Ao abrir os olhos novamente, a jovem se levantou, estendeu a mão para pegar uma chave e um cartão bancário da bolsa e os colocou na frente dele: "Esta é a casa que Bai Tang comprou para você, e o cartão tem um milhão."
Ela escreveu um endereço com uma caneta, colocou-o ao lado, e então se virou para sair.
"Espere!" Bai Chengfeng falou.
A jovem se virou para olhá-lo e perguntou: "Ainda tem algo?"
"Pegue o cartão e a chave de volta. Fui eu que errei com ela, ela não precisa me dar essas coisas." Bai Chengfeng sorriu de forma amarga.
A jovem o encarou com um olhar profundo: "Você nunca a tratou como filha, mas no coração dela, você ainda é o pai dela. Ela já te considerou a pessoa mais importante da vida dela, mas de agora em diante, não será mais!"
"Porque você não merece!"
"E... beba menos. Afinal, se você beber até morrer, ainda é melhor; se não morrer e for para o hospital, ninguém vai cuidar de você!"
Dito isso, a jovem se virou e saiu com passos largos.
Bai Chengfeng olhou para a chave e o cartão bancário sobre a mesa, seus olhos ficaram vermelhos e lágrimas escorreram.
"Desculpe..."
A jovem saiu do pequeno restaurante, e um homem de terno e gravata se aproximou, falando respeitosamente: "Senhorita, para onde vamos agora?"
A jovem entrou no carro, com uma expressão indiferente fixada na janela, e disse friamente: "Cemitério Lanshan!"
O homem dirigiu em direção ao Cemitério Lanshan.
A jovem olhava pela janela, uma névoa de lágrimas surgindo no fundo de seus olhos, e uma gota escorreu.
Sua visão ficou turva, e ela não pôde evitar levantar a mão para enxugar as lágrimas, soltando um riso autodepreciativo.
Rapidamente, ela conteve o brilho nos olhos e disse ao homem: "Ajude-me a descobrir o paradeiro de Bai Tang, encontre-a o mais rápido possível!"
"Sim!"
O homem assentiu.
O carro chegou ao Cemitério Lanshan, e a jovem disse a ele: "Espere aqui por mim, vou subir sozinha."
Dito isso, sem se importar com quem estava atrás, ela pegou o buquê de flores que já havia comprado e entrou.
Colocou as flores diante da lápide, e a jovem olhou para a foto da mulher que sorria gentilmente, um sorriso também se formando em seu rosto.
"Mãe, estou de volta." A jovem falou baixinho, mas as lágrimas não paravam de cair. Toda a falsa força desapareceu, deixando apenas a suavidade.
A jovem se ajoelhou lentamente no chão, ergueu a mão para acariciar suavemente a foto da mulher, com um tom um pouco manhoso: "Achei que ia morrer naquele acidente de carro, achei que ia te encontrar lá embaixo."
"Fiquei até feliz, porque não estaria mais sozinha."
"Mas eu sei, mãe, você ficaria muito brava se me visse. Felizmente, estou viva."
A jovem olhou para um buquê já seco ao lado, com um sorriso leve nos lábios: "Mãe, você deve ter visto uma garota idêntica a mim te visitar, né? Será que a mãe percebeu que não era eu?"
"Essa garota é incrível, conseguiu derrubar o Grupo Bai inteiro, até Bai Xi'er e Zhao Chengfang foram presas."
"Eu sei, você deve estar mais preocupada com a notícia dele, certo?"
"Embora eu saiba que a mãe o odeia, também sei que você o ama mais do que tudo. Então, ao vê-lo em dificuldades, não tive a mesma coragem que aquela garota. Afinal, não importa o que aconteça, ele ainda é meu pai, mesmo que me deteste."
"Por isso, deixei para ele uma casa e dinheiro, porque sei que a mãe não suportaria vê-lo na miséria."
"Mãe, sinto tanto a sua falta!"
A jovem sentou-se no chão, com o corpo encostado na lápide, o rosto coberto de lágrimas.
Um sorriso suave permanecia em seu rosto, calmo e belo, com um toque de profunda saudade.
Não muito longe, Sheng Qi segurava um buquê de flores, parado ali, com o olhar fixo na jovem, tentando processar as palavras que ela acabara de dizer.
Quem é ela?