Jin Yi engoliu saliva nervosamente e esboçou um sorriso bajulador: "É que vi que você tem sujeira no rosto, queria limpar."
"E agora, está limpo?"
"Ainda não... ah, está limpo, bem limpo!" Jin Yi forçou um sorriso.
"Bom, vim só te avisar para se preparar, ouvi dizer que o adversário de hoje é muito forte."
"Primeiro vamos falar do seu problema, os outros esperam!" A moça esboçou um sorriso sutil nos lábios, que por mais que se olhasse, transparecia uma estranheza indescritível. Aquele sorriso, aos olhos de Jin Yi, era o sinal de que ele ia levar uma surra.
Vendo que ela se levantava, Jin Yi apressou-se: "De qualquer forma, quando você estava ferida na cama do hospital, eu te servi chá e água. Já que cuidei de você, pode me dar um pouco de consideração? Não me bate... e se for para bater, pelo menos não no rosto, tá?"
Ele ainda precisava daquela cara para paquerar garotas; se ficasse inchada, como ia sair por aí?
Do lado de fora, todos estavam encostados na porta. Como o isolamento acústico era muito bom, não se ouvia absolutamente nada.
Enquanto todos admiravam Jin Yi por ousar incomodar a chefe dormindo sem levar uma surra, ouviram seus gritos horríveis ecoarem.
Todos: "..."
Realmente, sem exceção, todo mundo levava surra!
Aquele lugar era uma zona proibida, ninguém conseguia quebrar essa regra!
A pessoa que tinha dado ordens queria entrar para ajudar, mas ao ouvir os gritos de Jin Yi lá dentro, virou-se e foi embora em silêncio.
Não dá para enfrentar, não dá...
Num instante, todos desviavam da porta como centro.
Quinze minutos depois, os gritos de Jin Yi dentro da casa cessaram.
A moça massageou as costas da mão, com um olhar frio caindo sobre Jin Yi, que se arrastava lentamente para se levantar do chão, e sorriu com um ar maligno: "E aí, nenhum soco acertou seu rosto, não foi?"
Jin Yi sentia o corpo quase desmoronando.
Puta merda, essa garota queria matá-lo de verdade?
Jin Yi levantou-se devagar, a dor o fez inspirar fundo, mas aquela respiração só piorou a dor.
Ela era realmente cruel, escolhia os lugares mais doloridos do corpo para bater. Embora não o mandasse para o hospital por três meses, já era suficiente para doer por três meses!
"Você é tão cruel, não tem medo de nunca se casar?" Jin Yi não resistiu a reclamar.
"Como assim? Meu Sr. Sheng está me esperando!" A moça curvou os lábios, com um sorriso radiante. Parecia que ao mencionar alguém familiar, seus olhos bonitos brilhavam ainda mais.
Até os cantos dos lábios se erguiam incontrolavelmente.
Jin Yi, vendo o sorriso nos lábios dela, não resistiu a provocar: "Haha, você já está na minha casa há seis meses, e nunca vi esse tal de Sr. Sheng vir te procurar. Sou homem, conheço bem os homens."
"Homens são todos inconstantes. Você está fora há seis meses, quem sabe agora ele não está com outra vagabunda, e nunca mais vai te querer!"
A moça curvou os lábios, encarando-o com um olhar sinistro: "Acha que a surra de agora não doeu o suficiente? Quer que eu afrouxe seus ossos de novo?"
Ameaçado, Jin Yi bufou com arrogância: "Estou te dizendo, homens gostam de garotas suaves e frágeis. Você é tão violenta, a menos que seu Sr. Sheng seja cego, como ele poderia gostar de você!"
A moça sorriu com um ar sombrio, aproximou-se passo a passo, ergueu a mão e acertou direto no rosto dele.
"Porra... combinamos de não bater no rosto!" Jin Yi gritou de dor.
Levou a mão ao olho.
A moça curvou os lábios e riu: "Eu nunca prometi isso!"