“Bai Tang, é melhor me soltar, senão meu pai não vai te perdoar!” Bai Xi’er tentou usar Bai Chengfeng para intimidar Bai Tang.
Mas, para sua surpresa, ao dizer isso, o sorriso no canto da boca de Bai Tang se tornou ainda mais sarcástico.
“Agora, em vez de pensar se seu pai vai vir te salvar, é melhor pensar em como me acalmar!” Bai Tang sorriu, olhando para a pessoa com os olhos baixos, o sorriso no canto da boca a fazia parecer rebelde e doentia.
Um frio surgiu do fundo do coração, Bai Xi’er queria recuar, mas já estava encostada na parede.
“Eu não fiz nada, com que direito você me sequestrou aqui?” Bai Xi’er questionou.
“É divertido?” Bai Tang olhou para a pessoa à sua frente, um sorriso frio brotando no canto dos lábios.
Aquele sorriso, aos olhos de Bai Xi’er, só a fazia sentir um medo que se espalhava.
“O que você quer, afinal?” Bai Xi’er se conteve, sem ousar falar alto, os cadáveres ao redor só a faziam sentir um frio no coração.
Especialmente sendo olhada por Bai Tang com aqueles olhos naquele momento, sentia-se ainda mais angustiada!
“O que você acha que eu quero fazer?” Bai Tang sorriu levemente, virou a cabeça para um cadáver ao lado, o canto da boca se curvando ligeiramente, sinistro e sombrio.
“Diga, se eu fosse um pouco mais frágil esta noite, será que teria um lugar para mim aqui?”
Bai Xi’er engoliu a saliva nervosamente, quis pegar o celular, mas, para sua surpresa, Bai Tang virou a cabeça de repente para olhá-la e disse sorrindo: “Sem celular, não perca seu tempo!”
“Matar é crime!” A voz de Bai Xi’er tremia, mal disfarçando o medo.
“Você também sabe que matar é crime, então por que, quando mandou mexerem no meu carro, não achou que era crime?” Bai Tang sorriu e continuou: “Não, agora você está tentando cometer homicídio!”
“Você está mentindo, eu não fiz!” Bai Xi’er falou apressadamente.
Bai Tang, porém, sorriu, mas o sorriso não alcançava seus olhos. Ela se inclinou levemente, estendeu a mão e agarrou o braço de Bai Xi’er, puxando-a diretamente para fora.
“Me solta, o que você vai fazer?” Bai Xi’er se debateu.
Assim que se mexeu, ouviu um estalo, o som de ossos quebrando, acompanhado de um grito.
Suor escorria em grandes gotas da testa de Bai Xi’er, toda a cor de seu rosto desapareceu.
A mão direita, que acabara de ser puxada por Bai Tang, pendia frouxamente ao lado.
Os olhos aterrorizados de Bai Xi’er estavam cheios de choque, ao encontrar o rosto indiferente de Bai Tang, ela só queria recuar, mas a mão esquerda foi agarrada novamente.
Ela instintivamente quis se debater de novo, mas, sentindo a dor aguda na mão direita, não ousou fazer nenhum movimento.
Bai Tang nem sequer olhou para a reação dela naquele momento, puxou a pessoa e saiu para fora.
Jogada no carro por Bai Tang, Bai Xi’er ficou tensa, sem ousar se mexer.
Olhando para Bai Tang no banco do motorista, Bai Xi’er só queria sair do carro, mas as portas estavam trancadas.
“Bai Tang, o que você vai fazer? Você enlouqueceu?”
Bai Xi’er gritou em tom de acusação.
Bai Tang sorriu levemente para ela, um sorriso sinistro: “Lembro que você também gostava de corrida, não é?”
“Antes, o galã da nossa escola, Si Rui, não te levava várias vezes nas competições?”
“Não achava a sensação ótima? Hoje também vou te levar para brincar, que tal?”
Na última frase, o sorriso no canto da boca de Bai Tang desapareceu, deixando Bai Xi’er com uma sensação indescritível de terror.
Ela nem ousava olhar nos olhos de Bai Tang.
O carro partiu rapidamente, Bai Xi’er segurou o apoio nervosamente, o medo crescendo com a velocidade de Bai Tang.
O carro acelerou em direção às estradas montanhosas nos arredores da cidade, todas cheias de penhascos e abismos, mas a velocidade era assustadora.