Capítulo 361: Capítulo 361: Abraço de Princesa!

—Você... — Bai Tang mal começou a falar, e Sheng Qi apertou o abraço com mais força.

Bai Tang ficou confusa.

O que é isso?

Sheng Qi a abraçava firme, os lábios bem apertados, tentando conter algumas emoções.

Um minuto depois, Bai Tang não resistiu e deu um tapinha no ombro de Sheng Qi, sorrindo: — Senhor Sheng, o que você está fazendo?

Sheng Qi apertou um pouco mais, e só depois de um bom tempo foi soltando devagar.

Erguendo a cabeça para olhá-lo, Bai Tang sorriu: — Bom, se não tem nada, vou tomar um banho primeiro, posso...?

Sheng Qi a afastou suavemente, o olhar fixo nela.

Coberta de lama, toda molhada, parecia um frango ensopado.

O rosto pálido, sem nenhum traço de cor, o sangue seco no braço direito, a aparência toda era de extremo desalinho!

Sheng Qi franziu a testa, e depois de um momento, disse: — Vai.

Bai Tang então assentiu, tirou os sapatos sem cerimônia, passou por Sheng Qi e foi descalça em direção ao quarto.

Sheng Qi se virou, o olhar na marcha um pouco rígida dela, e a testa já franzida se apertou ainda mais.

Com passos rápidos, ele foi até a frente de Bai Tang e, sob o olhar surpreso dela, se agachou e levantou a barra da calça na perna direita.

O tornozelo estava inchado e vermelho.

— Bom, vou me lavar, está meio sujo! — Bai Tang forçou um sorriso e, sob o olhar levemente irritado de Sheng Qi, correu para o quarto.

Ao ouvir a porta fechar, o rosto de Sheng Qi escureceu ainda mais.

O que ela fez ontem à noite?

O que aconteceu?

Por que voltou tão desarrumada?!

Era a primeira vez que a via tão acabada assim!

Nem mesmo quando se machucou antes estava daquele jeito.

Bai Qi terminou de se lavar e só queria dormir. Mal tinha saído do banheiro, a porta foi batida: — Terminou? Sai.

Bai Tang abriu a porta e, vendo Sheng Qi parado ali, sorriu: — Quero dormir. Que tal a gente conversar depois que eu descansar?

Vendo o cabelo dela molhado e espalhado pelos ombros, Sheng Qi franziu a testa.

Quando Bai Tang achou que ele fosse explodir, ele se inclinou levemente e a pegou no colo.

Bai Tang: “...”

Olhando para ele com um ar apavorado, ela disse, surpresa: — É um cavalheiro!

Sheng Qi não disse nada, apenas a carregou com o rosto sério até o sofá e a sentou.

Depois de colocá-la, ele se virou e saiu.

Bai Tang ficou confusa.

O que significa isso?

Me deixou sentada no sofá?

E depois?

Enquanto pensava se devia levantar e ir dormir, Sheng Qi voltou com um secador de cabelo.

Quando o zumbido começou a soar perto do ouvido, Bai Tang ainda estava atordoada.

Ela não resistiu e virou a cabeça para olhar Sheng Qi, que estava secando o cabelo dela.

Ele estava com o rosto sério, mas os movimentos eram surpreendentemente suaves ao mexer nos fios.

— Senhor Sheng, você... — Não fala! — A voz de Sheng Qi estava um pouco abafada e pesada.

Bai Tang respondeu baixinho e desviou o olhar.

Sheng Qi, vendo que ela cooperava, hesitou por um instante ao segurar os fios dela.

Olhou fundo para Bai Tang por um momento e, instintivamente, apertou os lábios.

O cabelo mal tinha secado, e a campainha tocou.

— Quem é? — perguntou Bai Tang, curiosa.

Sheng Qi largou o secador e foi abrir a porta.

Logo depois, um homem de camisa branca entrou com uma caixa de primeiros socorros.

— Cuida do ferimento dela! — disse Sheng Qi ao homem.

Bai Tang olhou para Sheng Qi surpresa, não esperava que ele fosse tão atento a ponto de chamar um médico.

O médico tratou o ferimento em silêncio, enquanto Sheng Qi ficou sentado ao lado, olhando fixamente para o local machucado.

Aquele olhar, por algum motivo, fez o coração de Bai Tang apertar.

Quando o médico terminou e foi embora, Bai Tang se virou para Sheng Qi: — É que... eu só tropecei e caí, então... — Onde caiu? — perguntou Sheng Qi.