— Pai! — Bai Tang, por ter seguido Sheng Qi ao chamá-lo, praticamente soltou a palavra sem pensar.
O ar congelou por um instante. Bai Tang se recompôs, um pouco constrangida.
O homem de meia-idade, que antes tinha uma expressão séria, instantaneamente se iluminou com o tratamento de Bai Tang: — Hum!
Naquele "hum", o canto da boca nem conseguia conter o sorriso.
Bai Tang: “...”
Não fui, não fiz...
O que eu estou fazendo?!
De improviso, o pai de Sheng Qi tirou um envelope vermelho e o entregou a Bai Tang.
Bai Tang o aceitou, sem jeito: — Obrigada...
— Em família, não se fala em duas medidas. — Disse o pai de Sheng Qi.
Bai Tang sorriu ainda mais sem graça.
Puxando-a, Sheng Qi a levou até a mãe dele.
Antes mesmo de Sheng Qi se apresentar, a mãe já se levantou, segurou a mão de Bai Tang, com o rosto cheio de um sorriso satisfeito: — Menininha, nos vemos de novo.
— Tia, boa noite. — Bai Tang sorriu ao falar.
— Você o chama de pai, e a mim de tia, não acha que deveria mudar o tratamento? — A mãe de Sheng Qi brincou.
Bai Tang: “...”
É muito difícil mesmo!
— ...Mãe! — Bai Tang forçou um sorriso.
O sorriso da mãe de Sheng Qi ficou ainda mais satisfeito, e então ela tirou outro envelope vermelho e o colocou na mão de Bai Tang.
— Obrigada.
Bai Tang achou que não deveria ter vindo naquele dia. Era gente demais, estava difícil de aguentar.
E, além disso, todo mundo deu um envelope vermelho.
No jantar que se seguiu, Bai Tang experimentou mais uma vez o entusiasmo de todos. A comida no prato nunca diminuía.
Ela até que comia bastante, mas naquela noite comeu até ficar estufada.
Finalmente, a noite chegou ao fim, e todos foram embora descansar.
Sheng Qi puxou-a para o quarto. Bai Tang nem teve tempo de observar o cômodo de Sheng Qi, caindo direto na cama dele, e falou sem forças: — Sr. Sheng, a sua família sempre foi tão calorosa assim?
Sheng Qi sorriu ao responder: — Eles gostam muito de você.
Bai Tang ergueu a cabeça: — Dá para perceber.
Lembrando-se dos envelopes vermelhos que cada um lhe dera, Bai Tang se levantou e os abriu para ver.
Quando os pegou, os envelopes não pareciam ter muita espessura.
No entanto, ao abri-los, cada envelope continha um cheque.
Bai Tang: “...”
— O presente de boas-vindas da sua família é um pouco pesado, hein!
O valor mínimo era de sessenta mil.
Sheng Qi sorriu e disse: — Se te deram, aceita. Use como mesada.
— Aceitar me deixa nervosa. — Disse Bai Tang, especialmente os dos pais dele, que eram ainda mais valiosos.
Sheng Qi sorriu e respondeu: — Não tem jeito. Só agora trouxeram uma namorada para eles, então precisam mimá-la. Senão, no futuro, vou acabar solteiro.
— Sr. Sheng, você pode estar enganado sobre si mesmo. — Bai Tang soltou um risinho: — Com esse seu rosto, ninguém consegue deixar de dizer que é bonito!
Era bonito de um jeito que até irritava.
Sheng Qi estendeu a mão e segurou a dela, sorrindo: — Hum, e você, o que acha?
Bai Tang hesitou, e então pulou, caindo direto nos braços dele, enlaçou o pescoço dele, deu um beijinho e riu: — É um desastre nacional!
Sheng Qi: “...”
Realmente, quando saía da boca dela, nunca era nada de bom.
—
Depois de passar alguns dias na casa dos Sheng, Bai Tang foi com Sheng Qi para o clube dele.
O clube em Pequim era claramente muito mais luxuoso do que o de Lingshan, com instalações muito melhores.
Quando chegaram, Zhang Xiaochu não estava lá, estava na escola.
Bai Tang lembrou que sempre quis estudar, e que aquela idade era perfeita para cursar a faculdade. Então, de repente, teve vontade de ir para a escola, e levou Shen Luo junto.
Shen Luo ficou feliz, desde que pudesse ficar com Bai Tang.
Na época, Bai Tang saiu logo depois do vestibular. Como ela foi a primeira colocada do exame nacional naquele ano, Sheng Qi usou seus contatos para conseguir que Bai Tang e Shen Luo estudassem na mesma escola que Zhang Xiaochu. Não houve problema algum.