Capítulo 41: Capítulo 41: Qual é a intenção da beldade comigo?

Ao terminar de falar, Chuyi soltou um grito de dor e, num instante, agachou-se no chão, apertando a perna com força. A dor lancinante a fez duvidar da própria existência. Quando se recuperou, não havia mais sinal de Sheng Qi por perto. Mais um dia em que o chefe ficava furioso de vergonha!

Bai Tang acabara de descer do carro quando o celular tocou. Era um número desconhecido. — Alô, quem é? — Sou eu! A voz clara e fria, sem nenhum calor. Mas Bai Tang soube imediatamente quem era do outro lado. Ora, ora, há pouco ele a ignorava, e agora ligava para ela? O que será que queria? — Quem é você? — perguntou Bai Tang, fingindo não saber.

Do outro lado, houve alguns segundos de silêncio antes de a voz, sem qualquer emoção, falar novamente: — Sou Sheng Qi! — Sheng Qi? Qual Sheng Qi? — Bai Tang esboçou um leve sorriso no canto dos lábios. Mesmo sem vê-lo, sabia que a expressão dele naquele momento devia estar péssima. — Ah, lembrei! É a beleza! — Bai Tang riu com um ar malandro, provocando: — Beleza, o que você quer comigo? Por acaso está com saudades de mim?

A pessoa do outro lado não respondeu. Naquele instante, um som estridente de freios ecoou, e um carro parou bem na frente dela. O vidro desceu, revelando o rosto refinado e sedutor de Sheng Qi. Bai Tang ergueu uma sobrancelha, encarando-o com calma: — Beleza, você veio me buscar até na porta de casa. Não imaginava que me amasse tanto assim.

Sheng Qi franziu a testa instintivamente e disse, sem expressão: — Entra no carro! Bai Tang riu, abusando da situação: — Então desce e abre a porta para mim! Sheng Qi: “…”

Vendo que ele não se mexia, Bai Tang também ficou parada. Os dois se encararam: um com frieza total, o outro com os olhos cheios de sorriso e um toque de deboche. Meio minuto depois, Sheng Qi desviou o olhar. Respirou fundo, abriu a porta do carro, desceu e, em seguida, abriu a porta do passageiro. O sorriso de Bai Tang se aprofundou, e ela entrou no carro. — Beleza, onde você vai me levar? Sheng Qi franziu a testa: — Não me chame de beleza. — Belezão, então para onde vamos? — respondeu Bai Tang sem hesitar. Sheng Qi respirou fundo, decidindo não prolongar a discussão.

Pouco depois, Sheng Qi a levou a um restaurante. Quando a comida chegou à mesa, Bai Tang ficou sem entender o que ele queria. — Está me trazendo para um encontro? — zombou Bai Tang com um sorriso provocador: — Não imaginava que você fosse um beleza tão enrustida! Sheng Qi ficou com o rosto escuro, encarando-a com desagrado. Bai Tang curvou os lábios, com um ar diabólico: — Depois de comer, o que vamos fazer? Ver um filme ou ir para o hotel?

A testa de Sheng Qi não se desfranziu desde que a viu. — Você é uma garota, não pode ter um pouco mais de… Sheng Qi mordeu os lábios, sem continuar, mas qualquer um entenderia o que ele queria dizer. No entanto, a jovem à sua frente fingiu não entender nada, encarando-o. — Um pouco mais de quê? — perguntou Bai Tang. Sheng Qi, com o rosto escuro, sentiu um aperto inexplicável no peito. — Coma! — Sheng Qi não queria mais conversar. Bai Tang sorriu radiante e murmurou: — Beleza, antes você sempre me evitava… Sheng Qi pensou: *Você ainda percebe que eu te evito? Achava que você era cega e não via!* — Mas agora você vem me procurar e ainda me convida para um banquete. Dizem que quem oferece algo de graça tem segundas intenções. Então, dessas segundas intenções, beleza, qual delas você quer comigo? Sheng Qi: “…” Ele realmente queria matá-la!