Bai Tang voltou à tarde. Sheng Qi tinha algo para resolver, e sob o bombardeio de ligações de Zhang Xiaochu, ela decidiu ir pessoalmente buscá-lo na alta hospitalar.
Ao chegar ao quarto, viu Zhang Xiaochu sentado num banco, todo arrumado, com a cama já completamente organizada.
— Cadê sua bagagem? — perguntou Bai Tang.
— Minha mãe levou! — Zhang Xiaochu se levantou, depois de um dia inteiro de recuperação, estava radiante: — Vamos, bora pra casa.
Vendo Zhang Xiaochu sair primeiro, Bai Tang ergueu levemente uma sobrancelha: — Você não vai pra casa com sua mãe, e me fez vir especialmente te buscar?
— Não tô te dando uma chance de se insinuar? — disse Zhang Xiaochu.
— É que você tá se achando, ou eu não consigo mais levantar a faca? — perguntou Bai Tang, com um tom sinistro.
Zhang Xiaochu deu um sorriso bajulador: — Xiao Bai, é que eu queria te ver. Vamos, o Chu Ge vai te levar pra comer uma delícia.
— Fondue? — perguntou Bai Tang, num tom melancólico.
Zhang Xiaochu: “...”
Ele não devia ter deixado ela vir buscá-lo!
Ao sair do hospital, Zhang Xiaochu estendeu a mão para ela: — Me dá as chaves, o Chu Ge vai te levar pra dar um rolê hoje.
Bai Tang viu que ele não parecia ter nada de grave, então entregou as chaves do carro a ele.
Os dois entraram no carro, Bai Tang se sentou no banco do carona e colocou o cinto de segurança.
Zhang Xiaochu olhou para ela e disse, rindo: — Embora colocar o cinto seja o certo a fazer ao andar de carro, e seja um bom hábito, agora que vejo você fazendo isso, sinto como se você não confiasse em mim?
— Pensou demais, até quando o chefão dirige eu coloco cinto! — respondeu Bai Tang, calma.
Zhang Xiaochu ficou irritado, ela estava comparando ele com o Sheng Bailian!
Haha!
Bai Tang viu Zhang Xiaochu dirigindo para fora da cidade e perguntou, confusa: — Não vamos comer?
— Sim, é uma loja fora da cidade, o sabor é excelente!
Zhang Xiaochu disse, rindo: — Garanto que você não vai se arrepender de ter saído comigo hoje!
Bai Tang deu uma risadinha, mas não disse mais nada.
O carro entrou na rodovia, Zhang Xiaochu começou a acelerar, dirigindo o carro vermelho e chamativo de Bai Tang, a velocidade disparou.
Bai Tang jogava calmamente no celular, quando o telefone tocou de repente.
Vendo o nome na tela, Bai Tang sorriu involuntariamente.
Zhang Xiaochu viu o sorriso de Bai Tang pelo retrovisor e torceu a boca, meio irritado: — Rindo que nem um puxa-saco!
Com certeza era o Sheng Bailian.
Bai Tang olhou para ele de lado e disse, num tom frio: — Cuida da sua direção!
Zhang Xiaochu: “...”
Hã!
Bai Tang ignorou ele, atendeu a ligação e disse, sorrindo: — Sr. Sheng, tá com saudades de mim?
— Onde você está? — a voz fria de Sheng Qi soou.
— No carro!
Sheng Qi: “...”
Às vezes, para querer bater em alguém, basta uma frase!
— Vou comer fora com Zhang Xiaochu, agora na rodovia. — Bai Tang disse, sorrindo: — Depois trago uma delícia pra você, não fique com muita saudade, hein!
— Volta cedo!
— Tá bom, sim!
— Você é uma garota, não pode ter um pouco mais de—
Antes de Sheng Qi terminar, Bai Tang avisou Zhang Xiaochu, num tom melancólico: — Olha a estrada na frente, diminui a velocidade, você quer voar?
— Hum! — Zhang Xiaochu bufou baixinho. Diminuir? Então ele ia a passo de tartaruga, tá bom!
Teimoso, ele pisou no freio, mas sentiu algo estranho.
Por que a velocidade não estava diminuindo?
Era horário de pico, mesmo na rodovia, ainda havia muitos carros.
Bai Tang sentiu que Sheng Qi do outro lado não falava, então disse, sorrindo de novo: — Chefão, continua, tô ouvindo.
Sheng Qi franziu a testa, irritado: — Toma cuidado com a segu—
— O que há com esse carro? — a voz de Zhang Xiaochu soou de novo.
— O que foi? — Bai Tang também percebeu que algo estava errado.
— O freio... falhou! — Zhang Xiaochu ficou com o rosto sério.