Bai Tang chegou ao local combinado e, de imediato, avistou o homem sentado encostado à janela de vidro.
O homem era bastante perspicaz; ergueu o olhar e encontrou o dela, exibindo em seguida um sorriso profissional perfeito.
Sem muitas emoções, até aquele sorriso parecia distante e frio.
Bai Tang aproximou-se com calma, puxou a cadeira e sentou-se.
— Olá, Srta. Bai, é um prazer conhecê-la. — O homem sorriu ao falar: — Sou o irmão mais velho de Feng Zi, Feng Yi!
Bai Tang o encarou com um sorriso irônico: — Prazer em me conhecer? Parece que o Sr. Feng fez uma investigação sobre mim?
Feng Yi sorriu levemente: — Srta. Bai, não se preocupe. Na época, só queria saber como Feng Zi se feriu, então investiguei de passagem. Acabei tendo um conhecimento superficial sobre a senhora.
Bai Tang observou o homem à sua frente falar um monte de bobagens com toda a seriedade.
Feng Zi já tinha voltado há tanto tempo, e só agora ele vinha procurá-la? Será que ele achava que ela era boba?
— Já que o Sr. Feng veio me pedir desculpas... — Bai Tang esboçou um sorriso, os olhos brilhando: — O senhor vai me dar dinheiro? Na verdade, qualquer valor serve, claro, quanto mais, melhor!
Um lampejo de surpresa passou pelos olhos de Feng Yi, claramente inesperado diante da reação de Bai Tang.
Lembrando-se dos resultados da investigação, o Grupo Bai havia falido, e agora Bai Tang não tinha nem onde morar.
Ele achou que ela fazer esse pedido parecia, de certa forma, compreensível.
No entanto, apenas por esse pedido, não era suficiente para dissipar as dúvidas de Feng Yi.
— Fique tranquila, Srta. Bai. A compensação devida não faltará nem um pouco. — Feng Yi sorriu, educado e distante.
— Então está bem, me dê o dinheiro —
Antes que Bai Tang terminasse a frase, Feng Yi a interrompeu com um sorriso: — A Srta. Bai se parece muito com uma conhecida minha. É realmente uma coincidência curiosa.
Bai Tang deu um sorriso malandro: — Sr. Feng, eu achava que o senhor seria diferente do seu irmão, mas não esperava que as técnicas de paquera fossem igualmente difíceis de engolir!
— Vocês são do século passado?
A jovem tinha um sorriso cheio de malícia nos lábios, com um toque de provocação e zombaria.
A expressão, aos olhos dos outros, era de dar vontade de bater.
Feng Yi não mudou a expressão, apenas sorriu levemente, mas não havia nenhum traço de alegria em seus olhos.
— Não estou paquerando a Srta. Bai, só estou declarando um fato.
— Ah. — Bai Tang riu: — Já que o senhor diz isso, então eu gostaria muito de ver essa tal conhecida, para saber o quanto somos parecidas.
— Infelizmente, ela faleceu! — Disse Feng Yi.
O sorriso de Bai Tang se alargou ainda mais, seus olhos fixos nele com profundidade, enquanto falava rindo: — Que pena.
— Pois é, uma pena mesmo! — Feng Yi a olhou com um significado oculto: — Quando vi a Srta. Bai agora há pouco, pensei que fosse ela!
— Então, o senhor gostaria muito de vê-la? — Perguntou Bai Tang: — O que ela era para o senhor?
Feng Yi a observou sem se mexer. Para ser sincero, no início ele não tinha dado muita importância a essa garota, mas não esperava que o comportamento dela superasse suas expectativas!
Ela realmente não se intimidava nem um pouco!
E ele conseguia sentir a hostilidade dela em relação a ele!
No entanto, essa hostilidade era por causa de Feng Zi, ou por causa de sua própria identidade...
Por enquanto, Feng Yi não conseguia discernir se aquela pessoa à sua frente era ou não a que havia desaparecido.
— Se o Sr. Feng não tem mais nada, vou indo. Quanto à compensação que o senhor mencionou, pode transferir diretamente! — Bai Tang se levantou para sair.