Bai Tang, ao entrar no hotel, apressou-se em encontrar um lugar para se esconder e, em seguida, observou cuidadosamente a situação lá fora.
Desde que desceu do carro, ela notou aquele veículo — já o tinha visto antes, era de Sheng Qi.
A princípio, pensou que Sheng Qi a chamaria, mas, para sua surpresa, ele não fez nada.
Ao ver o carro diante da porta partir, Bai Tang suspirou aliviada.
De volta ao seu quarto, Bai Tang não pôde evitar soltar um suspiro.
Ele deve estar muito decepcionado?
Assim também está bom!
Nos últimos dias, ela vinha lidando com os acontecimentos daquele ano.
Quanto à troca das duas crianças na época, todos os envolvidos naquilo pagariam o preço!
E também Zhao Chengfang!
Se não fosse por essa mulher, pelo menos agora, todos ainda estariam vivos!
Por causa do egoísmo de Zhao Chengfang, a vida de todos mudou!
Por causa dela, a verdadeira Bai Tang não existe mais!
Ao pensar nisso, a luz em seus olhos tornou-se ainda mais fria.
Logo, tudo estaria terminado!
E ela partiria, tudo aqui desapareceria de sua vida.
Portanto, mesmo sentindo-se culpada, já que chegou a este ponto, ela não tentaria mais mudar coisa alguma?
Nos dias seguintes, Bai Tang desaparecia durante o dia e, à noite, acompanhava Zhang Xiaochu nos treinos de direção.
Zhang Xiaochu tinha um talento e uma compreensão excepcionais; muitas coisas, bastava Bai Tang dar uma dica, e ele conseguia melhorar e lidar muito bem.
Pode-se dizer que, com o treinamento de Bai Tang, o progresso de Zhang Xiaochu foi extremamente rápido!
Naqueles dias, ao voltar, Bai Tang não viu o carro de Sheng Qi, e sentiu-se aliviada.
Afinal, assim estava bom!
- "O que você tem feito nestes dias?" Bai Chengfeng olhou para Zhao Chengfang, que voltara tarde da noite, com o rosto um tanto sombrio.
Nos últimos dias, alguém vinha oprimindo-o secretamente.
Ele perdera o emprego, e suas economias foram gastas por Bai Xi'er.
O temperamento de Bai Chengfeng tornara-se bastante irritadiço, e Zhao Chengfang andava misteriosa, fazendo sabe-se lá o quê?
"Está tarde, vá dormir cedo!" Zhao Chengfang disse e caminhou em direção ao quarto.
Bai Chengfeng olhou para ela se afastar, quis xingar, mas acabou se contendo.
De volta ao quarto, Zhao Chengfang ligou novamente para a mulher que encontrara antes.
"O que você disse é verdade?" perguntou Zhao Chengfang.
"Claro."
"Amanhã estarei lá na hora, espero que não esteja me enganando!" disse Zhao Chengfang.
Desligando o telefone, Zhao Chengfang arrumou-se e foi dormir cedo.
Quando Bai Chengfeng entrou, Zhao Chengfang já dormia.
Ele queria perguntar onde ela andava ultimamente.
Vendo-a dormir, Bai Chengfeng só pôde descansar também, afinal, no dia seguinte ainda teria que procurar emprego.
Chegar a este ponto era algo que Bai Chengfeng nunca imaginara.
Na manhã seguinte, quando Bai Chengfeng acordou, ao lado já não havia ninguém.
Zhao Chengfang chegou cedo à porta do hotel e, ao ver Bai Tang sair, um brilho maligno passou por seus olhos, e ela sorriu.
Pegando o telefone, falou com a pessoa do outro lado: "A pessoa saiu, levem-na!"
Desligando a chamada, viu uma van parar rapidamente ao lado de Bai Tang. A porta se abriu, e dois homens cobriram o nariz de Bai Tang com um pano, arrastando-a para dentro da van.
O veículo partiu rapidamente.
Todo o processo durou menos de cinco segundos.
Por ser muito cedo, ninguém ao redor viu nada.
Vendo que a pessoa fora levada com sucesso, o rosto de Zhao Chengfang iluminou-se de alegria.
Dirigindo, Zhao Chengfang seguiu a van até uma fábrica abandonada nos arredores.