Diante do olhar sincero de Bai Tang, Sheng Qi ficou um tanto desconfiado, mas achou que Bai Tang não seria capaz de ter acabado de atropelar alguém e já ir procurar encrenca novamente. — Deixo o caso de Feng Zi comigo. Vá pegar sua mochila, vou te levar para a escola! — Sheng Qi suavizou o tom, e o frio ao redor dele também se dissipou bastante. Bai Tang, vendo que finalmente conseguiu acalmá-lo, abriu a porta do carro para pegar a mochila. Embora não quisesse ir para a escola hoje, se não fosse, o cara ao lado a chutaria para dentro da escola! Que professor dedicado, hein! Sheng Qi a deixou na escola, esperou até que Bai Tang entrasse, e só então partiu com o carro. Foi direto para o hospital onde estivera antes. Ao chegar na entrada, Sheng Qi foi barrado pelos seguranças. Após relatar, os seguranças o deixaram entrar. Feng Zi estava encostado na cabeceira da cama, tomando soro. Ele encarou Sheng Qi com o rosto frio, e, por causa dos hematomas e inchaços, não dava para perceber muita expressão, mas o olhar era bastante frio e desdenhoso. — O que o senhor Sheng quer comigo? — A voz de Feng Zi era gelada. Sheng Qi hesitou por um instante ao ver Feng Zi. Aliás, o acidente de ontem não deveria ter sido tão grave, certo? Principalmente aquele rosto roxo e inchado, mal dava para reconhecer a aparência original! Feng Zi notou o olhar de Sheng Qi em seu rosto, aquela expressão de choque e dúvida óbvia só aumentou sua raiva. Lembrando da dor dos socos que Bai Tang desferiu em seu rosto, ele ficou tão furioso que seu peito subia e descia violentamente, e os equipamentos ao lado mostravam uma aceleração cardíaca evidente. Sheng Qi viu que, além dos hematomas, havia algumas erupções vermelhas no rosto dele, também no pescoço e nos braços, parecendo algo como alergia. Quando entrou, não viu o buquê de flores que Bai Tang mencionara. Seria alergia a pólen? E aquele rosto... Bai Tang que bateu? Num piscar de olhos, Sheng Qi já tinha adivinhado tudo. — Vim ver como o senhor Feng está! — Sheng Qi retomou a compostura, olhando para ele com indiferença. Feng Zi riu com sarcasmo: — O pessoal do senhor Sheng é muito habilidoso, conseguiu me atropelar assim e ainda veio cedo me dar uma surra! Sheng Qi: “...” Aquela garota realmente... — O senhor Feng está brincando. Com tantos seguranças aqui dentro e fora, como uma garota frágil como Bai Tang poderia vir te bater? O senhor Feng deve ter tido um pesadelo ontem à noite! — Sheng Qi respondeu com um tom neutro, olhando para ele. Feng Qi rangeu os dentes, tão furioso que queria pular, mas ao mexer nos ferimentos, fez uma careta de dor: — Puta merda, aquela maldita garota é frágil? Você está cego? Sheng Qi o encarou com total calma: — O senhor Feng deveria cuidar melhor da sua saúde, evitar movimentos bruscos, fazer as coisas dentro dos seus limites! — Você está me ameaçando? — Feng Zi rosnou, encarando-o com ódio. Sheng Qi o fitou com serenidade: — É um conselho bem-intencionado! Feng Zi ficou furioso, prestes a falar, mas a voz fria de Sheng Qi soou novamente, carregada de uma pressão intensa: — Claro, também pode encarar como um aviso! Feng Zi o encarou com raiva, querendo muito explodir contra Sheng Qi sem pensar, mas ainda tinha juízo! Ofender Sheng Qi não era a escolha mais sábia; a menos que fosse absolutamente necessário, ele ainda daria a Sheng Qi um pouco de respeito. — Senhor Sheng, seu pessoal me feriu a ponto de me hospitalizar. Você não deveria me dar uma satisfação? — Feng Zi perguntou contendo a raiva, mas com um tom bastante arrogante. Sheng Qi respondeu com expressão impassível: — Parece que você se enganou. Foram seus homens que feriram dois dos meus colegas, e um ainda está no hospital. Deveria ser eu perguntando ao senhor Feng: como pretende me dar uma satisfação?