com naturalidade. Sem preocupações, Bai Ling e o animado Baili Chen foram conversando animadamente até o laboratório.
Bai Ling desceu do carro e disse: "Bem-vindo, professor Baili, para visitar." Aos olhos de Baili Chen, Bai Ling era uma jovem, oito anos mais nova. Ele fechou a porta do carro, deu um tapinha na cabeça de Bai Ling e disse: "Ontem você me tratava como se eu fosse um ladrão, e hoje fala tão bem. Quem sabe o que se passa nessa cabecinha?"
"Não bata na cabeça, senão fico menos inteligente e perco a bolsa de estudos!" Bai Ling se esquivou e andou rápido na frente, indo para o laboratório.
Essa cena foi vista por Joel, que esperava Bai Ling no quarto. Ele puxou a cortina com força, quase a rasgando. Quem era aquele? Desde quando estava tão íntimo de Bai Ling? Bai Ling não foi primeiro para o quarto como de costume, mas foi direto com Baili Chen para o laboratório.
Vendo o corpo de Baili Chen, Bai Ling pegou o maior jaleco de desinfecção e deu para ele vestir, trocando os sapatos. Ao entrar no laboratório, Baili Chen foi imediatamente atraído pelas plantas como Baicao, Bianxingcao, Jiuguo e muitas outras que não existiam lá fora, arregalando os olhos.
"Bai Ling, muitas coisas aqui eu realmente nunca vi. O que são essas coisas?" Depois de examinar as plantas, Baili Chen confirmou que nunca as tinha visto, quase grudando os olhos nelas. Isso deixou Bai Ling preocupada: será que o professor Baili ia roubar essas plantas? Bai Ling não respondeu, só sorriu. Baili Chen estudou com os olhos por um bom tempo, até que finalmente abaixou a cabeça e perguntou, cauteloso: "Bai Ling, podemos conversar sobre uma coisa?" Ela já sabia o que ele queria: algumas coisas. Mas Bai Ling já tinha decidido: não ia dar nada. Cada coisa ali valia muito dinheiro, então ela não daria para ninguém, muito menos para um doutor botânico.
"Que coisa? Espero que não seja algo difícil," disse Bai Ling, com um sorriso falso, olhando nos olhos de Baili Chen. Ele ficou vermelho de vergonha, arrependendo-se de ter raspado a barba, deixando Bai Ling ver seu constrangimento. Mas, diante das plantas vivas e viçosas, ele se encheu de coragem: "Posso me juntar ao seu laboratório? O prazo você decide, e não preciso de salário." Bai Ling não sabia como responder. Esse cara estava exagerando, como se ela fosse uma exploradora, sugando tudo dos outros.
"Para ser sincera, essas plantas vêm de livros antigos da minha família. Encontrei-as em lugares muito remotos. Espero cultivá-las em grande escala para fazer produtos de qualidade e negócios. Isso precisa de sigilo. Você viu, tenho muitas câmeras lá fora para proteger essas coisas. Embora você seja primo do irmão Xianxi e meu professor, preciso dizer: se você vazar essas informações, todo o meu esforço e dinheiro serão perdidos," explicou Bai Ling calmamente.
Baili Chen, embora obcecado por plantas, entendia o básico do bom senso. Se fosse Bai Ling, talvez fizesse o mesmo. "Bai Ling, o que preciso fazer para trabalhar aqui? Fale qualquer condição, e eu aceito," disse ele, firme, como se dissesse: Estou decidido a ficar aqui, aceito qualquer coisa. Bai Ling pensou: não estava procurando alguém? Se conseguisse um talento como Baili Chen, seria um ganho. Além disso, com os dois laços e um contrato, ele não deveria fazer nada demais. Pensando nisso, ela disse, em tom calmo: "Professor Baili, foi você quem disse. Vamos assinar um contrato com cláusulas de sigilo. Espero que cumpra."
"Tá, tá, desde que você aceite," disse Baili Chen, sorrindo. "Mal posso esperar para começar a trabalhar aqui."