— O quê? Intimação judicial? — Mandado de citação? — Pai, me deixa explicar, não é isso... — Mãe, eu não fiz nada, não fui provocar Bai Tang, eu... Ao redor, um grupo de pessoas se lamentava. Bai Xi'er ficou paralisada no lugar, punhos cerrados. Ela sabia que Bai Tang cumpria o que dizia: ela realmente processou todos que falaram mal dela e a caluniaram ali! Logo, o telefone de Bai Xi'er também tocou. Ao ver as palavras "Pai" na tela, sua mão tremeu e ela quase jogou o celular para longe. No último segundo, Bai Xi'er atendeu a ligação. — Pai... — O que você fez na escola? — a voz furiosa de Bai Chengfeng soou. — Bai Xi'er, quem te mandou provocar Bai Tang? Os olhos de Bai Xi'er ficaram vermelhos na hora. — Pai, eu não provoquei ela, foi ela que veio me pressionar... Bai Xi'er se sentiu muito injustiçada. Antes, Bai Chengfeng sempre a tratava como uma joia, mimando-a. Desde a festa de aniversário dela, o temperamento dele ficou terrível, explodindo com ela e a mãe por qualquer motivo. Ultimamente, ele perdia a paciência em casa com frequência. Antes, sempre que havia confronto com Bai Tang, Bai Chengfeng a consolava e xingava Bai Tang. Mas hoje, sem nem saber o que tinha acontecido, ele já ligou para xingá-la. Naquele momento, Bai Chengfeng não se importava com o ocorrido, nem se Bai Xi'er realmente estava sofrendo. Para ele, naquele momento crucial, não queria que nada ao redor atrapalhasse seus planos contra Bai Tang! — Resolva isso sozinha e não me arrume problemas! — Bai Chengfeng disse friamente e desligou o telefone. Bai Xi'er apertou o celular com força, os olhos vermelhos cheios de ódio. Bai Tang!!! Eu vou te enfrentar de igual para igual! Ela não deixaria Bai Tang tomar a empresa nem roubar tudo o que era dela! — Bai Tang saiu do refeitório e, sem ânimo para comer fora, voltou direto para a sala de aula. Naquele momento, todos estavam no refeitório, e a sala estava vazia. Pegou o celular e fez uma ligação. — Senhorita, precisa de mim? — a voz respeitosa de um homem soou do outro lado. Bai Tang foi até a janela dos fundos, olhando para o céu ensolarado lá fora, com expressão indiferente: — Xiao Wu, venha para Lingshan! Do outro lado da linha, veio uma voz animada: — A senhorita está me mandando buscá-la para voltar? Bai Tang sorriu levemente, ouvindo a empolgação, e disse em tom de brincadeira: — Parece que ainda tem gente que gosta de mim! — Alguém está perturbando a senhorita? — Xiao Wu franziu a testa, a voz carregada de frieza e raiva. — Quem é? — Um bando de crianças mimadas! — Bai Tang riu. — Já resolvi. Ao ouvir isso, Xiao Wu conteve um pouco a raiva, mas não escondeu a pressa de querer ir logo: — Vou para o aeroporto agora, chego no máximo amanhã ao meio-dia. — Sim, quando chegar, procure Feng Zi. — Bai Tang disse. — Procurar ele para quê? — Xiao Wu perguntou, confuso. — Para dar uma lição nele? Bai Tang lembrou-se de Feng Zi, que ela tinha deixado roxo de tanto bater de manhã, e riu alto: — Não precisa dar lição, senão a família Feng vai ter que enterrar o filho antes do tempo. — Então o que a senhorita quer que eu faça? — Xiao Wu perguntou. Bai Tang sorriu, um brilho profundo nos olhos, com um toque de estranheza indescritível: — Vá, em nome da sua senhorita, fazer uma boa visita a ele.