Capítulo 337: Capítulo 337: Estou com medo

Sheng Qi olhou profundamente para a jovem à sua frente. O sorriso radiante caiu em seus olhos, mas, inesperadamente, desta vez, ele não viu nele a alegria que deveria haver. — Você vai morrer? — Sheng Qi retrucou. Bai Tang hesitou por um instante, depois sorriu. A risada prateada da jovem encheu todo o quarto do hospital, como se afastasse a solidão e a melancolia típicas da noite. Era tão belo que dava vontade de parar o tempo naquele momento. Sheng Qi fitou fixamente a garota, cujo sorriso era como uma flor, e sentiu uma estranha emoção brotar em seu coração, lentamente se entrelaçando em outro sentimento indescritível. Como se finalmente tivesse rido o suficiente, Bai Tang piscou levemente os olhos, os cantos dos lábios se ergueram, e ela falou sorrindo: — Contanto que você não queira que eu morra, eu com certeza viverei! Sheng Qi franziu levemente a testa e disse suavemente: — Não pense demais nisso. Durma. Bai Tang sorriu e insistiu com firmeza: — Mas você ainda não respondeu à minha pergunta. A jovem piscou os olhos e perguntou com um sorriso: — Senhor Sheng, você tem medo de que eu morra? — Você não vai morrer! — Sheng Qi olhou para ela com seriedade. — Você vai viver muito bem! — Porque o Senhor Sheng vai me proteger, certo? — Bai Tang abriu um sorriso radiante. — Não! — Sheng Qi respondeu sem expressão. — É porque os bons não vivem muito, e os malvados duram mil anos! Bai Tang: "..." Nunca subestime a língua afiada do grande mestre Sheng! Após o choque inicial, Bai Tang ainda assim riu: — Então, a ação do Senhor Sheng de bloquear o carro hoje foi só por ser um ato de bravura? Sheng Qi respondeu calmamente: — Eu só não queria que meus companheiros se machucassem. Bai Tang sorriu e assentiu seriamente: — Entendi. Eu pensei que o Senhor Sheng tinha vindo me salvar, que estava preocupado que algo acontecesse comigo. Pensei... — Pensei que você gostava de mim! — Então era só ilusão minha! Bai Tang suspirou, fechou os olhos e nem sequer puxou o cobertor para Sheng Qi. Sheng Qi a fitou fixamente, incapaz de evitar morder os lábios. Ela dizia essas coisas com tanta calma, mas Sheng Qi sentia um aperto no coração. Para ele, ela não deveria ser capaz de dizer algo assim. Sheng Qi soltou um suspiro, abriu a boca para dizer algo, mas no final conteve-se. Por um bom tempo, a garota ao lado, de olhos fechados, não deu nenhum sinal de reação. Sheng Qi franziu a testa e depois desviou o olhar. O quarto do hospital caiu subitamente em silêncio, mas esse silêncio não parecia trazer nenhum sono a Sheng Qi; pelo contrário, deixava seu coração pesado. Passaram-se trinta minutos, e Sheng Qi abriu os olhos novamente. Virou a cabeça e viu a garota dormindo tranquilamente. — Você está dormindo? — Sheng Qi perguntou em voz baixa. A respiração da garota era calma, sem qualquer reação à sua pergunta. A testa franzida de Sheng Qi se desfez, e a luz em seus olhos se tornou mais profunda. — Bai Tang... A voz suave não pareceu despertar a garota adormecida. Sheng Qi suspirou silenciosamente e ficou ali, observando-a quietamente, como se nunca a tivesse visto com tanta atenção. Aquela que sempre se dizia um pequeno anjo de beleza rara era realmente muito bonita, mas isso não mudava seu jeito irritante de ser. Assim, ela tinha uma tranquilidade a mais, mas ele sentia um certo peso. Até suas palavras ela deixava de contestar. Essa Bai Tang o deixava, inexplicavelmente, tenso. E até lhe trazia uma sensação ruim. Ao lembrar da pergunta que ela fizera, Sheng Qi não pôde evitar franzir a testa. Ter medo de que ela morresse? Sheng Qi a observou, mordeu os lábios e disse em voz baixa: — Eu tenho medo. Medo de que algo aconteça com você hoje, medo de que, se eu chegasse um pouco mais tarde, não pudesse evitar uma tragédia, medo de chegar e ver seu corpo caído em uma poça de sangue... Tenho medo de que, neste mundo, não exista mais uma garota chamada Bai Tang!