Capítulo 429: Capítulo 429: Eu os Ensino a Serem Pessoas

Sheng Qi, vendo a expressão dela, franziu a testa, sentindo um pouco de preocupação.

Afinal, tudo não passava de uma suposição dele; ele mesmo não conseguia explicar direito como as coisas realmente eram.

Se ele estivesse errado, para a expectativa da garota naquele momento, seria certamente a pior coisa possível.

"Não tenho certeza, mas, já que você pode existir de forma tão estranha, acho que ela também pode. Só que, para algo assim acontecer, a probabilidade é bem pequena."

O brilho nos olhos de Bai Tang não se apagou por causa das palavras de Sheng Qi.

Claramente, a suposição dele reacendeu uma centelha de esperança no coração dela.

Sheng Qi, vendo-a tão animada, suspirou internamente, mas não teve coragem de interromper aquela expectativa.

Por causa da empolgação, a força com que ela apertava a mão dele aumentou um pouco.

Sheng Qi levantou a outra mão e acariciou suavemente a cabeça dela.

De repente, se arrependeu de ter dito aquilo.

Afinal, contar algo que não foi investigado direito era dar a ela uma esperança, mas ele temia ainda mais que, se o resultado final não fosse aquele, ela sofresse demais.

Bai Tang sorriu: "Sr. Sheng, não me veja como alguém tão frágil!"

"Espero que seja ela, mas sei que essa possibilidade é pequena. Fique tranquilo, mesmo que o resultado final não seja o que imagino, não vou ficar tão triste assim."

Sheng Qi olhou para ela, sem dizer nada, apenas apertou a mão dela.

"Vamos, entra e dá uma volta."

Bai Tang concordou com a cabeça.

"Você acha que vamos nos encontrar de novo mais tarde? Devo levar a pessoa para casa para ver? Devo testar?"

Bai Tang estava claramente muito animada.

Sheng Qi olhou para ela e teve que interrompê-la: "Acho melhor investigarmos a identidade dela primeiro."

Bai Tang só pôde concordar com um aceno de cabeça: "Tudo bem."

Não muito longe atrás dos dois, dois homens observavam a posição deles, seguindo-os de perto, mas mantendo distância.

Em pouco tempo, Sheng Qi puxou Bai Tang para um local com menos pessoas.

Os dois homens, vendo que os perderam de vista, correram atrás.

"Onde eles foram?" um deles perguntou.

O outro também olhou em volta, confuso, sem entender como os tinham perdido bem debaixo do nariz.

"Vamos voltar e reportar ao mestre. Vamos."

Os dois se viraram para sair, mas deram de cara com Sheng Qi e Bai Tang na frente deles.

Descobertos, os dois se viraram para fugir.

"Vamos conversar um pouco?" Bai Tang deu um sorriso malandro, foi direto na direção deles e estendeu o braço para bloquear o caminho.

Os dois fingiram demência, e um deles disse: "Moça, por favor, saia da frente, você está bloqueando o caminho!"

"Vocês dois não estavam me seguindo agora? Agora que apareço na frente de vocês, não estão felizes?"

Bai Tang sorria, mas não havia nenhum traço de alegria em seus olhos.

Os dois franziram a testa, mas tiveram que encarar: "Não sabemos do que você está falando. Por favor, saia da frente."

"Quem mandou vocês dois?" Bai Tang ignorou as palavras deles e falou friamente: "Digam agora, e deixo vocês irem. Caso contrário, não vai ser nada fácil sair daqui!"

Ameaçados por Bai Tang, os dois deram uma risadinha de desdém.

Um deles disse: "Segunda Srta. Bai, você está se achando demais."

Bai Tang sorriu, com um ar sinistro: "Adoro gente que não tem medo de morrer assim!"

Os dois mostraram desprezo pela atitude intimidadora de Bai Tang.

Bai Tang sorriu radiante para Sheng Qi: "Sr. Sheng, me ajude a vigiar. Vou ensinar modos a eles!"

Sheng Qi balançou a cabeça, resignado, mas com um tom de permissividade: "Não se machuque."