Sheng Qi encarou a dramática à sua frente com uma expressão impassível. Por que ela era tão irritante a ponto de dar vontade de bater? "Não seja tímido, já veio até a casa dela, ainda está fingindo?" Bai Tang olhou para ele com um ar de quem já sabia de tudo. Sheng Qi apertou os lábios, começando a se arrepender de ter vindo ali. Mas a garota à sua frente parecia não perceber seu descontentamento. A voz despojada da jovem soou novamente em seus ouvidos: "Homem não deveria ser tão reprimido assim." Sheng Qi se controlou ao máximo para não partir para a agressão. De repente, ele se levantou e olhou para ela de cima: "Desculpe pela intrusão." Bai Tang sorriu levemente, com um ar irônico: "Querido, posso saber por que você quer tanto que eu entre?" Antes que Sheng Qi pudesse responder, Bai Tang ergueu a mão para interrompê-lo e disse rindo: "Já entendi, deve ser porque sou tão fofa que você se apaixonou perdidamente por mim!" Sheng Qi a fitou fixamente: "Já está sonhando antes do anoitecer?" "O que você está insinuando? Quer um jantar à luz de velas com sua fofura?" Bai Tang piscou os olhos, seus olhos lindos como vidro brilhando com toda a malícia. Sheng Qi, diante de tamanha autoestima descarada... queria partir para a briga! Enquanto ponderava se deveria xingá-la, a campainha tocou novamente. Bai Tang olhou para a porta, como se tivesse lembrado de algo, e deu um sorriso malicioso para Sheng Qi: "Sua chance chegou!" Sheng Qi franziu a testa, mas antes que pudesse perguntar, Bai Tang já corria para a porta. Ele pensou que fosse a família dela voltando e, achando que a conversa não renderia mais nada, virou-se para sair. Quando chegou perto da entrada, viu a garota segurando duas sacolas de delivery. "Vamos, jantar à luz de velas!" Bai Tang riu baixinho. Sheng Qi parou no meio do caminho, hesitante. Bai Tang, sem cerimônia, entregou as duas sacolas a ele: "Vou pegar os pratos na cozinha." Sheng Qi ficou parado com as duas sacolas na mão, o corpo todo tenso. As sacolas pareciam batatas quentes em suas mãos. Ele pensou em largá-las, mas no fim as apertou um pouco mais. "O que está esperando? Traz aqui!" Bai Tang apareceu com dois pratos. Sheng Qi respirou fundo e, por fim, virou-se e voltou com as sacolas. Vendo a moça sentada no chão, ao lado da mesinha de centro, ele franziu a testa. Na concepção dele, comer em casa tinha que ser à mesa! Sentar no chão perto da mesinha? Que absurdo era aquele? O chefe Sheng, com sua mania de organização, sentiu um incômodo inexplicável. "O que está olhando? Anda logo!" Bai Tang o apressou, e acabou se levantando para pegar uma das sacolas, tirando alegremente os recipientes de dentro. Sheng Qi a observou, mas não teve escolha a não ser ceder, colocando a sacola no chão e sentando-se no sofá, fitando Bai Tang sem se mexer. Bai Tang arrumou a comida, um total de cinco pratos. Sheng Qi deu uma olhada nos pratos e depois fixou o olhar em Bai Tang. A garota era pequena, parecia do tipo que mal terminava uma tigela pequena de arroz. Cinco pratos? "Você sabia que eu viria?" perguntou Sheng Qi. Não era à toa que ele pensava assim. Bai Tang ergueu os olhos, colocou os pratos e os hashis na frente dele, e disse com um sorriso profundo: "Parece que o querido é bem narcisista!" Sheng Qi: "..." Vendo o olhar frio de Sheng Qi, Bai Tang riu alegremente: "Eu sou mais gentil com a beleza do que você..." Sheng Qi não entendeu o que ela queria dizer, mas ouviu sua risada cristalina. A garota começou a provocá-lo com calma: "Eu não sabia que você viria, mas esperava que viesse. Por isso, todo dia peço alguns pratos a mais, na esperança de que o querido venha jantar comigo!" Sheng Qi: Haha...