Capítulo 70: Capítulo 70 Gostar como se gosta de uma bela mulher!

A luz do sol entrava no quarto através das cortinas. O celular na mesa de cabeceira tocou. Debaixo das cobertas, um braço fino e pálido se esticou, tateando por um tempo até pegar o telefone.

— Alô? — uma voz abafada veio de dentro das cobertas, carregada de sonolência.

— Você ainda está dormindo? — a pessoa do outro lado da linha parecia incrédula, a voz quase explodindo.

— ... Zhang Xiaochu? — Bai Tang esticou a mão para puxar o cobertor que cobria sua cabeça, virou-se inteira e falou com um tom lânguido: — Por que está me ligando tão cedo?

— Cedo? Moça, já são nove e meia! — Zhang Xiaochu não conseguiu evitar a reclamação: — Hoje vou participar de uma seleção de entrevista, vem logo me dar força!

— Ouvi dizer que vieram muitos feras hoje. Se você vier me apoiar, me sinto mais seguro. — Zhang Xiaochu riu: — Anda logo, vem aqui para o chefe!

Do outro lado da linha, Bai Tang ficou em silêncio por um bom tempo. Zhang Xiaochu franziu a testa: — Você dormiu? Bai Tang? Bai Tang?

— Bai Tang, acorda, caramba! — Zhang Xiaochu não resistiu e deu um grito.

Poxa, essa moça, será que foi possuída pelo deus do sono?

Já tinha acordado e ainda conseguia dormir de novo num instante?

— Bai Tang!!! — Zhang Xiaochu gritou de novo, e um grupo de pessoas ao lado virou o olhar para ele.

Zhang Xiaochu franziu a testa. Que vergonha do caramba.

Segurando o telefone, ele foi para o lado, prestes a gritar de novo, quando a voz calma da garota soou do outro lado: — Para de gritar, já estou indo.

Dito isso, desligou o telefone.

Zhang Xiaochu ficou surpreso. Desligou tão rápido, será que sabe o endereço?

Ia ligar de novo, mas um funcionário o chamou. Zhang Xiaochu só pôde enviar uma mensagem.

— Chefe, todo mundo já chegou, só falta a Bai Tang! — disse Chu Yi.

— O carro já foi enviado? — perguntou Sheng Qi.

Chu Yi assentiu: — Foi enviado de manhã cedo. Como era muito cedo, não a incomodamos.

Sheng Qi franziu a testa, levantou-se e foi para o lado, pegando o celular para ligar, mas a pessoa do outro lado não atendeu por um bom tempo.

Desligou o telefone, Sheng Qi ligou de novo, ainda sem resposta.

Chu Yi se aproximou e perguntou: — Chefe, será que essa moça está com medo e não quer vir?

Sheng Qi franziu ainda mais a testa, com o rosto frio: — Ela não vai fazer isso!

Chu Yi abriu a boca, queria dizer algo mais, mas ao ver a expressão gelada de Sheng Qi, acabou calando a boca, sem ousar falar mais nada.

— Chefe, a competição continua? — perguntou Chu Yi.

Sheng Qi franziu a testa e assentiu: — Continua!

Chu Yi saiu, e Sheng Qi pegou o celular para ligar para Bai Tang de novo, mas ainda assim ninguém atendeu.

Bai Tang saiu do banheiro, pegou o celular e colocou na bolsa, descendo as escadas.

Pegou leite e pão na geladeira e correu rapidamente para fora.

Na entrada, estava estacionado o "carro usado" que ela tinha gostado de primeira ontem.

A carroceria prateada, as linhas fluidas, sob o sol, parecia coberta por uma camada de luz ofuscante, simplesmente deslumbrante.

Bai Tang sorriu levemente, abriu a porta do carro e sentou-se. Tirou o celular da bolsa e, ao desbloquear, viu várias chamadas perdidas.

Ela ligou de volta, rindo.

— Onde você está?

A voz fria de Sheng Qi soou, com um toque de tensão quase imperceptível.

— Em casa, acabei de ver a "carroça usada" que a beleza me mandou. Está bem lavadinha! — Bai Tang riu de forma descontraída, já começando a provocar logo cedo: — Adorei, tanto quanto adoro a beleza!

Sheng Qi respirou fundo e avisou com voz fria: — Faltam quinze minutos para o início da primeira rodada de eliminação. Quer ser eliminada logo, é?