Sheng Qi não disse nada. A pedra que ele havia pegado do chão escorregou de sua mão e caiu no solo, enquanto um brilho indecifrável surgia no fundo de seus olhos profundos.
"Vai, chama ele de Irmão Chu, e hoje isso fica por isso mesmo!" Bai Tang cutucou o ombro de Zhou Xi com um bastão.
Zhou Xi rangeu os dentes. "Um homem de honra prefere morrer a ser humilhado!"
Bai Tang curvou os lábios. "Tem certeza de que quer que eu te humilhe?!"
Assim que a palavra caiu, Zhou Xi sentiu o peso nas costas aumentar, doendo tanto que ele quis soltar um palavrão. "Irmão Chu!"
Eu sei me curvar quando preciso!
Bai Tang tirou o pé e deu um chute nele. "Vai lá e chama!"
Zhou Xi se levantou, quis encarar Bai Tang, mas no fim segurou a raiva!
Droga, não dá pra enfrentar!
Ele foi até lá, olhando para Zhang Xiaochu, que ainda estava atordoado, e disse relutantemente: "Irmão Chu, o de hoje foi culpa minha."
Zhang Xiaochu voltou a si, bufou com desprezo e disse: "Cai fora!"
Zhou Xi, frustrado, só pôde levar rapidamente seu bando de capangas embora.
Num instante, o lugar todo ficou muito mais silencioso.
Bai Tang jogou fora o bastão e foi até Zhang Xiaochu, olhando para ele com uma expressão calma, como se aquele que acabara de enfrentar vários sozinho não fosse ela mesma.
"Vamos, comer alguma coisa, e depois me leva para casa."
Zhang Xiaochu não se mexeu, apenas ficou olhando fixamente para ela.
"Tang Jie, que fera!" os dois capangas disseram em uníssono.
Bai Tang: "..."
É... só alguns valentões com umas habilidades meia-boca, fáceis de resolver.
Zhang Xiaochu a encarou com curiosidade. "Você é mesmo Bai Tang?"
"Desde quando você ficou tão forte?"
Só pelos movimentos de agora, ele achava que, se lutasse com Bai Tang, não venceria.
Zhang Xiaochu se sentiu derrotado.
Pouco antes, na corrida, ela deu conselhos e orientações certeiras, ajudando-o a conquistar o primeiro lugar e se livrar daquela etiqueta de eterno segundo colocado.
Agora, sozinha, ela o salvou de apanhar.
Zhang Xiaochu sempre foi arrogante, podia-se dizer que andava de peito estufado pela região da Escola Secundária Nancheng.
Em brigas, ele até se machucava de vez em quando, mas nunca tinha perdido!
Afinal, o valentão da escola não era um título qualquer.
Quem diria que hoje, uma garota frágil pisaria na confiança que ele cultivou por dezoito anos.
Zhang Xiaochu sentiu que ia se isolar.
Ele queria um momento de paz!
Bai Tang olhou para ele, achando graça. "Que cara é essa? Se eu não sou Bai Tang, quem é?"
"Além disso, quem não tem uma habilidade escondida, certo?"
Os dois capangas concordaram com a cabeça, puxando o saco: "Tang Jie tem razão, Tang Jie é fera!"
Bai Tang curvou os lábios, com um sorriso radiante, e ia consolar Zhang Xiaochu quando sentiu um olhar intenso fixo nela.
Ela virou a cabeça e encontrou aqueles olhos profundos. Bai Tang hesitou, depois abriu um sorriso largo, bem inocente: "Beleza, por que você está me olhando com tanta paixão, sua Tanguinha? O que quer?"
Enquanto falava, Bai Tang já se aproximava de Sheng Qi.
O canto da boca da garota se erguia, radiante e deslumbrante, e se não fossem seus olhos astutos, até daria para acreditar em certa ingenuidade.
Sheng Qi a encarou sem expressão, seus olhos negros e profundos insondáveis.
"Bem impressionante." Uma frase ambígua, que soava estranha de qualquer jeito.
Bai Tang curvou os lábios e deu mais um passo em direção a ele.
Sheng Qi instintivamente recuou.
O sorriso de Bai Tang se aprofundou.
Sheng Qi franziu levemente a testa, mas viu o sorriso da garota aumentar ainda mais.
"Não tenha medo, não sou um valentão, por que está recuando?"
Bai Tang riu baixinho.
Todos: "..."
Que sensação estranha de um playboy assediando uma moça de bem é essa?