Capítulo 216: Capítulo 216 Apenas uma operação normal

Quando Bai Xi'er viu Bai Tang começar a chorar instantaneamente, ficou completamente atordoada.

Bai Tang não disse uma palavra, as lágrimas caíam em cascata, seu olhar era de mágoa e contenção.

Seu rosto já delicado, combinado com aquela aparência tão comovente, tornava-a ainda mais digna de pena.

Ela apenas olhava para Bai Xi'er com um ar de injustiça enquanto chorava, sem dizer nada, mas seus olhos gritavam: "O bebê está sofrendo, mas o bebê não fala."

Bai Xi'er olhou para Bai Tang, perplexa.

Tanto no olhar quanto nos gestos, havia uma acusação contida e magoada: "Por que você está me acusando injustamente?"

Bai Xi'er encarou Bai Tang como se visse um fantasma.

Pouco antes, Bai Tang havia admitido com indiferença que foi ela quem postou aquelas mensagens na internet.

Mas agora, Bai Tang fazia aquela cara de quem sofreu uma grande injustiça, mas se contém.

A multidão, que antes estava inclinada a favor de Bai Xi'er, ao ver Bai Tang tão triste, contida e sem reclamar, sentiu imediatamente que tinham sido injustos com ela.

E ao ver o olhar de ódio que Bai Xi'er não conseguiu controlar ao encarar Bai Tang, acharam ainda mais que Bai Xi'er estava fingindo ser a vítima.

Lembrando-se dos vídeos online, pareciam tão reais, não pareciam montagens.

Os olhares da multidão para Bai Xi'er tornaram-se novamente sarcásticos.

Bai Tang continuava a chorar, e sua colega de classe ao lado, sentindo pena, entregou-lhe um lenço e murmurou em consolo: "Não chore, todos acreditamos que foi ela quem te intimidou."

Bai Tang pegou o lenço, enxugou as lágrimas do rosto, e com os olhos vermelhos, acenou para a colega, parecendo uma pobre coitada.

Bai Xi'er estava tão furiosa que queria arrancar a máscara de fingimento de Bai Tang.

"Bai Tang, pare de bancar a coitada!" gritou Bai Xi'er, incapaz de se conter.

Mas Bai Tang, como um passarinho assustado, as lágrimas que tinham parado recomeçaram a cair com o grito.

Lágrimas grossas e silenciosas caíam, despertando ainda mais a compaixão de todos ao redor.

Afinal, Bai Tang era da própria turma, e Bai Xi'er estava ali para intimidar alguém da sala.

Então, toda a classe se uniu contra Bai Xi'er.

"Bai Xi'er, você não tem vergonha na cara? Depois de fazer tanta coisa, ainda vem aqui intimidar a Bai Tang!"

"Pois é, acha que porque sua família tem dinheiro, pode fazer o que quiser?"

"Pensa que é alguém importante, hein?"

"Sempre achei que você era uma falsa ingênua, mas não esperava que fosse mesmo!"

"Uma cara na frente, outra atrás!"

"E ainda se diz a bela e bondosa rainha do colégio? Para mim, você é uma piada!"

Atacada de todos os lados, Bai Xi'er ficou pálida.

Ela pensava que, com sua aparência frágil e inocente, aquelas pessoas acreditariam nela e xingariam Bai Tang.

No começo, era exatamente assim, mas bastaram algumas lágrimas de Bai Tang para todos mudarem de lado!

Os ouvidos de Bai Xi'er ecoavam com os insultos e gritos para que ela fosse embora.

Bai Xi'er nunca tinha passado por tamanha humilhação. Se antes estava fingindo que ia chorar, agora estava realmente com vontade de chorar de raiva.

Ela olhou furiosa para Bai Tang, que a encarava com olhos marejados, toda inocente.

A multidão, ainda mais indignada, empurrou Bai Xi'er para fora da sala.

Todos se aproximaram de Bai Tang para mostrar apoio, dizendo-lhe para não ficar triste.

Bai Tang sorriu para eles, um sorriso que parecia forçado, como se não quisesse preocupá-los.

Quando o sinal tocou, todos tiveram que voltar aos seus lugares. Bai Tang calmamente pegou o livro de matemática e o abriu.

Sua colega ao lado, ao vê-la, não pôde deixar de pensar: por trás de sua força, ela era tão frágil, mas ao mesmo tempo tão forte, ainda pensando em estudar num momento como este.

Parecia que Bai Tang realmente tinha se arrependido e queria estudar a sério!

Bai Tang, alheia aos pensamentos da colega, apenas prestava atenção à aula.

Quanto à vitória fácil sobre Bai Xi'er, era apenas mais uma jogada normal, nada para se orgulhar.