Ela desviou o olhar, virou-se e foi até o telefone, estendendo a mão para atendê-lo. — Alô... — Onde você está? — a voz de Raposa Branca soou do outro lado da linha. — País Q. — A voz de Ye Ling era fria, sem muita emoção. Raposa Branca ficou em silêncio por alguns segundos, e então continuou: — Chego depois de amanhã, e o Barbudo também vem comigo. Ye Ling apenas murmurou um "hum" sem expressão. Quando ela estava prestes a desligar, a voz de Raposa Branca soou com um toque de preocupação: — Lingzinha. — O que foi? — Não se pressione demais. — A voz de Raposa Branca suavizou um pouco. Ele sabia, naturalmente, o quanto Ye Ling estava ansiosa para encontrar Bai Tang nos últimos dias. Também sabia o quanto eles estavam preocupados por não terem encontrado a pessoa em meio ano. Até mesmo com medo! Medo de que tudo o que esperavam acabasse dando em nada! — Hum. — Ye Ling ainda não demonstrou grande reação, apenas respondeu friamente e desligou o telefone. Ye Ling olhou para a janela, com o rosto um pouco sombrio. Parecia que até ficar dentro do quarto a sufocava. Por fim, estendeu a mão, pegou o casaco ao lado, vestiu-o e saiu diretamente do quarto do hotel. Quase meia-noite, as lojas da rua já estavam fechadas, mas ainda havia algumas pessoas espalhadas. Ye Ling andava sem rumo pela rua, e quando viu as luzes dos postes da calçada se acenderem, ela pisou para atravessar a rua. Foi então que um carro surgiu do outro lado, com um som estridente de freios, parando a menos de dez centímetros dela. Virando a cabeça, Ye Ling olhou com frieza. Será que não sabia que estava na área urbana? E ainda dirigia tão rápido. O homem desceu do carro, apressado, e foi até a frente do veículo sem primeiro verificar se Ye Ling estava ferida; em vez disso, olhou diretamente para o capô, como se quisesse confirmar se havia algum dano. Sob a luz dos faróis, Ye Ling não conseguia ver claramente o rosto do homem, mas percebia o exagero de suas roupas. Parecendo ter confirmado que estava tudo bem, o homem então desviou o olhar para ela. Ye Ling encarou-o com frieza. Os dois se olharam; o homem a observou com interesse, enquanto Ye Ling o fitava com frieza. — Você tem muita coragem! — Jin Yi a encarou com um ar desleixado. Era a primeira vez que alguém, ao ver um carro prestes a atropelá-la, não reagia de forma alguma. As pessoas de antes, ao verem o carro vindo, ou choravam de medo ou se agachavam; essa garota apenas o encarava friamente, sem mostrar nenhuma das expressões que ele esperava ver. Era realmente frustrante! — Divertido? — Ye Ling falou friamente. Uma frase tão gélida que parecia uma lâmina afiada pressionada contra seu pescoço. Só de ouvir, já causava um medo indescritível! Jin Yi hesitou por um momento por causa desse tom. Esse tipo de tom, ele só tinha experimentado com seu segundo irmão; nunca imaginou que sentiria isso em uma garota. Com apenas uma frase, Jin Yi soube que essa garota era perigosa. Porque a aura dela era extremamente semelhante à de seu imprevisível segundo irmão. — Não te machuquei, né? — Jin Yi perguntou com um tom educado e falso: — Quer ir ao hospital fazer um exame? Posso te levar? Ye Ling o encarou friamente, sem dizer nada, e seguiu em frente. Jin Yi:... Tão fria assim? Ele só queria conversar um pouco com ela, precisava ser tão indiferente? Será que seu charme tinha diminuído? Jin Yi não resistiu e tocou o próprio queixo, olhando na direção para onde Ye Ling tinha ido. Com um pouco de pesar, ele rapidamente entrou no carro, ajustou o retrovisor para olhar o próprio rosto.