Observando Joel ao lado sem expressão, ela colocou suavemente as fotos de volta no lugar e murmurou baixinho: "Quem é esse homem?"
Joel não olhou para Meri e disse: "Isso não é da sua conta!"
Meri tocou o próprio nariz e resmungou: "Não é da minha conta, mas é da conta de Bai Ling. Olha essas duas pessoas na foto, tão íntimas. Você e Bai Ling são namorados, mas nem parecem tão próximos assim."
"Eles são só amigos!" Joel se defendeu, mas sem convicção. Nem ele mesmo acreditava que entre os dois houvesse apenas amizade.
"Nós também somos só amigos, mas por que não somos assim? Se você fosse tão íntimo comigo, eu acreditaria em você." Meri disse com malícia. "Não se engane, só um idiota acreditaria que não há nada entre eles."
Um Bai Lichen, e agora mais um Yoshikawa Yuta. Será que Bai Ling realmente os trata como meros amigos, ou ela é muito promíscua? Joel não queria mandar seguir Bai Ling, mas uma vez plantada a semente da dúvida, ela brota e cresce sem parar. Ao ver essas fotos, sua confiança diminuiu mais um pouco.
"Sai daqui, não quero te ver!" Joel disse friamente, com o rosto pálido de raiva.
Meri, vendo que seu objetivo foi alcançado, parou de provocar e saiu radiante. De qualquer forma, Joel e Bai Ling não estavam mais tão próximos como no início; para Meri, isso era um bom sinal, um bom começo. Ambos eram teimosos e não se curvariam facilmente um ao outro.
Ao sair do quarto de Joel, Meri segurava uma foto na mão, com um sorriso sinistro nos lábios. O drama estava prestes a começar.
Finalmente, Meri conseguiu uma oportunidade e encontrou Bai Ling na casa da família Xi. Bai Ling estava brincando com seu irmão mais novo, Xiaogen.
"Bai Ling, há quanto tempo não te vejo. Anda muito ocupada?" Meri perguntou com um sorriso, seus traços faciais tridimensionais parecendo profundos e muito bonitos.
"Só com os estudos, o resto está bem. Você está com boa aparência, espero que se recupere logo!" Bai Ling respondeu educadamente com um sorriso, continuando a brincar com Xiaogen.
"Ah, então é isso. Pensei que você estivesse saindo com o irmão Joel, mas parece que não!" Meri disse com um sorriso falso. "Sempre quis te chamar para sair."
"Se estou saindo ou não com seu irmão Joel, você sabe muito bem. Debaixo do mesmo teto, nada escapa de você, especialmente de alguém tão atenta." Bai Ling disse com um sorriso irônico. "Não enrole, estou ocupada. Fala logo!" Bai Ling raramente tinha tempo para brincar com o irmão e não queria perder tempo com pessoas irrelevantes.
Meri sentou-se num banquinho ao lado e murmurou: "Não é nada demais. Só queria te mostrar uma coisa!" Dizendo isso, tirou uma foto da bolsa: Yoshikawa Yuta e Bai Ling sorrindo alegremente.
Ao ver a foto, Bai Ling se assustou e perguntou: "Você mandou me seguir?"
Meri, interpretando o susto de Bai Ling como culpa, sorriu satisfeita e disse: "Não mandei ninguém te seguir. Peguei essa foto do irmão Joel. Não sei por que ele tem essas fotos."
Bai Ling ergueu uma sobrancelha. Do Joel, e "essas", não era apenas uma. Meri trouxera a foto para irritar Bai Ling, talvez até fazê-la brigar com Joel. Bai Ling pegou a foto da mão de Meri, sorriu graciosamente e disse: "Ficou boa, até que meu jeito de comer está bonito!"
Meri não viu a raiva que esperava. Quem não ficaria irritado ao ser seguido? Ainda mais alguém tão orgulhosa quanto Bai Ling.
"Você não acha que a atitude do irmão Joel foi exagerada? Mandar te seguir escondido!" Meri perguntou, confusa. Se alguém a seguisse, ela ficaria furiosa.
"Por que eu ficaria irritada? Seu irmão Joel se preocupa tanto comigo, com minha segurança. Por que eu me importaria?" Bai Ling respondeu com um sorriso, sem cair na armadilha, parecendo grata.
"Você..." Meri não conseguiu ver o drama que esperava, ficou sem palavras e se virou para sair.
Assim que Meri sumiu de vista, o sorriso de Bai Ling desapareceu, substituído por uma expressão sombria e irritada: "O que há de errado com o Joel? Se desconfia, podia vir perguntar diretamente, por que fazer isso escondido, como se estivesse seguindo um criminoso?" O objetivo de Meri foi alcançado: Bai Ling estava um pouco irritada. A atitude de Joel a incomodava profundamente.
Naquela noite, Bai Ling foi para o espaço e olhou a bola de cristal, descobrindo que Joel a mandara seguir. Esse Joel fez Bai Ling sentir que precisava conversar com ele, esperando que ele parasse com isso. Se Joel continuasse desconfiado e agindo por conta própria, Bai Ling teria que terminar com ele. Afinal, namorar não é como ser prisioneiro, ter os movimentos limitados, ser vigiado e desconfiado.
Bai Ling pegou o telefone e disse: "Joel, você está livre amanhã? Quero te convidar para jantar."
"Sim!" A voz de Joel soou um pouco animada; Bai Ling raramente o convidava para sair.
"Então até amanhã!" Bai Ling desligou o telefone, pensativa. Balançou a cabeça. Relações entre homem e mulher são realmente complicadas. Não queria pensar mais; amanhã esclareceria tudo. Havia muitas coisas para fazer todos os dias, não tinha tempo para ficar tentando adivinhar a mente de um homem.
Do outro lado, Joel segurava o telefone, olhando fixamente. Desde quando os dois começaram a conversar menos? A culpa era de Bai Ling ou dele? No dia seguinte, depois da aula, Joel encontrou Bai Ling na porta da escola. Abriu a porta do carro para ela e disse: "Senhorita, por favor!"
"Obrigada!" Bai Ling agradeceu educadamente.
"No Japão, foi divertido?" Joel perguntou casualmente, como se não soubesse de nada. Antes, Bai Ling nunca acharia que essa pergunta tinha segundas intenções, mas agora que sabia que Joel a mandara seguir e conhecia seus passos, não via isso como uma pergunta inocente.
"Foi muito divertido. Comi muitas coisas gostosas, tudo pago pelo Yoshikawa Yuta, que fez as honras como anfitrião." Bai Ling respondeu simplesmente. "Fechei um negócio com a tia Xi, tomei um banho de onsen maravilhoso. Gostei muito."
"Se você gosta, quando tiver tempo, posso te levar. O que acha?" Joel perguntou suavemente.
"Vamos ver!" Bai Ling não concordou nem recusou.
Chegaram ao restaurante, um lugar tranquilo. Bai Ling desceu do carro e entrou na frente. No salão privado, sentou-se e disse calmamente: "Peça você!"
Joel não se fez de rogado e pediu alguns pratos que Bai Ling gostava, sentando-se em frente a ela.
Bai Ling respirou fundo, tirou a foto da bolsa e perguntou: "Você tem muitas dessas fotos, não é?"
Os olhos de Joel se contraíram. Como essa foto tinha ido parar com Bai Ling? Lembrou que só Meri sabia dela; Meri devia ter roubado uma e dado a Bai Ling.
"Sim!" Joel admitiu diretamente. Mentir não resolveria o problema.
"Por quê? Pode me dar uma explicação?" Bai Ling perguntou calmamente. Já tinha passado a raiva; agora estava tranquila.
"Desculpa!" Joel disse, com expressão difícil. "Fiz errado."
"Isso você fez errado, sem dúvida. Mas agora só quero ouvir o motivo." Bai Ling disse, sem expressão.
"Desculpa, eu desconfiei de você. Porque te vi íntima com outros, não consegui evitar." Joel admitiu, explicando ansioso: "Xiao Ling, eu realmente gosto de você, por isso fico tão nervoso e fiz isso."
Bai Ling tomou um gole do chá à sua frente para se acalmar e perguntou: "Então, no fim, a culpa é toda minha?"
"Não, a culpa é minha!" Joel exclamou. "Você pode me perdoar?"
"Se Meri não tivesse me dado essa foto, e eu não tivesse te confrontado, você continuaria me vigiando depois?" Bai Ling perguntou.
Joel balançou a cabeça, depois a sacudiu, e disse: "Não sei. Sei que vigiar você é errado, mas não consigo me controlar."
Bai Ling suspirou e disse: "Joel, o que falta entre nós é confiança. Eu sei que Meri mora na sua casa e vocês convivem diariamente, mas nunca desconfiei de você..."
"Entre mim e Meri não há nada!" Joel se defendeu.
"Eu sei, porque confio em você, confio no seu caráter, já que você me disse antes. Mas quanto aos meus amigos, também já te expliquei. Você não confia em mim, ou seja, não confia no meu caráter." Bai Ling olhou nos olhos de Joel e disse lentamente.
"Desculpa!" Joel pediu desculpas. "Errei. Não devia ter desconfiado de você."
"Você realmente errou. Sem confiança mútua, que resultado bom pode ter um relacionamento?" Bai Ling disse calmamente. "Acho que devemos pensar com calma se ainda vale a pena continuar."
"Bai Ling!" Joel disse apressadamente. "Já me desculpei!"
"Você se desculpou, e eu tenho que te perdoar? Da última vez foi assim, e agora de novo. Um simples pedido de desculpas prova que essas coisas não aconteceram? Que não me machucaram?"
Joel ficou sem palavras. Desde pequeno, ele conseguia tudo o que queria; exceto pela saúde frágil, era muito privilegiado. Depois de conhecer Bai Ling, mudou muito, queria fazer as coisas direito, mas sempre errava, sentindo que perdia o controle.
"Você sempre esteve no topo, todos ao seu redor giram em torno de você, agindo conforme sua vontade. Você quer controlar tudo, até vigiar, sem confiar em ninguém. Não se sente cansado?" Bai Ling perguntou.
"Isso tudo é porque gosto de você!" Joel argumentou.
"Por favor, não use seu gostar de mim como desculpa para tudo. Não aguento isso!" Bai Ling riu amargamente. "Isso me cansa muito." Nesse momento, os pratos pedidos chegaram. Bai Ling pegou os hashis e começou a comer como se ninguém mais estivesse ali. Vendo que Joel não comia, ela o incentivou: "Coma bem, e pense bem no que deu errado."
Joel, vendo Bai Ling assim, comeu sem expressão, sentindo o gosto de papel.
Depois de comer, Bai Ling se levantou e disse: "Joel, nós dois devemos pensar em como nos relacionar daqui para frente." Joel assentiu e disse: "Vou pensar com cuidado." Os dois se separaram, e Bai Ling foi para o laboratório.
De longe, via as janelas iluminadas, a luz branca saindo. Devia ser Bai Lichen lá dentro. Já era tarde, e o cara era um workaholic típico.
"Professor Bai, por que ainda não foi para casa?" Bai Ling perguntou ao entrar.
"Meu experimento está num ponto crítico, não posso sair." Bai Lichen estava sentado ao lado, observando os utensílios do experimento, imóvel.
"Você já comeu?" Bai Ling perguntou com preocupação. Como chefe, se queria que o cavalo corresse, precisava dar capim; senão, o cavalo não teria força para correr.
Ouvindo Bai Ling, Bai Lichen tocou a barriga vazia e disse: "Estou com um pouco de fome." Olhou o relógio no pulso. "Ainda preciso de meia hora para terminar. Depois saio para comer."
"Ah, então está bem. Vou fazer um pouco de comida para você agora. Quando terminar, venha jantar, professor Bai!" Bai Ling disse. "O laboratório fica com você."
"Sem problema, obrigado. Quando terminar, vou para lá. Já provei sua comida da última vez, é excelente!" Bai Lichen sorriu e acelerou o trabalho.
Bai Lichen verificou todos os equipamentos, fechou a porta e foi apressado para o pequeno apartamento de Bai Ling. Sentiu o cheiro forte da comida e disse: "Carne de porco cozida, meu prato favorito. Não esperava que você fizesse tão rápido." Pegou um garfo ao lado e colocou um pedaço na boca.
"Está gostoso?" Bai Ling perguntou.
"Hum, hum!" Bai Lichen só balançava a cabeça, com a boca cheia, sem tempo de responder.
Bai Ling serviu uma tigela de arroz e uma de sopa para ele. Na mesa, quatro pratos: dois de carne, dois vegetarianos, em pratos delicados, com boa aparência e cheiro.
"Gostou, então coma mais. Melhor terminar tudo!" Bai Ling disse com um sorriso. Raramente cozinhava, e alguém gostar a deixava feliz.
Bai Lichen praticamente devorou tudo o que Bai Ling fez, deu um arroto e disse: "Faz tempo que não como tão bem. Você cozinha melhor que minha mãe."
Bai Ling trouxe duas xícaras de chá de crisântemo da cozinha e disse: "Bebe um pouco para ajudar na digestão!"
"Obrigado!" Bai Lichen aceitou o chá satisfeito. "Que prazer."
Bai Ling observou Bai Lichen, esse botânico simples, achando-o interessante. Com comida, bebida e um trabalho que amava, ele já ficava satisfeito.
Percebendo que Bai Ling parecia um pouco triste, Bai Lichen perguntou: "Bai Ling, está enfrentando dificuldades? Para sua idade, você já é excelente. Não se pressione tanto. A vida é longa, precisa de calma, passo a passo."
Bai Ling pensou que estava escondendo bem, mas Bai Lichen percebeu. Antes achava que ele era ingênuo, mas agora via que não era bem assim.
"Não é nada, só um pouco confusa." Bai Ling balançou a cabeça com um sorriso amargo.
"Que bom. Se não se importar, pode contar. Posso te ajudar." Bai Lichen, depois de comer e beber, assumiu o ar de professor, falando como um mais velho.
"Pode guardar segredo?" Bai Ling sentia uma forte vontade de desabafar. Muitas coisas não podia contar à mãe Bai Han, com medo de que ela imaginasse coisas. Também não queria contar às amigas, para não causar preocupação ou confusão.
Bai Lichen, de forma brincalhona, levou a mão à boca, fazendo o gesto de fechar um zíper, e sorriu: "Pode ficar tranquila, lacrado. Só entra, não sai!"
Vendo a atitude de Bai Lichen, Bai Ling relaxou e contou toda a história com Joel, desde o início. Depois perguntou: "Você acha que fiz certo ou errado?"
"Seu pestinha, namorando cedo!" Bai Lichen coçou o queixo, com ar fofoqueiro.
"Para com isso. Quero sua opinião, e você vem com piadas!" Bai Ling fingiu raiva, fazendo menção de expulsá-lo.
"Tá bom, tá bom, não vou brincar. Só queria descontrair o clima. Cadê seu senso de humor?" Bai Lichen sorriu e fez cara séria.
Bai Ling quase pulou. Será que esse cara virou a tia Song? Como é que soltou uma frase tão famosa do futuro? Esfregou os olhos; era Bai Lichen, não a tia Song.