Capítulo 211: Capítulo 211: Conhecer os pais tão rápido

Assim que Zhang Xiaochu enviou a mensagem, Bai Tang respondeu na hora.

"Você não tem noção, não?"

Zhang Xiaochu ficou com um nó na garganta de irritação, mas antes que pudesse responder, o celular tocou de novo.

"Internado e ainda não sossega? Quer se humilhar?"

"Agora só tenho mente para os estudos, amo estudar!"

Zhang Xiaochu: "..."

Porra!

Zhang Xiaochu pegou o celular, digitou e apagou, depois escreveu outra linha, colocou o dedo sobre o botão de enviar, mas achou que aquilo não expressava sua raiva e arrogância, e acabou apagando de novo.

Assim, repetiu várias vezes, até que no fim só enviou quatro palavras: Estou com raiva!

Ficou encarando o celular por um bom tempo, mas do outro lado não veio resposta. Zhang Xiaochu acabou perdendo a paciência, jogou o celular de lado e sentiu que ia vomitar sangue.

Naquele momento, bateram na porta do quarto, e então ela se abriu, deixando entrar um homem de óculos escuros.

Na mão esquerda, um buquê de flores; na direita, uma cesta de frutas. Postura padrão de quem visita um doente.

Só que... eles se conheciam?

"Você entrou no quarto errado", disse Zhang Xiaochu, com o humor péssimo naquele instante.

Pensando na rejeição escancarada de Bai Tang, que dissera que compará-lo aos estudos era se humilhar... Droga!

Olhando para aquele homem ali, com flores e frutas, como as pessoas podiam ser tão diferentes?!

Quanto mais pensava, mais Zhang Xiaochu sentia que ia se distorcer.

Uma aura de agressividade bem pesada o envolvia.

O homem não foi embora; pelo contrário, encarou-o com calma, tirou os óculos escuros do rosto, revelando uma aparência bonita e viril.

Zhang Xiaochu olhou para ele, notou a cicatriz no canto do olho, e a sensação de perigo que emanava do homem o fez franzir a testa involuntariamente.

Zhang Xiaochu recolheu o brilho nos olhos, encarou o olhar opressor do outro e perguntou: "Quem é você?"

O homem colocou o buquê de flores frescas e a cesta de frutas de lado, estendeu a mão para Zhang Xiaochu: "Olá, sou Bai Wu!"

No instante em que falou, a pressão ao redor de Bai Wu diminuiu, deixando transparecer um pouco de cordialidade.

Zhang Xiaochu encarou aquele homem, que parecia misturar o certo e o errado, e após alguns segundos de silêncio, estendeu a mão para apertar a dele.

Após o simples aperto de mãos, Zhang Xiaochu disse: "Parece que não te conheço!"

"Vim ao hospital para te agradecer", disse Bai Wu.

Zhang Xiaochu ficou olhando para ele, completamente confuso.

"Xiao Bai disse que na escola você tem cuidado muito bem dela, e que ela gosta muito de você como amigo."

Xiao Bai?

Zhang Xiaochu franziu a testa, confuso. Dos amigos próximos, só um tinha o sobrenome Bai.

Zhang Xiaochu hesitou um pouco: "Xiao Bai... Bai Tang?"

Bai Wu assentiu: "Isso."

Tendo a confirmação do outro, Zhang Xiaochu pensou consigo: Ambos são Bai, será que é algum parente, tipo primo?

Com esse pensamento, a expressão despreocupada de Zhang Xiaochu foi se recolhendo, ele se sentou ereto e colocou no rosto um sorriso que achava bastante adequado.

Quem diria, conhecer a família tão rápido.

Foi realmente inesperado.

"Irmão, não fique de pé, sente-se", disse Zhang Xiaochu, sorrindo e apontando para a cadeira ao lado.

Bai Wu não recusou e sentou-se na cadeira.

"Irmão, quer fruta?"

Zhang Xiaochu pegou uma maçã lavada ao lado e ofereceu a Bai Wu, sorrindo como uma flor.

"Não precisa se preocupar, só vim te ver e bater um papo."

Disse Bai Wu, com um tom calmo, achando um pouco engraçada a atitude quase bajuladora de Zhang Xiaochu, mas manteve o rosto impassível.

Zhang Xiaochu largou a maçã, sentou-se como um aluno exemplar e olhou para Bai Wu: "Irmão, sobre o que quer conversar?"