—Você... — Bai Tang mal começou a falar, e Sheng Qi apertou o abraço com mais força.
Bai Tang ficou confusa.
O que é isso?
Sheng Qi a abraçava firme, os lábios bem apertados, tentando conter algumas emoções.
Um minuto depois, Bai Tang não resistiu e deu um tapinha no ombro de Sheng Qi, sorrindo: — Senhor Sheng, o que você está fazendo?
Sheng Qi apertou um pouco mais, e só depois de um bom tempo foi soltando devagar.
Erguendo a cabeça para olhá-lo, Bai Tang sorriu: — Bom, se não tem nada, vou tomar um banho primeiro, posso...?
Sheng Qi a afastou suavemente, o olhar fixo nela.
Coberta de lama, toda molhada, parecia um frango ensopado.
O rosto pálido, sem nenhum traço de cor, o sangue seco no braço direito, a aparência toda era de extremo desalinho!
Sheng Qi franziu a testa, e depois de um momento, disse: — Vai.
Bai Tang então assentiu, tirou os sapatos sem cerimônia, passou por Sheng Qi e foi descalça em direção ao quarto.
Sheng Qi se virou, o olhar na marcha um pouco rígida dela, e a testa já franzida se apertou ainda mais.
Com passos rápidos, ele foi até a frente de Bai Tang e, sob o olhar surpreso dela, se agachou e levantou a barra da calça na perna direita.
O tornozelo estava inchado e vermelho.
— Bom, vou me lavar, está meio sujo! — Bai Tang forçou um sorriso e, sob o olhar levemente irritado de Sheng Qi, correu para o quarto.
Ao ouvir a porta fechar, o rosto de Sheng Qi escureceu ainda mais.
O que ela fez ontem à noite?
O que aconteceu?
Por que voltou tão desarrumada?!
Era a primeira vez que a via tão acabada assim!
Nem mesmo quando se machucou antes estava daquele jeito.
Bai Qi terminou de se lavar e só queria dormir. Mal tinha saído do banheiro, a porta foi batida: — Terminou? Sai.
Bai Tang abriu a porta e, vendo Sheng Qi parado ali, sorriu: — Quero dormir. Que tal a gente conversar depois que eu descansar?
Vendo o cabelo dela molhado e espalhado pelos ombros, Sheng Qi franziu a testa.
Quando Bai Tang achou que ele fosse explodir, ele se inclinou levemente e a pegou no colo.
Bai Tang: “...”
Olhando para ele com um ar apavorado, ela disse, surpresa: — É um cavalheiro!
Sheng Qi não disse nada, apenas a carregou com o rosto sério até o sofá e a sentou.
Depois de colocá-la, ele se virou e saiu.
Bai Tang ficou confusa.
O que significa isso?
Me deixou sentada no sofá?
E depois?
Enquanto pensava se devia levantar e ir dormir, Sheng Qi voltou com um secador de cabelo.
Quando o zumbido começou a soar perto do ouvido, Bai Tang ainda estava atordoada.
Ela não resistiu e virou a cabeça para olhar Sheng Qi, que estava secando o cabelo dela.
Ele estava com o rosto sério, mas os movimentos eram surpreendentemente suaves ao mexer nos fios.
— Senhor Sheng, você... — Não fala! — A voz de Sheng Qi estava um pouco abafada e pesada.
Bai Tang respondeu baixinho e desviou o olhar.
Sheng Qi, vendo que ela cooperava, hesitou por um instante ao segurar os fios dela.
Olhou fundo para Bai Tang por um momento e, instintivamente, apertou os lábios.
O cabelo mal tinha secado, e a campainha tocou.
— Quem é? — perguntou Bai Tang, curiosa.
Sheng Qi largou o secador e foi abrir a porta.
Logo depois, um homem de camisa branca entrou com uma caixa de primeiros socorros.
— Cuida do ferimento dela! — disse Sheng Qi ao homem.
Bai Tang olhou para Sheng Qi surpresa, não esperava que ele fosse tão atento a ponto de chamar um médico.
O médico tratou o ferimento em silêncio, enquanto Sheng Qi ficou sentado ao lado, olhando fixamente para o local machucado.
Aquele olhar, por algum motivo, fez o coração de Bai Tang apertar.
Quando o médico terminou e foi embora, Bai Tang se virou para Sheng Qi: — É que... eu só tropecei e caí, então... — Onde caiu? — perguntou Sheng Qi.