A luz do sol entrava no quarto através das cortinas. O celular na mesa de cabeceira tocou. Debaixo das cobertas, um braço fino e pálido se esticou, tateando por um tempo até pegar o telefone.
— Alô? — uma voz abafada veio de dentro das cobertas, carregada de sonolência.
— Você ainda está dormindo? — a pessoa do outro lado da linha parecia incrédula, a voz quase explodindo.
— ... Zhang Xiaochu? — Bai Tang esticou a mão para puxar o cobertor que cobria sua cabeça, virou-se inteira e falou com um tom lânguido: — Por que está me ligando tão cedo?
— Cedo? Moça, já são nove e meia! — Zhang Xiaochu não conseguiu evitar a reclamação: — Hoje vou participar de uma seleção de entrevista, vem logo me dar força!
— Ouvi dizer que vieram muitos feras hoje. Se você vier me apoiar, me sinto mais seguro. — Zhang Xiaochu riu: — Anda logo, vem aqui para o chefe!
Do outro lado da linha, Bai Tang ficou em silêncio por um bom tempo. Zhang Xiaochu franziu a testa: — Você dormiu? Bai Tang? Bai Tang?
— Bai Tang, acorda, caramba! — Zhang Xiaochu não resistiu e deu um grito.
Poxa, essa moça, será que foi possuída pelo deus do sono?
Já tinha acordado e ainda conseguia dormir de novo num instante?
— Bai Tang!!! — Zhang Xiaochu gritou de novo, e um grupo de pessoas ao lado virou o olhar para ele.
Zhang Xiaochu franziu a testa. Que vergonha do caramba.
Segurando o telefone, ele foi para o lado, prestes a gritar de novo, quando a voz calma da garota soou do outro lado: — Para de gritar, já estou indo.
Dito isso, desligou o telefone.
Zhang Xiaochu ficou surpreso. Desligou tão rápido, será que sabe o endereço?
Ia ligar de novo, mas um funcionário o chamou. Zhang Xiaochu só pôde enviar uma mensagem.
— Chefe, todo mundo já chegou, só falta a Bai Tang! — disse Chu Yi.
— O carro já foi enviado? — perguntou Sheng Qi.
Chu Yi assentiu: — Foi enviado de manhã cedo. Como era muito cedo, não a incomodamos.
Sheng Qi franziu a testa, levantou-se e foi para o lado, pegando o celular para ligar, mas a pessoa do outro lado não atendeu por um bom tempo.
Desligou o telefone, Sheng Qi ligou de novo, ainda sem resposta.
Chu Yi se aproximou e perguntou: — Chefe, será que essa moça está com medo e não quer vir?
Sheng Qi franziu ainda mais a testa, com o rosto frio: — Ela não vai fazer isso!
Chu Yi abriu a boca, queria dizer algo mais, mas ao ver a expressão gelada de Sheng Qi, acabou calando a boca, sem ousar falar mais nada.
— Chefe, a competição continua? — perguntou Chu Yi.
Sheng Qi franziu a testa e assentiu: — Continua!
Chu Yi saiu, e Sheng Qi pegou o celular para ligar para Bai Tang de novo, mas ainda assim ninguém atendeu.
Bai Tang saiu do banheiro, pegou o celular e colocou na bolsa, descendo as escadas.
Pegou leite e pão na geladeira e correu rapidamente para fora.
Na entrada, estava estacionado o "carro usado" que ela tinha gostado de primeira ontem.
A carroceria prateada, as linhas fluidas, sob o sol, parecia coberta por uma camada de luz ofuscante, simplesmente deslumbrante.
Bai Tang sorriu levemente, abriu a porta do carro e sentou-se. Tirou o celular da bolsa e, ao desbloquear, viu várias chamadas perdidas.
Ela ligou de volta, rindo.
— Onde você está?
A voz fria de Sheng Qi soou, com um toque de tensão quase imperceptível.
— Em casa, acabei de ver a "carroça usada" que a beleza me mandou. Está bem lavadinha! — Bai Tang riu de forma descontraída, já começando a provocar logo cedo: — Adorei, tanto quanto adoro a beleza!
Sheng Qi respirou fundo e avisou com voz fria: — Faltam quinze minutos para o início da primeira rodada de eliminação. Quer ser eliminada logo, é?