Desde que recebeu todos os materiais, Bai Tang dirigiu até aqui.
Olhando para a foto na lápide, Bai Tang não sabia o que dizer.
Mas parecia que só ali ela sentia que podia perceber aquela alma solitária após o acidente de carro.
Afinal, ela ainda tinha um familiar!
Que pena, agora não tem mais!
Que coisa irônica.
"Olá..." Bai Tang falou baixinho, com um sorriso amargo: "Sinto muito, só agora soube da sua existência, e lamento não ter nem a chance de conversar com você."
"Se eu soubesse onde você estava antes, com certeza teria te protegido!"
"Me desculpe..."
Bai Tang forçou um sorriso, mas uma lágrima escorreu de seus olhos, misturando-se com a chuva, tornando-se gelada.
"Se fosse possível, eu gostaria que você tivesse tido a sorte de viver."
"Se você ainda estivesse vivo, que bom seria."
"Mas você não está mais aqui..."
Bai Tang fixou o olhar na foto da lápide, como se estivesse olhando para ela, mas não exatamente.
Só se via o canto de sua boca se erguendo cada vez mais, como se estivesse sorrindo, mas aquilo causava um arrepio inexplicável.
Seus olhos sem foco, num instante, tornaram-se sombrios e aterrorizantes, carregados de uma intenção assassina intensa.
"Fique tranquilo, por todo o sofrimento que você passou, farei todos pagarem o preço que merecem!"
A fala gelada foi acompanhada por um relâmpago que cortou a noite, trazendo uma sensação de frio intenso.
Por um longo tempo, Bai Tang sentiu passos atrás de si e se virou lentamente.
À sua frente, um grupo de encapuzados vestidos de preto, todos segurando barras de ferro, avançava ameaçadoramente em sua direção.
Bai Tang olhou para eles com olhos frios, um olhar sem temperatura, mais intenso que a aura assassina que emanava do grupo de homens de preto.
Eles a encararam, e o líder falou friamente: "Vão!"
Com a ordem, o grupo ergueu as barras e cercou Bai Tang.
Levantando o pé, Bai Tang chutou um dos que se aproximavam no chão, e com outro chute, derrubou dois homens em um instante.
Ela usou força bruta; com aquele chute, os dois homens tentaram se levantar, mas as costelas do peito foram quebradas, e a dor os impedia de ficar de pé.
O grupo, sem qualquer estratégia, ergueu as barras e as lançou contra Bai Tang.
Mas não esperavam que aquela garota, que aos olhos deles parecia frágil e que resolveriam em segundos, fosse tão feroz que não lhes deixasse chance de defesa ou revide!
Na chuva torrencial, a jovem tomou uma barra de ferro das mãos de um deles e começou a golpear com uma violência aterrorizante.
Em menos de um minuto, todos estavam no chão. A jovem, com a barra na mão, ficou no meio, a chuva gelada caindo sobre ela, intensificando a aura de massacre.
"Voltem e digam a quem os contratou para limpar o pescoço e esperar!"
Bai Tang falou friamente: "Fora daqui!!!"
Os homens, aterrorizados, olharam para Bai Tang e saíram do cemitério aos tropeços.
Tudo voltou ao normal, exceto pela lama manchada de sangue no chão, como se nada tivesse acontecido.
Bai Tang se virou para a lápide e fez uma reverência profunda.
Erguendo-se, olhou mais uma vez para a foto na lápide e se virou para ir embora.
Ela não deveria estar ali para perturbar a paz deles.
Sob a chuva torrencial, Bai Tang saiu lentamente do cemitério.
Estendeu a mão para abrir a porta e entrar no carro, mas antes de ligar o motor, uma luz forte a cegou, tão intensa que ela não conseguia abrir os olhos.
Levantou a mão para proteger o rosto e viu o carro à frente vindo direto em sua direção...