Capítulo 322: Capítulo 322 - Não é o peito que está doendo, é o estômago!

"Ousa responder de volta? Quer que eu te bata?" A voz da mulher soou um pouco agressiva, mas ainda dava para perceber a braveza forçada na entonação.

"Tá bom, tá bom, você diz o que quiser, vai descansar logo, já estou muito melhor." Zhang Xiaochu não teve escolha senão ceder: "Você ficou aqui a noite toda, até apareceram rugas, parece que envelheceu, vai descansar."

"E ainda ousa reclamar de mim?" A mulher se irritou: "Se você fosse mais sensato, eu teria passado a noite no hospital?"

"Sim, sim, culpa minha, vai logo, volta pra casa."

"Garoto ingrato." A mulher bufou baixinho.

Bai Tang segurava a maçaneta da porta, sem saber se devia entrar.

Puta merda, esse adolescente metido a besta!

Era por ter comido pimenta demais na noite passada que estava internado!

Bai Tang sentiu um tremor no canto do olho, quase virou as costas e foi embora!

Ela não conhecia aquele idiota do Zhang Xiaochu.

No momento em que Bai Tang ia soltar a mão, a porta do quarto se abriu de repente.

O que apareceu diante dos olhos foi um rosto bonito, exalando uma aura de elegância, aquela suavidade gravada pelo tempo a fazia parecer fácil de lidar.

"Você é?" A mulher perguntou com doçura.

"Oi, tia, sou colega do Zhang Xiaochu." Bai Tang sorriu ao responder.

Os olhos da mulher brilhavam com um sorriso, ela acenou para Bai Tang, e então seu olhar se voltou para Sheng Qi, que estava parado ao lado. Sheng Qi apenas disse, de forma indiferente: "Olá."

A mulher sorriu, dirigindo a ambos o sorriso mais gentil e acolhedor.

"Vocês vieram ver o A Chu? Entrem."

A mulher se afastou para dar passagem, e Bai Tang seguiu Sheng Qi para dentro.

Zhang Xiaochu ouviu o som, olhou para eles, e sua expressão antes deprimida se iluminou de alegria: "Xiao Bai, você veio me ver!"

A mulher observou a reação de Zhang Xiaochu, e então, instintivamente, voltou a olhar para Bai Tang. Depois de alguns segundos de análise, seu olhar ficou ainda mais suave, e até o sorriso parecia diferente de antes.

Sheng Qi, como um estranho, ficou de lado, absorvendo tudo o que acontecia no quarto.

Zhang Xiaochu, vendo que a mulher ia ficar, apressou-se: "Mãe, vai logo descansar."

Percebendo que o filho queria se livrar dela, a mulher apenas riu, sendo muito educada: "Então não vou atrapalhar a conversa de vocês, colegas. Vou indo."

Bai Tang sorriu: "Tia, vá com cuidado."

A mulher acenou com a cabeça, e quanto mais olhava para Bai Tang, mais satisfeita ficava.

Bai Tang se sentiu estranha com aquele olhar, até que a porta se fechou novamente. Ela desviou o olhar e não conseguiu evitar um arrepio.

Sheng Qi fixou o olhar na porta, franzindo levemente a testa, quase imperceptivelmente.

Logo, a luz em seus olhos se apagou, e ele desviou o olhar.

Então notou Bai Tang se aproximando de Zhang Xiaochu.

"Xiao Bai, você não sabe, ontem achei que nunca mais te veria, meu coração, que dor, que sofrimento." Zhang Xiaochu levou a mão ao peito, falando com angústia.

Bai Tang sorriu de forma descontraída: "Sofrimento? Não é o peito que dói, é o estômago, né?"

Zhang Xiaochu: "..."

Haha, se você não me zoar, ainda podemos ser amigos!

"Xiao Bai..."

"Comer pimenta ontem não foi legal?" Bai Tang o interrompeu rindo: "Hoje à noite vou comer fondue de novo, quer me mostrar mais uma vez sua habilidade de comer pimenta?"

Com essas provocações e zombarias, Zhang Xiaochu se sentiu um pouco isolado.

Será que não podia ter um pouco de compaixão por ele?

Bai Tang, vendo que ele estava bem, sentiu um alívio interno.

Quando recebeu a ligação, pensou que ele tinha se metido em outra encrenca.

Naquele momento, a primeira coisa que veio à mente dela foi Feng Zi.