Capítulo 203: Capítulo 203 - Matar aula? Pode me levar junto?

—V—Você foi parar no fórum da escola de novo! — sussurrou a colega de mesa. — O pessoal não ousa falar de você abertamente, então criaram um grupo e ficam falando de você por lá…

Bai Tang ergueu levemente as sobrancelhas: — Falando o quê de mim?

— Coisas muito desagradáveis! — disse a colega em voz baixa.

Os outros diziam que Bai Tang era insuportável, mas, como sua colega de mesa, ela achava que ele não era tão ruim quanto falavam. Por isso, sentia uma certa compaixão por ele.

Principalmente agora que ele tinha voltado a pintar o cabelo de preto e chegava pontualmente todos os dias para as aulas.

Ela achava isso bom.

Ele prestava atenção nas aulas e, mesmo quando fazia outras coisas, nunca atrapalhava os outros. Além disso, ela achava Bai Tang bastante interessante, não era tão terrível quanto diziam!

Bai Tang sorriu: — Se querem falar, que falem!

A colega ainda assim o alertou, com boa intenção: — Alguém te viu hoje descendo do carro de Sheng Qi, e agora todo mundo acha que o que você fez no refeitório naquele dia foi abusar do poder.

— Abusar do poder?

Bai Tang ergueu levemente as sobrancelhas, com um sorriso irônico: — Se eu realmente abusasse do poder, eles estariam todos em casa chorando até secar as lágrimas!

A colega: — …

— Bai Tang, você não fica triste? — ela admirou a fortaleza psicológica dele.

— São pessoas que não têm nada a ver comigo, por que eu ficaria triste? — Bai Tang sorriu, com um ar provocador. — Para mim, desde que não venham bancar os valentões na minha frente… afinal, agora só tenho olhos para os estudos!

Bai Tang apoiou o queixo com uma mão e suspirou: — Eu amo estudar, e estudar me ama!

A colega: — …

Isso era um surto de adolescência?

Já que Bai Tang estava tão tranquilo, a colega não disse mais nada e começou a leitura matinal.

Bai Tang olhou para o livro à sua frente. Sabia muito bem que aquelas calúnias repetidas não eram coincidência. Alguém estava claramente manipulando tudo para manchar sua reputação, talvez até para torná-lo um pária odiado por todos.

Bai Tang pensou em três pessoas.

Uma era Feng Zi, que ainda estava no hospital; outra era Zhou Jiami, que havia perdido para ele na competição; e a terceira era Bai Xi’er, que sempre o olhava com desprezo.

Ele conhecia Feng Zi bem. Se ela quisesse fazer algo contra ele, jamais escolheria um método tão indireto. Aquela era uma louca varrida; bater o carro nele diretamente parecia mais provável.

Quanto a Zhou Jiami…

Bai Tang desviou o olhar para a cadeira à sua frente. Talvez devesse conversar com ela depois da aula.

Zhou Jiami estava mexendo no celular embaixo da mesa quando sentiu um olhar intenso nas costas, o que a fez estremecer.

Pensando que fosse um professor entrando pela porta dos fundos, ela rapidamente guardou o celular na gaveta e fixou os olhos no livro.

Mas o olhar persistiu, sem se afastar.

Incomodada, Zhou Jiami virou-se cautelosamente para ver quem era. Para sua surpresa, não era um professor, mas Bai Tang, com um sorriso enigmático nos olhos.

Zhou Jiami franziu a testa. Ainda sentia um certo medo dele.

Mesmo depois de tantos dias, a lembrança daquela cena ainda a gelava por dentro.

Bai Tang era um louco sem medo de morrer; ela não tinha coragem de enfrentá-lo.

Ela rapidamente desviou o olhar e fingiu ler, mas não conseguia se concentrar. Pegou o celular na gaveta para jogar uma partida, mas recebeu uma mensagem dele.

Zhou Jiami abriu e, ao ver o conteúdo, instintivamente jogou o celular de volta na gaveta.

— O que foi? — perguntou a colega ao lado.

Zhou Jiami franziu a testa, com expressão tensa: — Quando o professor chegar, diz que não estou bem.

Dizendo isso, pegou o celular, colocou no bolso e levantou-se rapidamente.

Ela andou depressa em direção à saída da escola, mas, ao chegar na escada, uma voz levemente divertida soou: — Matando aula? Me leva junto?