Sheng Qi olhou para Bai Tang sem dizer nada, apenas a observava em silêncio, e não pôde evitar suspirar, suavizando a voz: "Bai Tang, você é uma garota, deveria cuidar da sua própria segurança, não faça essas coisas perigosas sem pensar!"
"No mundo, nem todo mundo que você acha seguro é realmente seguro!"
"Também não é porque você acha alguém de aparência gentil e inofensiva que essa pessoa realmente é gentil!"
"Você está sozinha em casa, precisa que alguém te ensine essas noções básicas de segurança?"
"Bai Tang..."
Bai Tang o interrompeu, com a voz calma e o rosto sem emoção.
Sheng Qi hesitou, na memória dele, ela nunca havia chamado seu nome tão sério, nome e sobrenome completos!
Ela estava acostumada a fazer o que queria, chamá-lo como bem entendesse!
Não importava como ele a tratasse com frieza.
No começo, Sheng Qi achava que essa garota deveria chamá-lo pelo nome como todo mundo, e ele a corrigiu inúmeras vezes pelo hábito dela de chamá-lo de "beleza"!
Mas nunca conseguiu corrigi-la!
Ela continuava seguindo sua própria vontade.
Com tristeza, empolgação, alegria, dengo, malícia, calma... uma variedade de emoções únicas dela, chamando-o de "beleza".
Ele passou do desconforto inicial para, aos poucos, aceitar esse apelido sem sentido que ela lhe dera.
Desde ontem, quando aquele suposto segurança apareceu, ele pediu novamente que ela não o chamasse de "beleza", e ela realmente obedeceu, abandonando o apelido.
E hoje, ao vê-lo, ela ainda o chamou de "Sr. Sheng" de forma cooperativa.
Isso continuou até agora, tão séria, sem qualquer emoção, chamando-o: "Sheng Qi!"
Naquele momento, ele sentiu que essas duas palavras ditas por ela soavam tão feias e irritantes!
Sheng Qi franziu os lábios, fitando-a fixamente. A garota à sua frente o observava em silêncio, com um olhar nos olhos que ele nunca vira antes, tão sério que Sheng Qi sentiu um nervosismo inexplicável no coração.
Suas mãos no volante se apertaram ainda mais.
"Hmm..."
Depois de um tempo, ele encontrou sua voz e respondeu baixinho.
"Você..." A garota o olhou profundamente, seus olhos de vidro refletindo o rosto inexpressivo dele, mas ele sabia que seu coração já estava desordenado por causa das palavras "Sheng Qi".
A voz da garota continuou no espaço apertado do carro, mas naquele instante trouxe um sorriso e uma malícia que ele sentia há tempos não ver: "Está gostando de mim?"
Sheng Qi a encarou, em silêncio, mas em sua mente ecoavam as palavras fragmentadas que ela acabara de dizer, que agora se juntavam: "Sheng Qi, você está gostando de mim?"
Os lábios da garota exibiam um sorriso rebelde único dela, até com um toque de provocação que ele reconhecia.
Sheng Qi não disse nada, apenas a observou em silêncio.
Ele também se perguntava.
Sheng Qi, você está gostando dessa garota à sua frente?
Dessa garota que te dá vontade de bater, mas que você nunca consegue tocar!
Claramente, cada vez que ela o irritava a ponto de explodir, ele acabava engolindo toda a raiva sob as provocações e dengos dela.
Sua tão orgulhosa autocontrole parecia sempre falhar diante dessa garota, redefinindo seus limites uma e outra vez, tolerando todas as suas birras!
Porque ela não respondeu à mensagem, ele passou a noite inteira sem dormir!
Porque ela deixou um homem dormir em casa, ele ficou furioso!
Irritado por ela não saber se cuidar, e também irritado pela atenção especial que ela dava àquele homem!
Mais ainda irritado porque ela, por causa daquele homem, ignorava sua existência!
Sheng Qi, você... gosta dela?
Bai Tang não esperou pela resposta dele, piscou os olhos e sorriu: "Você não gosta de mim? Mas eu gosto tanto de você, e agora?"
Bai Tang curvou os lábios, com um sorriso diabólico e sedutor: "Que tal, você se rende a mim?"