Capítulo 1250: Capítulo 1249: 499 Rastreia 99

"É mesmo?" Yang Chunxing segurou a mão de Zhang Huixin, animada. "Vou poder ouvir as músicas lindas da Huixin de novo. Quando chegar a hora, não se esqueça de dar um autógrafo para Xia Weiwei."

"É, ainda bem que você me lembrou, Chunxing. A Xia Weiwei também quer um pôster autografado, mas parece que não tenho nenhum em casa. Amanhã vou até a empresa pegar alguns e, depois de amanhã, dou para ela. De quebra, pego uns pôsteres autografados de outras pessoas para os irmãos e irmãs dela", disse Zhang Huixin.

"Tá bom, entendi. Quando eu voltar, vou falar com a Xia Weiwei. Ah, Qing, eu e a Xia Weiwei estamos pensando em trabalhar meio período num restaurante de comida chinesa. Dá pra você falar com o seu irmão por nós?" Yang Chunxing olhou para Li Ziqing. Já que precisava do emprego e da ajuda de alguém, resolveu se adiantar.

"Claro, mesmo que você não pedisse, eu ia falar com meu irmão. Trabalhar meio período na escola é mais prático e seguro, todos nós ficamos tranquilos", disse Li Ziqing, sorrindo.

Depois de comer, todos se sentaram no sofá da sala. Fu Xianxian serviu chá para todos. Enquanto bebiam o chá de Fu Xianxian, comentaram mais uma vez como ele era um "marido caseiro" exemplar, tão atencioso.

"A propósito, Bai Ling, como está o seu laboratório?" Fu Xianxi, que soube pelos outros que Bai Ling tinha um laboratório, ficou muito curioso. Afinal, para uma garota ter o próprio laboratório não é nada fácil: exige não só muito dinheiro, mas também bastante conhecimento e ainda mais dedicação.

"Está indo bem, só que estou um pouco ocupada. Mas já contratei um ajudante para registrar os dados, então consigo tempo para vir às aulas", respondeu Bai Ling, sorrindo.

Baili Chen ficou muito surpreso com a resposta de Bai Ling. Essa garotinha, tão nova, já tem o próprio laboratório? Pensando nele mesmo, até agora só conseguia fazer experimentos no laboratório da escola, sem um laboratório exclusivo.

"Que laboratório é esse? Posso dar uma olhada?" Baili Chen perguntou apressadamente, muito interessado. Ele tinha um pressentimento de que o laboratório de Bai Ling poderia ter coisas inesperadas.

As coisas no laboratório de Bai Ling não existiam naquele mundo; tinham sido tiradas do espaço. Ela não sabia se, depois que ele fosse, algo poderia vazar.

"Não tem nada demais, só algumas plantas desconhecidas!" Bai Ling deu de ombros, esperando não chamar a atenção de Baili Chen.

Plantas desconhecidas? Não era exatamente o que ele estava procurando com tanto esforço? Todos os anos, na época mais quente, ele ia para a floresta virgem, mas este ano voltou de mãos abanando: além de gastar todas as economias, ainda passou um aperto.

"É exatamente isso que eu quero ver. Será que a senhorita Bai Ling poderia me levar?" Baili Chen disse, muito ansioso. "Eu tenho muitos espécimes de plantas, posso convidá-la para ver."

"É verdade, Bai Ling. Este meu primo é doutor em botânica e ainda é seu professor agora. Se surgir algum problema, você pode consultá-lo!" sugeriu Fu Xianxi, com uma expressão séria.

Todos olhavam para Bai Ling. Ir ao laboratório dar uma olhada não deveria causar problemas, não é? Por que ela não queria?

"Eu garanto que não vou vazar nada. Posso assinar um contrato com você. Só quero saber o que são essas plantas desconhecidas e para que servem", disse Baili Chen, segurando a mão de Bai Ling, muito ansioso.

Com a insistência forte de Baili Chen, Bai Ling não pôde mais recusar. Mas, ao ver o cabelo e a barba tão compridos dele, sentiu um certo desconforto. Já que ele gostava tanto de cabelo e barba, será que toparia cortar o cabelo e fazer a barba se ela pedisse?

"Meu laboratório é meio escuro, e essa sua aparência é um pouco assustadora!" disse Bai Ling, fingindo medo.

Assim que Bai Ling terminou de falar, Baili Chen se levantou e disse: "Tá bom, vou me arrumar agora. Amanhã, depois da aula, vamos juntos ao seu laboratório." Dito isso, saiu correndo como um vento.

Vendo a figura excêntrica de Baili Chen, que parecia um vento, Bai Ling perguntou: "Irmão Xianxi, esse seu primo sempre foi assim? Será que tem algum problema?" Bai Ling apontou para a cabeça, enquanto os outros esperavam a resposta de Fu Xianxi.

"Ele não tem problema nenhum, só gosta de flores e plantas. O quarto dele está cheio de coisas feitas de plantas. Se você visse os espécimes de plantas do meu primo, ficaria de boca aberta: tem tantos que eu nunca vi muitos deles. Mas como vocês dois estudam plantas, devem ter assunto. Fique tranquila, Bai Ling. Meu primo sempre foi uma pessoa muito honesta, não vai roubar seus segredos. Ele só é obcecado por pesquisa de plantas", respondeu Fu Xianxi. As palavras dele deixaram todos mais aliviados.

"Então está bem. Amanhã vou levá-lo ao laboratório para dar uma olhada. Afinal, não vou perder nada", disse Bai Ling, abrindo as mãos, com um ar de indiferença.

No dia seguinte, durante a aula, Bai Ling chegou na hora na escola e sentou na primeira fila. Quando a aula começou, entrou um homem de aparência limpa e agradável, segurando um plano de aula. Bai Ling estranhou: "O professor Baili trabalhou só um dia e já mandou outro dar aula? Será que ontem, depois de comer, ele foi se divertir? Afinal, ele voltou da floresta virgem, devia ter alguns desejos primitivos, né?"

"Deixamos uma pergunta ontem. Será que alguém foi procurar nos livros relacionados..." O homem no púlpito falava sem parar, enquanto os alunos lá embaixo, um por um, ficavam de boca aberta, olhando para ele. A diferença para o "selvagem" de ontem era enorme.

Ontem, quando viram Baili Chen sair correndo feito um louco, dizendo que ia se arrumar, ninguém imaginava que ele sairia transformado, como se tivesse saído de uma reforma completa, uma pessoa totalmente diferente.

Olhando para a camisa branca, que deixava entrever um peitoral que transmitia uma sensação de força explosiva; o corpo alto e robusto, as pernas retas, vestindo calças pretas de alfaiataria, o cabelo curto e rente, que deixava o visual todo muito limpo e elegante; os olhos amendoados, no ponto certo, que quando sorriam viravam uma fresta. Não só a aparência tinha mudado drasticamente, mas também o temperamento. A única coisa que destoava era a pele onde antes ficava a barba, mais clara, enquanto o resto era moreno, parecendo uma espécie de psoríase. Esse detalhe era uma pena para os alunos.

De qualquer forma, Bai Ling só prestou atenção na segunda metade da aula; a primeira metade passou estudando Baili Chen. Esse homem era maluco, com mudanças de humor imprevisíveis.

Tanto os meninos quanto as meninas só falavam de Baili Chen: os meninos com admiração, as meninas com paixão.

À tarde, depois da aula, assim que Bai Ling saiu da sala, foi chamada por Baili Chen, que disse: "Bai Ling, vamos!" O sorriso no rosto de Baili Chen parecia capaz de derreter qualquer coisa. Será que quem ri pouco, quando ri, é de uma beleza impressionante?

Bai Ling ficou um pouco atordoada por um instante, até perceber muitos olhares hostis ao redor, como se quisessem furar vários buracos nas suas costas. Realmente, todo mundo é da "associação da aparência": feio, todo mundo comenta e zomba; bonito, atrai ainda mais olhares.

"Hum!" Bai Ling assentiu com a cabeça e andou rápido para a frente.

Baili Chen foi até o estacionamento, pegou seu carro velho e perguntou: "Quer ir no meu carro?"

Bai Ling olhou para o carro que Xia Fan tinha trazido, não muito longe, e balançou a cabeça: "Obrigada, tem alguém para me buscar." Mas, lembrando que antes todo mundo especulava por que o carro de Baili Chen era tão enganoso por fora, Bai Ling decidiu experimentar: "Estou muito curiosa sobre o seu carro. Agora quero andar nele."

Depois de avisar Xia Fan, Bai Ling entrou no carro de Baili Chen. Lá dentro, ela percebeu que todos se enganavam com a aparência externa: os bancos eram todos de couro legítimo, tudo era novo e muito avançado.

"Professor Baili, esse seu carro foi modificado?" perguntou Bai Ling, curiosa.

"Acertou em cheio. Fui eu mesmo que modifiquei este carro. Não é bom?" disse Baili Chen, um pouco orgulhoso. Na vida, ele não tinha muitos hobbies: o primeiro era estudar plantas, o segundo era modificar carros.

Sem saber por quê, Bai Ling sentiu vontade de pular do carro. Será que era seguro? Modificar um carro assim, sem medo de explodir?

Talvez Bai Ling tenha mostrado isso claramente demais, ou talvez antes já tivessem duvidado da segurança do carro, Baili Chen riu abertamente: "Fique tranquila, é muito seguro. Este carro foi testado, não tem problema."

"Ah, que bom, que bom! Mas por que você deixa o carro com essa aparência de sucata?" Um pouco mais aliviada, Bai Ling quis fazer a pergunta que mais a intrigava.

"Porque eu sou bonito e aparentemente tenho algum dinheiro. Então, para evitar problemas e não deixar que um monte de mulheres chamativas venham me perturbar, fiz o carro ficar assim. Assim, nenhuma mulher quer andar comigo", explicou Baili Chen, rindo.

"Por que você não gosta de mulheres? Na verdade, muitas mulheres não são como você pensa", discordou Bai Ling. Como mulher, não podia tolerar que Baili Chen difamasse o sexo feminino daquela forma.

Baili Chen disse, com desdém: "Mulheres são um saco, muito mimadas, choram por qualquer coisa. No começo, dizem que respeitam meu trabalho, mas depois de um tempo, começam a querer mandar em tudo, é irritante. Reclamam do meu trabalho. Já entendi: mulheres são volúveis. Diferente dos homens, que cumprem o que dizem e não enchem o saco. A gente se dá bem assim, é muito melhor."

Bai Ling começou a entender. Ele tinha feito tudo aquilo só para evitar mulheres. Preferia a companhia de homens. Bai Ling pensou que o professor devia ser... bom, isso ninguém precisava saber. No máximo, ela contaria para alguns amigos próximos, mas não para os outros.

"Ah, então é isso!" Agora Bai Ling não se preocupava mais em ficar a sós com Baili Chen. Pelo menos, era seguro. Baili Chen tinha um conhecimento muito vasto, sabia mais do que Bai Ling, que aprendia sozinha, e falava sobre várias plantas com naturalidade. Sem mais preocupações, Bai Ling, junto com Baili Chen, que estava radiante, foram conversando animadamente até o laboratório.

Bai Ling desceu do carro e disse: "Bem-vindo, professor Baili, para uma visita." Aos olhos de Baili Chen, Bai Ling era uma novata, oito anos mais nova que ele. Ele fechou a porta do carro, deu um tapinha na cabeça de Bai Ling e disse: "Ontem você me tratava como se eu fosse um ladrão, e hoje já está com esse discurso bonito. Quem sabe o que se passa nessa sua cabecinha?" "Não bata na minha cabeça, senão fico menos inteligente e perco a bolsa de estudos!" Bai Ling se esquivou e andou rápido na frente, indo juntos para o laboratório.

Essa cena foi vista por Joel, que esperava Bai Ling no quarto. Ele puxou a cortina com força, quase a rasgando. Quem era aquele? Desde quando ele estava tão próximo de Bai Ling? Bai Ling, ao chegar ao laboratório, não foi primeiro para o quarto como de costume, mas foi direto com Baili Chen para o laboratório dela.

Vendo o porte de Baili Chen, Bai Ling pegou o jaleco esterilizado maior para ele vestir e calçar os chinelos. Assim que entrou no laboratório, Baili Chen foi atraído pelas várias plantas que nunca tinha visto: a Grama dos Cem Sabores, a Grama Transformadora, a Fruta do Vinho, entre outras. Ele arregalou os olhos para tudo.

"Bai Ling, muitas coisas aqui eu realmente nunca vi. O que são essas coisas?" Depois de examinar as plantas, Baili Chen confirmou que nunca as tinha visto, e seus olhos quase grudaram nelas. Isso deixou Bai Ling um pouco preocupada: será que o professor Baili ia querer levar essas plantas? Bai Ling não respondeu, só sorriu. Baili Chen ficou um bom tempo estudando com os olhos, até que finalmente baixou a cabeça e perguntou, cauteloso: "Bai Ling, posso combinar uma coisa com você?" Ela já sabia o que ele queria: algumas coisas, claro. Mas Bai Ling já tinha decidido: não ia aceitar de jeito nenhum. Cada coisa ali valia muito dinheiro, então ela não daria para ninguém, ainda mais para um doutor botânico.

"O que é? Espero que não seja algo impossível!" disse Bai Ling, com um sorriso forçado, olhando nos olhos de Baili Chen. Ele ficou vermelho de vergonha com as palavras dela, arrependendo-se de ter raspado a barba, que agora deixava seu constrangimento à mostra. Mas, diante das plantas vivas e viçosas, ele se encorajou: "Será que eu posso entrar para o seu laboratório? O prazo quem define é você, e eu não preciso de salário." Bai Ling nem sabia o que responder. Esse cara era demais, parecia que ela era uma exploradora, sugando até o sangue dos outros.

"Para ser sincera, essas plantas vieram de um livro de receitas da minha família. Encontrei-as em lugares muito remotos. Pretendo cultivá-las em grande escala para fazer produtos e negócios. Isso precisa de sigilo. Você viu, lá fora tem muitas paredes de proteção. Mesmo você sendo primo do irmão Xianxi e meu professor, preciso dizer: se você vazar essas coisas, todo o trabalho e dinheiro que investi até agora vão por água abaixo", explicou Bai Ling calmamente.

Baili Chen, embora fosse obcecado por plantas, conhecia o básico do bom senso. Se estivesse no lugar de Bai Ling, talvez fizesse o mesmo. "Bai Ling, o que eu preciso fazer para trabalhar aqui? Pode pedir o que quiser, que eu aceito", disse ele, firme, com uma expressão que dizia: "Estou decidido a ficar aqui, pode impor qualquer condição." Bai Ling pensou: não estava precisando contratar alguém? Se conseguisse um talento como Baili Chen, seria um ganho. Além disso, havia dois vínculos e o contrato; Baili Chen não deveria fazer nada demais. Com isso em mente, ela disse, num tom mais calmo: "Professor Baili, foi o senhor quem disse. Vamos assinar um contrato com cláusulas de confidencialidade. Espero que cumpra." "Pode deixar, pode deixar, desde que você aceite!" disse Baili Chen, sorrindo. "Estou ansioso para começar a trabalhar aqui."

"E o salário, como fica?" Bai Ling não queria ser exploradora. Se Baili Chen fizesse um bom trabalho, ela não seria mesquinha. Baili Chen acenou com a mão: "O salário de professor já é suficiente para mim. Não preciso de pagamento. Só me deixe ficar!" "Não sou o Gorlot. Seu salário, alguém vai discutir com você separadamente", disse Bai Ling, sorrindo. Ela era uma chefe tão boa que até insistia em pagar o funcionário. Que situação! Vendo que Bai Ling concordou, Baili Chen não fez objeções. Contanto que pudesse ficar, estava bom. Ele sorriu e perguntou: "Posso começar a trabalhar agora?"