Desde que Zhang Xiaochu avisou Bai Xi'er da última vez, na escola, o olhar de todos para Bai Tang ficou diferente. Claramente, ninguém ousava provocar Bai Tang de frente. Afinal, quem está sob a proteção do valentão da escola não se mexe! Numa sexta-feira, Bai Tang estava indo para casa depois da aula, quando um colega correu até ela e entregou um bilhete. "Foi o Zhang Xiaochu quem mandou te dar!" O colega disse isso e saiu correndo. Bai Tang abriu o bilhete: "Vem até o beco atrás da escola, tenho algo pra te dizer." Bai Tang ergueu uma sobrancelha, um pouco confusa. Por que Zhang Xiaochu não mandava uma mensagem direto, em vez de escrever um bilhete? Uma pegadinha? A letra no bilhete era meio delicada. Embora nunca tivesse visto a letra de Zhang Xiaochu, Bai Tang sentia que aquilo não parecia coisa escrita por ele! Jogou o bilhete no lixo ao lado, pensando em ignorar e ir para casa, mas de repente lembrou de algo. Com um sorriso no canto da boca, meio malicioso, virou os passos em direção ao beco dos fundos. Ao chegar no beco, viu no fundo uma garota de costas para ela. Mas, só de olhar a silhueta, Bai Tang já reconheceu quem era! Ouvindo seus passos, Bai Xi'er se virou. "Que decepção, né? Não é seu suposto galã!" Bai Xi'er falou, com um tom de desprezo difícil de definir. Bai Tang deu um sorriso de canto, cruzou os braços e olhou para ela com um ar desleixado: "Com aquela sua letra de arranhão, comparada com a do Zhang Xiaochu, é uma ofensa para ele. Achou mesmo que seu plano ia dar certo?" Com a provocação direta e indireta de Bai Tang, o rosto cheio de orgulho de Bai Xi'er ficou feio na hora, e ela instintivamente apertou as mãos. "Fala logo, o que você quer comigo?" perguntou Bai Tang. Bai Xi'er falou friamente: "Desista de todas as suas ações." "Ah..." Bai Tang riu olhando para ela: "Você acha que tem moral pra isso?" "Isso era do papai, você não tem direito!" Bai Xi'er disse com raiva: "Bai Tang, o papai te criou todos esses anos, e você ainda tem a cara de pau de roubar as coisas dele!" Bai Tang curvou os lábios, com um sorriso malandro: "Roubar? Você acertou em cheio!" Bai Xi'er ficou com o rosto muito feio: "O que você quer dizer?" "Durante todos esses anos, quantas coisas você roubou de mim? E a sua mãe, como ela foi aos poucos empurrando a minha para a morte? Quanto ao Bai Chengfeng... ha, um lixo!" Bai Tang falou com sarcasmo: "Mal tinha casado, já estava mantendo uma amante fora. E eu ainda faço aniversário no mesmo dia que você, que ironia!" "Ele nem sabe ser grato, e quanto mais rico ficou, mais acabou com a família do meu avô, aff..." Bai Xi'er olhou para Bai Tang com o rosto feio. Algumas coisas que Bai Tang disse, ela não sabia, e também não se importava! Mas o que a incomodava era o tom de Bai Tang, aquele desprezo e sarcasmo. Como se, aos olhos dela, eles fossem algo sujo, e ela os visse com desgosto, querendo se livrar deles! "Não fala besteira, minha mãe é o verdadeiro amor do papai, foi a sua mãe que não quis sair!" Bai Xi'er disse apressadamente: "E você, vocês duas, mãe e filha, são umas sem-vergonhas, só sabem roubar o que é nosso." Bai Tang encarou ela, com um brilho sombrio nos olhos sem disfarce, e Bai Xi'er sentiu um frio na espinha. Lembrou da vez em que Bai Tang quebrou a mão dela, e seu coração apertou. Mas então pensou que tinha trazido gente, e endireitou a postura. "Bai Tang, você é quem não sabe o que é bom, então não reclama se eu for grossa!" Bai Xi'er deu um sorriso triunfante: "Podem sair!"